Fique por dentro: Flávio Bolsonaro se autoproclama o ‘verdadeiro presidente eleito’ após fugir para os EUA
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Consulte formatos e valores disponíveisFlávio Bolsonaro se autoproclama o ‘verdadeiro presidente eleito’ após fugir para os EUA O senador divulgou uma carta com uma versão do brasão da República em que se lê ‘Estados Unidos do Brazil’, com z
O sonador Flavio Bolsonaro (PL). Foto: Pablo Porciuncula/AFP Apoie Siga-nos no let intervalNews = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.s-content__share--news')) return; clearInterval(intervalNews); document.querySelector('.s-content__share--news').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Google Discover', { 'event_category': 'googleNews', 'event_action': 'click', 'event_label': "flavio-bolsonaro-se-autoproclama-o-verdadeiro-presidente-eleito-apos-fugir-para-os-eua" }); }) }, 500); let intervalApoio = setInterval(() => { if (!document.querySelector('.support-btn')) return; clearInterval(intervalApoio); document.querySelector('.support-btn').addEventListener('click', function() { gtag('event', 'Apoio', { 'event_category': 'Apoio', 'event_action': 'click', 'event_label': "flavio-bolsonaro-se-autoproclama-o-verdadeiro-presidente-eleito-apos-fugir-para-os-eua" }); }) }, 100); a.bets-container { background: #df2c2a; padding: 0.5rem 0 0.5rem 2rem; border-radius: 0.4rem; } a.bets-container:hover { background: #df2c2a; transition:.5s; } a.bets-container img { max-width: 50px; } a.bets-container span { font-family: work sans, sans-serif; font-size: 32px; font-weight: 600; color: #fff; text-align: center; display: block; margin: 15px auto 0 auto; transition:.5s; } Eleições 2026!function(){let e=document.createElement("script");e.src="https://readme.ai/static/widget/cartacapital.js",document.body.appendChild(e)}(); O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula (PT) na eleição presidencial, afirmou nesta quarta-feira 28 que liderará a oposição ao governo brasileiro a partir dos Estados Unidos, para onde viajou com a família após descumprir uma ordem do STF que determinava a entrega de seus passaportes e o proibia de deixar o País. Em uma carta publicada nas redes sociais, ele se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.
Sem apresentar provas, acusou o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral de participarem de uma fraude eleitoral e pediu à comunidade internacional que não normalize o que chamou de regime de exceção no País.
O texto, divulgado pelo aliado Paulo Figueiredo à imprensa, substitui uma coletiva que o candidato derrotado concederia na manhã de quinta-feira em Miami. No documento, que tem no cabeçalho com uma versão do brasão da República em que se lê “Estados Unidos do Brazil”, com z, Flávio se dirige “ao povo brasileiro e à comunidade internacional”.
“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um País livre”, escreveu o senador, que desembarcou em Miami nesta manhã com a esposa, Fernanda, e as duas filhas.
A Polícia Federal informou que não há registro oficial da saída dele pelos postos de controle migratório brasileiros. A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou que o senador entrou no País às 22h50 de terça-feira, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú.
Flávio teria utilizado um passaporte italiano, concedido a ele em 2023, durante o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Após entrar na Argentina, o senador embarcou em um jatinho particular com destino a Guayaquil, no Equador, na madrugada de quarta-feira. De lá, seguiu para Miami, na Flórida.
No texto, ele afirma que não pretendia deixar o Brasil, mas decidiu viajar por considerar que seria alvo de perseguição política. Ele ainda agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei, pela acolhida.
“Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou, em referência a senadores, deputados e governadores que diz ter ajudado a eleger.
Flávio perdeu a disputa presidencial para Lula, que foi reeleito para um quarto mandato não consecutivo com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos. Horas após o resultado da disputa, o senador convocou a imprensa e repetiu o golpismo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao afirmar ter havido fraude no pleito. As alegações têm como base a decisão do ministro Cristiano Zanin que prorrogou o horário de fechamento das urnas, a pedido das campanhas do PT e do PL.
No dia seguinte, após ser intimado a entregar os passaportes, ele recuou da alegação em vídeo, mas garantiu que acionaria a Justiça Eleitoral para cassar a chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB). Na mesma gravação, o parlamentar também disse que não deixaria o País. O ministro do STF Alexandre de Moraes mandou apreender os documentos diplomáticos de Flávio como parte de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar e o advogado-amigo Willer Tomaz.
O candidato derrotado retomou a tese golpista na carta divulgada nesta quarta, sob o argumento de que o presidente eleito teria acrescentado mais de 10 milhões de votos em relação ao primeiro turno, o que chamou de “impossibilidade matemática”.
Sem surpresas, também atacou ministros do STF e comparou sua situação à de figuras históricas que atuaram no exílio, como Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí. Citou ainda opositores venezuelanos, entre eles Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado, como exemplos de lideranças que enfrentaram regimes que consideravam autoritários.
“Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil”, escreveu. Ele afirmou que pretende mobilizar seus apoiadores “por todos os meios pacíficos e legítimos” para impedir que Lula consolide o que chamou de regime ditatorial. “Não estamos derrotados e não estamos sozinhos. Eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”.
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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