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Fique por dentro: Kassio e Mendonça tentam se desvincular de Flávio após carta golpista e falam em perda de bom senso

O presidente e o vice-presidente do TSE teriam relatado em conversas com auxiliares que o candidato derrotado perdeu o bom senso.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 15:21
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Fique por dentro: Kassio e Mendonça tentam se desvincular de Flávio após carta golpista e falam em perda de bom senso
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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29.out.2026 às 12h21 Diminuir fonte Aumentar fonte Luísa Martins Ana Pompeu Brasília Considerados mais próximos de Flávio Bolsonaro ( PL -RJ) do que do presidente Lula ( PT ), os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Kassio Nunes Marques e André Mendonça tentam se desvincular do senador depois que ele divulgou uma carta golpista nesta quarta-feira (28). O presidente e o vice-presidente do TSE teriam relatado em conversas com auxiliares que o candidato derrotado perdeu o bom senso. O senador inicialmente havia se autoproclamado "verdadeiro presidente do Brasil", depois reajustou o texto para "líder do Brasil", mas seguiu mentindo sobre o processo eleitoral.

Outros ministros do TSE —da ala mais alinhada a Lula (PT)— afirmaram que a carta era um movimento absurdo e merecia ser ignorada. Segundo dois dos quatro integrantes desse grupo, Flávio criou caos e adotou um tom conspiratório para difundir factoides. Um magistrado do STF (Supremo Tribunal Federal) disse conforme apuração dos redatores da Empire Cidades que uma carta acompanhada de um brasão errado, com os dizeres "Estados Unidos do Brazil (sic)", não pode ser levada a sério e mostra que Flávio de fato não estava preparado para governar o país. Na sessão plenária do TSE nesta quinta-feira (29), a primeira após a divulgação do documento pelo senador, que fugiu do Brasil após dizer que não fugiria, os ministros não mencionaram o assunto e julgaram normalmente os processos da pauta.

Na noite de quarta, após vir à tona a carta de Flávio, Kassio emitiu uma nota pública em que diz que a Justiça Eleitoral tem um compromisso "com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes". O presidente do TSE não cita expressamente o candidato derrotado, mas fala que as eleições "transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais", e que o pleito foi entregue "com segurança".

Como mostrou a Folha, Kassio conversou com colegas no TSE após anunciar oficialmente os resultados do segundo turno, com a reeleição de Lula, e garantiu que não daria vazão às queixas da campanha de Flávio, que afirmou não reconhecer a derrota.

O presidente do TSE pretende conversar com o do Supremo, Edson Fachin, para alinhar uma abordagem sobre esse tema e definir que a corte não deixe prosperar ações que questionem a validade das eleições de 2026.

A Folha também mostrou que Flávio enfrenta um isolamento após a divulgação da carta golpista e de sua fuga para os Estados Unidos após uma operação de despiste, com aliados de primeira hora se distanciando do senador.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial, declarou que nem ele nem o partido podem afirmar que houve fraude nas eleições. O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que "o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente".

A fuga também teria ocorrido à revelia da equipe jurídica de Flávio. A advogada Maria Claudia Bucchianeri, que o representou nas ações do TSE, já disse a um interlocutor que não vai mais ajuizar nenhum processo em nome do senador e que seu compromisso foi com a campanha, que se encerrou no dia 25.

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