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Fique por dentro: Ele ouviu de um professor que acabaria no McDonald’s. Hoje tem um negócio de seis dígitos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 18:25
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Fique por dentro: Ele ouviu de um professor que acabaria no McDonald’s. Hoje tem um negócio de seis dígitos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ele ouviu de um professor que acabaria no McDonald’s. Hoje tem um negócio de seis dígitos Para o fundador da Geek Window Cleaning, o medo de errar e do julgamento alheio é o que mais trava quem empreende Raphaela Seixas Redatora

Priorizar nos meus resultados Google No ensino médio, Kyle Ray ouviu de um professor que acabaria trabalhando no McDonald’s. Ele não terminou a faculdade, mas transformou um bico de limpeza de janelas, iniciado com US$ 100, na Geek Window Cleaning, um negócio de seis dígitos que atende centenas de clientes em várias cidades do Texas.

Em entrevista ao Business Insider, Ray diz que o maior obstáculo de quem empreende é o medo de fracassar e de ser julgado, e que dá para aprender a lidar com ele.

Em vez de desanimar, Ray usou o comentário do professor como combustível. Conta que duvidou do negócio o tempo todo, mas decidiu que fracassar não estava entre as opções: ia fazer dar certo e descobrir o caminho no processo.

Tal Moore, cofundador e CEO da Popsmith, marca de pipoqueiras de fogão de alto padrão, tirou a energia de outro lugar. Ele e o sócio quase ficaram sem caixa enquanto construíam a empresa, e Moore vendeu US$ 600 mil em ações pessoais para mantê-la de pé.

O que mais pesava não era o próprio dinheiro. Amigos e familiares tinham investido na Popsmith.

“Se você perde o seu dinheiro, é uma coisa. Mas não havia a menor chance de eu perder o dinheiro dos meus amigos e da minha família”, diz Moore.

Os dois chegaram ao mesmo lugar por caminhos opostos. Ray queria provar que o professor estava errado. Moore não queria decepcionar quem tinha apostado nele.

Quando restavam só duas semanas de dinheiro em caixa, Moore precisava chamar atenção e vender sem gastar. Comprou o papel mais sofisticado que encontrou numa loja de impressão e escreveu bilhetes à mão para os CEOs da Williams-Sonoma e da Crate & Barrel, redes de artigos para casa. Depois mandou uma pipoqueira para cada um, sem aviso. Em dois meses, as equipes de compras das duas empresas o procuraram.

Depois veio Oprah Winfrey. Moore viu no LinkedIn que uma editora júnior da Oprah Daily tinha publicado sobre pipoca e mandou uma mensagem sem conhecê-la. Ela pediu uma pipoqueira e ajudou a levar o produto até a apresentadora, cuja equipe avalia cerca de 15 mil produtos por ano para a lista anual de favoritos.

Em 2024, a Popsmith entrou na lista. A empresa esgotou o estoque em semanas e voltou a esgotar outras três vezes nos cinco meses seguintes.

Ray compara o empreendedorismo a uma rodovia sem saídas, em que nenhum plano B espera no próximo retorno.

“Se não há saída, só existe um caminho. E você precisa atravessá-lo”, diz.

Isso não garante que o negócio vai dar certo, e muitos não dão. Para Ray, quem empreende precisa aceitar correr riscos, passar vergonha, errar e partir para a próxima ideia quando for o caso. No centro dessa postura está a disposição de se importar menos com o fracasso e com o que os outros vão pensar.

“Se a Geek falhar agora, vou parecer idiota. Mas tudo bem, qual é o próximo passo? Não ligo”, diz Ray. Quanto mais cedo alguém desenvolve esse desapego, segundo ele, mais perto fica de conseguir empreender.

Ray acredita que essa mentalidade se aprende como qualquer habilidade, da raquetada no tênis à dança de salão: com tempo, prática constante e paciência. Ele sugere três passos.

A pergunta que Ray recomenda fazer a quem está à frente também serve para ser feita a si mesmo. Entender o que te move, o que te trava e como você reage ao medo de errar ajuda a decidir com mais clareza, empreendendo ou não.

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Para Ray e Moore, o medo de errar continuou ali. Só deixou de decidir por eles.

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