Fique por dentro: Edgard Corona e Gabriel Ferreira Ensinam a Construir Negócios Duradouros no Forbes Under 30 Summit
Fundadores da Smart Fit e da Bold compartilham lições sobre gestão, expansão internacional e disciplina de capital para construir empresas capazes de atravessar

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisO que diferencia uma empresa que sobrevive às crises de outra que cresce e se mantém relevante por décadas? Essa foi uma das questões discutidas por Edgard Corona, fundador da Smart Fit, e Gabriel Ferreira, fundador da Bold, no Forbes Brasil Under 30 Summit, realizado pela primeira vez pela Forbes Brasil em São Paulo.
Em um painel mediado por Davi Cohen, editor da Forbes Brasil, os empresários compartilharam aprendizados sobre gestão, expansão e visão de longo prazo, além dos desafios de construir negócios sólidos em um ambiente de constantes transformações. O evento contou com patrocínio de Omoda & Jaecoo e Johnnie Walker e parcerias oficiais de MCI e JW Marriott.
Lançada em janeiro de 2018, com foco no público de CrossFit, a Bold começou longe do sucesso que alcançaria com suas barras de proteína. A marca estreou com produtos tradicionais, como whey protein e creatina, sem uma diferenciação clara em relação aos concorrentes.
“O início da Bold tinha tudo para dar errado e nada para dar certo”, lembrou Gabriel Ferreira. “No primeiro ano, não tínhamos diferenciação e o negócio quase quebrou. Restavam cerca de R$ 20 mil na conta quando olhei para fora do país e vi o potencial das barras com alto teor proteico e sem açúcar.”
A aposta em produtos que combinassem alto teor de proteína e sabor transformou o negócio, recentemente adquirido pelo Grupo Ferrero.
Para Edgard Corona, que enfrentou dificuldades em negócios anteriores nos setores de confecção, sucroalcooleiro e de academias antes de consolidar a Smart Fit, o segredo da longevidade está na simplicidade da execução.
“Eu olho para intensidade alta com dificuldade baixa”, explicou Corona, ao abordar as adaptações necessárias para crescer no mercado fitness. “Se a execução for complexa demais, você reduz o tamanho do público. Quando simplifica o processo, consegue escalar.”
O empresário também destacou a humildade como ferramenta cotidiana de gestão. “Tem que ter humildade para entrar em qualquer lugar e fazer mais perguntas do que tentar explicar as coisas. Se o sujeito está aberto e vivo no Brasil, ele tem algo a ensinar.”
Ferreira destacou os aprendizados de atuar em uma estrutura multinacional após liderar uma companhia com controle concentrado. Segundo ele, a nova dinâmica exige capacidade de articulação e abertura a diferentes perspectivas.
“Precisei me tornar um bom vendedor de ideias dentro do ambiente executivo. Há mais interlocutores e processos, mas a troca de perspectivas nos impede de errar por excesso de convicção isolada”, afirmou.
Para Corona, que comanda uma rede presente em 17 países e com 65% das receitas provenientes do exterior, o desafio é evitar que as oscilações de curto prazo do mercado financeiro determinem as decisões da companhia.
“Se você trabalha pelo trimestre, destrói o longo prazo e inviabiliza a companhia”, pontuou o fundador da Smart Fit. “Não corto investimentos em manutenção de lojas apenas para inflar o resultado de um trimestre. O foco tem que ser o cliente e a perpetuidade do negócio.”
A visão de longo prazo também orientou a internacionalização da rede de academias, iniciada em 2012.
Para o executivo, construir proteção contra as instabilidades econômicas e políticas brasileiras exige disciplina na gestão do capital.
“Como o Brasil chacoalha com frequência, a resposta é caixa alto, endividamento de longo prazo e diluição geográfica de risco”, detalhou.
Questionados sobre como manter o entusiasmo diante do chamado custo Brasil e de uma rotina exaustiva, os empresários rejeitaram a ideia de administrar empresas com foco exclusivo no corte de despesas.
“A palavra sobrevivência é ruim porque pressupõe cortar na carne até matar o negócio. O foco tem que ser prosperidade: entregar algo que faça diferença genuína na vida das pessoas”, defendeu Corona. Para ele, o excesso de burocracia e de normas está entre os principais entraves à inovação.
Ferreira complementou essa visão ao destacar o propósito como fonte de motivação para empreender.
“O que me anima todos os dias é ver as pessoas crescerem dentro da empresa e saber que entregamos um produto que as pessoas realmente amam. Empreender no Brasil sempre terá adversidades e novas regras. Nosso papel é focar em construir uma empresa sólida que dure décadas”, afirmou.
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Região: IA encontra sinais 'invisíveis' de câncer de pâncreas até 3 anos antes do diagnóstico
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
20 frases para compartilhar nas redes sociais — Bem-vindo, novembro
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
veja onde assistir ao vivo, horário e prováveis escalações — Palmeiras x Vasco
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



