Fique por dentro: Qual é o caminho para alcançar a cadeira de CFO?
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisQual é o caminho para alcançar a cadeira de CFO? Pesquisa “O Perfil do CFO” no Brasil” aponta para a importância da experiência profissional e competências comportamentais para quem mira a liderança em Finanças CFO: levantamento mostra que chegar ao comando financeiro de grandes empresas exige mais do que conhecimento técnico, com destaque para experiências estratégicas, formação contínua e habilidades de liderança (Thinkstock)
Assetz Expert Recruitment Articulista convidado
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 12h21 .
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Dicas de carreira Saiba mais Durante muito tempo, a trajetória até a posição de CFO esteve associada principalmente ao domínio comprovado de conteúdo técnico em contabilidade, tesouraria, planejamento e gestão financeira. Essas qualificações continuam indispensáveis, mas a escalada para chegar ao topo da área de Finanças de uma empresa demanda um conjunto mais criterioso de características.
A sexta edição da pesquisa “O Perfil do CFO no Brasil”, realizada pela Assetz Expert Recruitment em parceria com a Fundação Dom Cabral, apresenta dados que revelam esse novo retrato. O levantamento ouviu 106 CFOs e diretores financeiros de grandes companhias em atuação no país, a partir de um universo de 496 empresas com receita superior a R$ 1 bilhão, listadas no ranking Melhores e Maiores da EXAME.
A exposição a diferentes ambientes de negócios e a participação em projetos de alta complexidade aparecem como predicados recorrentes entre os profissionais que exercem a função de CFO. A pesquisa permite identificar três elementos determinantes nessas trajetórias: histórico profissional diversificado, investimento contínuo em qualificação acadêmica e desenvolvimento de competências comportamentais.
A vivência em operações complexas é uma das características mais presentes entre os CFOs pesquisados. Fusões e aquisições aparecem no histórico profissional de 94,3% dos respondentes, enquanto 90,6% participaram de processos de integração de empresas adquiridas. Outros 87,7% atuaram na implantação de sistemas de gestão empresarial (ERP) e 86,8% em captações de recursos de longo prazo no mercado de capitais.
Esses projetos têm em comum a necessidade de conciliar conhecimento técnico com decisões em diferentes áreas das organizações. Uma aquisição, por exemplo, exige avaliar riscos, estruturar operações financeiras, negociar interesses e, posteriormente, integrar processos, equipes e culturas empresariais. Já a implantação de um ERP pressupõe a articulação entre Finanças, Tecnologia e outros setores do negócio, além de capacidade para conduzir mudanças organizacionais.
A jornada internacional também é um componente que chama a atenção. Quatro em cada dez CFOs participantes da pesquisa tiveram alguma passagem profissional no exterior , o que pode ampliar o contato com diferentes práticas de gestão, ambientes regulatórios e modelos de negócios.
Para executivos que ainda estão construindo o caminho para a liderança financeira, os resultados sugerem que vale buscar por oportunidades que ultrapassem as atividades rotineiras da área.
A valorização da experiência se reflete nas decisões de contratação. Entre os CFOs recrutados externamente, 85% já ocupavam a mesma posição em outra organização. Esse indicador torna a construção de uma bagagem sólida especialmente relevante para os que almejam o cargo.
O que se vive na prática deve ser colocado como parte de um processo que também exige a qualificação acadêmica. A pesquisa mostra que os CFOs combinam uma formação inicial predominantemente ligada à área de negócios com investimentos adicionais em educação ao longo da carreira.
Administração aparece como a graduação mais frequente entre os respondentes, seguida por Engenharia e Ciências Econômicas. Aproximadamente 30% cursaram uma segunda graduação, sendo Ciências Contábeis a escolha mais recorrente nesse grupo.
O investimento em pós-graduação é ainda mais expressivo. Cerca de três em cada quatro CFOs pesquisados possuem MBA , o que evidencia a presença massiva dessa formação entre os executivos que alcançaram o comando financeiro de grandes empresas.
A busca por conhecimentos complementares acompanha a ampliação das responsabilidades da função. O CFO participa cada vez mais de decisões sobre estratégia, tecnologia, operações e gestão de pessoas. Nesse contexto, o investimento contínuo em formação pode contribuir para fortalecer a compreensão sobre o negócio e ampliar a capacidade de atuar em diferentes frentes da organização.
O levantamento mostra que cerca de quatro em cada cinco CFOs acumulam responsabilidades fora das áreas tradicionalmente financeiras , incluindo compras e suprimentos, tecnologia e jurídico. A diversidade de atribuições explica por que uma formação exclusivamente técnica pode não contemplar todas as exigências da posição.
O sucesso profissional não se limita aos conhecimentos adquiridos em cursos e projetos vivenciados. Competências como capacidade de influência, empatia, escuta ativa, liderança e pensamento sistêmico também aparecem entre os atributos valorizados pelos próprios executivos para o futuro da profissão.
Entre as competências que os CFOs identificam como prioritárias para o próprio desenvolvimento, destacam-se empatia e escuta ativa (23,6%), capacidade de influência (19,8%) e pensamento criativo (13,2%). Os resultados indicam que a preparação para a liderança financeira envolve também a capacidade de construir relacionamentos, mobilizar equipes e participar de planos que ultrapassam o conhecimento técnico.
A combinação entre educação continuada e experiências diversificadas, portanto, não representa uma fórmula única para crescer na profissão, mas ajuda a identificar características comuns nas trajetórias de quem se tornou CFO. Para os profissionais em ascensão, os dados jogam luz sobre a importância de conciliar aprofundamento técnico, conhecimento do negócio e participação ativa em situações estratégicas da empresa.
Mais do que acumular diplomas ou passagens por diferentes empresas, a função do líder financeiro passa pela capacidade de transformar conhecimento e experiência em discernimento para tomada de decisões. Esse amadurecimento requer tempo e paciência, sendo construído na medida em que se atinge as metas dos projetos executados. Afinal, chegar à cadeira de CFO significa estar preparado para assumir responsabilidades que ultrapassam as habilidades técnicas em Finanças e conectam todas as dimensões dos negócios.
Noites mal dormidas afetam o comportamento de quem lidera, reduzem o engajamento das equipes e podem comprometer o clima organizacional
Apresentadora conta como um episódio de 1989 a levou a decidir o motivo de cada escolha antes de agir
Estudo de rastreamento ocular mostra onde o olhar do recrutador para, e especialistas alertam para textos genéricos
Pesquisa com cerca de 1 milhão de empresas mostra que a rotatividade de funcionários está associada ao risco financeiro dos negócios. Especialista explica o que os dados revelam sobre a gestão de pessoas
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Brasil mostra que a transição climática é possível — Gestão Sustentável
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
veja horários e onde assistir aos treinos de Fórmula 1 — GP dos Estados Unidos
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Atualização: Taiwan tem quase mil voos cancelados por risco de tufão
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



