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Fique por dentro: Sob pressão de juros, construção civil tem queda na atividade do 3º tri

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 13:55
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Fique por dentro: Sob pressão de juros, construção civil tem queda na atividade do 3º tri
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A atividade da construção civil recuou no terceiro trimestre de 2026, tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior quanto na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo a Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), com apoio da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o nível de atividade do setor ficou em 45,9 pontos no período, ante 47,8 pontos registrados no segundo trimestre deste ano.

PCE: Inflação nos EUA acelera em setembro; gastos do consumidor aumentam Fabricante da Budweiser atinge previsões de lucro, mas custos aumentam PIB americano cresce 3,4% no 3° trimestre e fica acima das expectativas De acordo com a CBIC, a queda foi impulsionada, sobretudo, pelas altas taxas de juros. Apesar dos cortes recentes, a taxa básica de juros da economia, a Selic, permanece em 13,75% ao ano.

O Brasil também registra o maior juro real do mundo, com taxa de 8,45% ao ano, à frente de Rússia (6,79%), Colômbia (6,33%) e Turquia (6,25%).

“A taxa é apontada por 40% dos empresários como o principal problema do setor, aparecendo no topo da lista”, afirmou Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC.

Além dos juros elevados, a carga tributária e a escassez de mão de obra qualificada também são apontadas como fatores que dificultam a atividade do setor.

“A taxa de juros dificulta que as empresas, que são em sua maioria pequenas, consigam fazer investimentos para crescer. Isso também afeta a disponibilidade e a qualidade da mão de obra”, afirmou o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida.

Para Aroeira, a dificuldade de investir em novos produtos, infraestrutura e maquinário também aumenta a dependência das empresas em relação à mão de obra, que muitas vezes não possui a qualificação necessária.

Os custos do setor também seguem pressionados pela inflação, o que afeta, entre outros fatores, as despesas com mão de obra. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), acumulou alta de 6,64% nos 12 meses encerrados em setembro.

Os dados do INCC mostram que os custos com mão de obra aumentaram 7,78% no período, enquanto os gastos com materiais e equipamentos avançaram 6,06%.

Já o CUB (Custo Unitário Básico) médio Brasil, calculado pela CBIC, acumulou alta de 6,84% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026. Nesse indicador, os custos com mão de obra subiram 6,72%, enquanto os de materiais e equipamentos aumentaram 6,94%.

“A construção civil mantém sua capacidade de gerar empregos, mas os indicadores de atividade mostram que o setor enfrenta dificuldades. Os juros elevados encarecem o crédito e comprometem as decisões de investimento, enquanto a pressão sobre os custos reduz a margem de planejamento das empresas. É fundamental observar esses fatores para compreender as perspectivas da atividade nos próximos meses”, destacou a entidade.

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