Fique por dentro: Recuperação de Lula ainda não é suficiente para garantir virada, diz analista da AtlasIntel
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Consulte formatos e valores disponíveisRecuperação de Lula ainda não é suficiente para garantir virada, diz analista da AtlasIntel Analista aponta melhora na transferência de votos de candidatos derrotados no primeiro turno, como Augusto Cury e Renan Santos, mas avalia que recuperação ainda é insuficiente para uma virada Eleições 2026: Lula encosta em Flávio ao ampliar vantagem entre mulheres e no Nordeste (Ricardo Stuckert/Flickr)
Publicado em 19 de outubro de 2026 às 14h22 .
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O presidente Lula reduziu a distância para Flávio Bolsonaro no segundo turno, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira, 19. Flávio registra 49,8% das intenções de voto, ante 47,6% de Lula. A aproximação foi impulsionada pelo desempenho do presidente entre mulheres, eleitores do Nordeste e apoiadores de candidatos derrotados no primeiro turno. Apesar da redução da diferença, o senador permanece numericamente à frente, segundo o levantamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou seu alcance entre mulheres, eleitores do Nordeste e apoiadores de candidatos que ficaram fora do segundo turno, e reduziu a distância entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na reta final do segundo turno da eleição presidencial. A avaliação é de Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, com base na nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta segunda-feira, 19.
Na simulação de segundo turno, Flávio segue numericamente à frente, com 49,8% das intenções de voto, ante 47,6% de Lula. Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 9 de outubro, o senador recuou 1,3 ponto dos 51,1% que marcava, enquanto o presidente avançou 1,9 ponto dos 45,7% que tinha.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, a diferença entre os dois também diminuiu. Flávio passou de 52,8% para 51,1%, enquanto Lula subiu de 47,2% para 48,9%. A distância atual é de 2,2 pontos percentuais, acima da margem de erro de um ponto percentual do estudo.
Para Sanches, a mudança reflete avanços de Lula em segmentos importantes do eleitorado e uma distribuição mais equilibrada dos votos de candidatos que não chegaram ao segundo turno. O analista pondera, porém, que a recuperação ainda não é suficiente para garantir uma virada.
Segundo Sanches, o presidente ainda precisaria de cerca de 60% dessa transferência de votos, o que não é observado nesta pesquisa, ainda que tenha havido um crescimento.
"Lula depende da ativação de eleitores que não foram votar e que ainda podem ser mobilizados pelo Flávio", afirma. "A situação ainda é bastante desafiadora para o presidente Lula nessa reta final."
Um dos principais movimentos identificados pela pesquisa está no eleitorado feminino. Lula passou de 53,6% para 58,9% das intenções de voto entre as mulheres, um avanço de 5,3 pontos percentuais. Flávio, por sua vez, aparece com 39,2% nesse segmento.
Entre os homens, o movimento é diferente. O senador ampliou sua preferência de 57,7% para 61,7%, enquanto Lula recuou de 36,9% para 35%. Para Sanches, os resultados indicam um aprofundamento da divisão de gênero na disputa.
O Nordeste também aparece entre os principais focos de avanço do presidente. Na região, Lula passou de 57,6% para 62,8% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 35,3%.
O petista também apresentou melhora no Sul, região em que enfrentou dificuldades no primeiro turno, segundo Sanches. O analista aponta um avanço de dois pontos percentuais para Lula, embora Flávio permaneça à frente na região, com 59,5%, ante 36,1% do presidente.
Outro movimento destacado pelo analista aparece entre os eleitores com ensino superior. Nesse grupo, Lula cerca de 6 pontos percentuais, chegando a 56,1% das intenções de voto. Flávio registra 39,8% neste recorte.
Para Sanches, o avanço neste grupo pode estar relacionado ao desempenho do presidente em centros urbanos, capitais e periferias, onde Lula mantém resultados mais próximos dos registrados em 2022. Outro fator é a transferência de voto de outros candidatos que também conquistavam os eleitores com maior escolaridade.
A transferência de votos dos candidatos derrotados no primeiro turno é outro fator que ajuda a explicar a aproximação entre Lula e Flávio. Segundo Sanches, o presidente ganhou espaço entre eleitores de Renan Santos (Missão) e de Augusto Cury (Avante).
Entre os eleitores de Renan, Lula passou de 28% para 31,9% das intenções de voto. Flávio aparece com 33,5%, enquanto 34,6% declaram voto branco ou nulo, ou afirmam que ainda não sabem em quem votar.
“O eleitor do Renan se divide em três terços, entre Flávio, Lula e a abstenção”, diz Sanches.
No caso de Augusto Cury, Lula também avançou, com uma melhora de cerca de dois pontos percentuais, segundo o analista. Antes, o petista tinha 50,4% deste eleitorado. Na pesquisa atual, o presidente registra 52,1% das intenções de voto nesse grupo, ante 42,4% de Flávio. Outros 5,6% declaram voto branco ou nulo ou não sabem responder.
O analista observa que, no levantamento anterior, parte desse eleitorado ainda estava indecisa. Agora, segundo ele, os votos estão mais distribuídos entre os dois candidatos.
O movimento, contudo, não ocorre de forma uniforme entre os eleitores dos candidatos derrotados. Flávio também ampliou sua preferência entre os apoiadores de Cury, crescendo cerca de 3 pontos até os 42,4% atuais.
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), Flávio conseguiu atrair uma parcela maior dos que ainda estavam indecisos neste grupo.
O senador avançou de 54,9% para 69,8% nesse grupo, enquanto Lula perdeu espaço. Na pesquisa atual, o presidente aparece com 24,5% das intenções de voto entre esses eleitores.
O quadro também explica por que o avanço de Lula entre os eleitores de outros candidatos ainda não foi suficiente para inverter a disputa. Embora o presidente tenha melhorado em segmentos importantes, a transferência de votos segue favorecendo o senador em parte do eleitorado de terceira via.
A nova rodada da Atlas/Bloomberg foi realizada entre 13 e 18 de outubro, antes do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na TV Bandeirantes, realizado no domingo, 18. Por isso, o levantamento não permite medir a reação dos eleitores ao encontro.
Na avaliação de Sanches, eventuais efeitos do debate devem aparecer nas próximas pesquisas, mas que pode ter havido um aprofundamento na indecisão dos eleitores que ainda não sabem em quem votar.
Ele ressalta, contudo, que ainda haverá outros momentos de campanha antes da votação, incluindo o debate da TV Globo. Assim, o efeito do encontro da Band pode não ser o fator mais presente na memória dos eleitores na pesquisa de véspera do segundo turno.
A pesquisa Atlas/Bloomberg entrevistou 4.998 eleitores entre 13 e 18 de outubro de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Bloomberg e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02418/2026.
Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 49,8% das intenções de voto, contra 47,6% de Lula. A diferença é de 2,2 pontos percentuais, segundo o levantamento divulgado em 19 de outubro de 2026.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, Flávio Bolsonaro registra 51,1%, enquanto Lula tem 48,9%. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 52,8% e 47,2%, respectivamente.
Lula ampliou suas intenções de voto principalmente entre mulheres, eleitores do Nordeste e pessoas com ensino superior. Entre as mulheres, passou de 53,6% para 58,9%. No Nordeste, foi de 57,6% para 62,8%. Entre os eleitores com ensino superior, chegou a 56,1%.
Entre os eleitores de Renan Santos, Lula registra 31,9% das intenções de voto, contra 33,5% de Flávio Bolsonaro. Entre os apoiadores de Augusto Cury, o presidente tem 52,1%, ante 42,4% do senador. Já entre os eleitores de Ronaldo Caiado, Flávio concentra 69,8% das preferências, enquanto Lula tem 24,5%.
Segundo Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, a redução da diferença está relacionada ao aumento do apoio a Lula entre mulheres, eleitores do Nordeste e parte dos apoiadores de candidatos eliminados no primeiro turno. O analista avalia, contudo, que a transferência de votos ainda não é suficiente para colocar o presidente numericamente à frente.
Não. As entrevistas foram realizadas entre 13 e 18 de outubro, antes do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na TV Bandeirantes, ocorrido no domingo, 18. Por isso, a pesquisa não permite avaliar eventuais efeitos do encontro sobre as intenções de voto.
A pesquisa entrevistou 4.998 eleitores entre 13 e 18 de outubro de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro informada é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Bloomberg e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02418/2026.
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