Fique por dentro: Por que a Faria Lima foi dormir convencida da vitória de Flávio
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Consulte formatos e valores disponíveisPriorize VEJA no Google A Faria Lima encerrou a sexta-feira com uma convicção que as pesquisas públicas ainda não autorizavam: a de que Flávio Bolsonaro derrotará Lula no domingo. O movimento não nasceu de uma única pesquisa, mas da combinação de trackings privados, simulações eleitorais e uma mudança de posicionamento nas mesas de operação. Informações obtidas pelo Radar Econômico indicam que uma grande instituição financeira submeteu a disputa a centenas de cenários, todos apontando para a vitória de Flávio.
O resultado dessas simulações se somou aos levantamentos diários acompanhados por instituições financeiras. Ao longo da tarde, relatos de mercado apontam que mesas de operação receberam orientações para ampliar agressivamente as posições compradas em Bolsa e vendidas em dólar e juros. A leitura era de que a recuperação de Lula nas pesquisas públicas não havia sido suficiente para inverter a tendência observada nos modelos internos.
A mudança de humor começou antes da última pesquisa relevante do dia. Por volta das 15h, os ativos brasileiros já ganhavam força, contrariando o movimento negativo dos mercados internacionais. Às 16h17, a divulgação da pesquisa Veritá reforçou a aposta: Flávio apareceu com 51,3% dos votos válidos, ante 48,7% de Lula. A diferença entre os candidatos havia aumentado de 1,4 para 2,6 pontos percentuais em relação à rodada anterior.
O movimento ficou especialmente evidente no câmbio. O dólar, que passou boa parte do pregão próximo da estabilidade, fechou abaixo de R$ 5. O Ibovespa avançou 0,47%, enquanto os juros futuros recuaram. A prévia da inflação abaixo das expectativas também ajudou, mas não explica, isoladamente, a valorização dos ativos domésticos na contramão do exterior.
A confiança sobreviveu ao último teste da campanha. O Radar Econômico conversou com três gestores depois do debate presidencial de sexta-feira à noite. Nos três casos, a avaliação do confronto reforçou a convicção, construída ao longo do dia, de que Flávio sairá vencedor das urnas.
O entusiasmo, contudo, não representa uma eleição decidida. O Datafolha divulgado na quinta-feira mostrava empate numérico entre os candidatos, com 50% dos votos válidos para cada um. Os modelos financeiros e os trackings privados tampouco eliminam a possibilidade de erro. Mas, para uma parcela relevante da Faria Lima, a dúvida eleitoral já havia se transformado em uma aposta financeira. E, na sexta-feira, ela foi feita para valer.
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