Voltar para a página inicial

Fique por dentro: Corinthians enfrenta 30 ações trabalhistas ligadas à antiga divisão de eSports

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 27 de outubro de 2026 às 18:00
86.272 visualizações
Fique por dentro: Corinthians enfrenta 30 ações trabalhistas ligadas à antiga divisão de eSports
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Corinthians enfrenta 30 ações trabalhistas ligadas à antiga divisão de eSports Processos contra o clube e a empresa que administrava as equipes somam mais de R$ 2,8 milhões Corinthians enfrenta ações trabalhistas milionárias pela antiga divisão de eSports

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Corinthians Saiba mais O Corinthians enfrenta 30 ações na Justiça do Trabalho relacionadas à antiga divisão de esportes eletrônicos ( eSports ). Os processos envolvem ex-jogadores e outros profissionais que trabalharam no projeto, administrado pela empresa CDS E-Sports e Entretenimento Ltda. por meio de um contrato de licenciamento da marca alvinegra.

Segundo levantamento publicado pelo ge nesta segunda-feira, 26, com base em registros dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), os valores atribuídos às ações ultrapassam R$ 2,8 milhões. Do total de processos identificados, 13 já tiveram decisões judiciais, e o Corinthians foi condenado de forma subsidiária em dez deles. As outras três decisões foram favoráveis ao clube em primeira instância.

As disputas envolvem principalmente pedidos de reconhecimento de vínculo empregatício, cobrança de salários atrasados e indenizações. Embora a contratação dos profissionais fosse responsabilidade formal da CDS, decisões judiciais consideraram que o Corinthians também poderia responder por obrigações não cumpridas pela empresa, em razão de sua relação com a operação.

Conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, das 30 ações identificadas pelo levantamento, sete tiveram decisões condenatórias em primeira instância e seis chegaram a condenações em segunda instância. Os outros 17 processos ainda não tinham sentença na data da publicação da reportagem.

Nas 13 ações que já tiveram decisões, o clube foi responsabilizado subsidiariamente em dez casos. Esse tipo de responsabilidade permite que o Corinthians seja chamado a cumprir obrigações trabalhistas quando a empresa diretamente responsável não paga os valores devidos, conforme as condições estabelecidas judicialmente.

Os valores de cada processo variam conforme os pedidos apresentados pelos trabalhadores. Na maioria dos casos, as ações foram ajuizadas com valores entre R$ 30 mil e R$ 100 mil. Há, porém, sete processos com valores superiores a essa faixa.

O maior valor atribuído a uma das ações identificadas é de R$ 460.257,32. O processo foi movido por uma ex-coordenadora da divisão e teve decisão parcialmente favorável à trabalhadora em primeira instância, com condenação estimada em cerca de R$ 200 mil. O montante definitivo ainda depende de cálculo judicial.

A operação de esportes eletrônicos foi transferida para a CDS em julho de 2022, quando a empresa recebeu autorização para utilizar a marca do Corinthians. Pelo acordo, a parceira ficou responsável pela gestão das equipes, pela contratação dos jogadores e demais profissionais e pelo pagamento das obrigações relacionadas à atividade.

Apesar da terceirização, o clube passou a figurar nas reclamações trabalhistas ao lado da empresa. O entendimento adotado em diferentes decisões é que os profissionais atuavam em uma operação associada à marca e ao projeto de eSports do Corinthians, o que pode justificar a responsabilização subsidiária da instituição em casos de inadimplência.

Um dos processos citados pelo ge envolve um ex-jogador e teve um cálculo de execução provisória no valor de R$ 85.455,74. Como a CDS não efetuou o pagamento e não foram encontrados bens da empresa para bloqueio judicial, a cobrança foi direcionada ao Corinthians.

Em outro caso, uma ex-jogadora havia firmado um acordo de R$ 58 mil, parcelado pela empresa. A CDS pagou apenas R$ 20,5 mil, e o clube precisou arcar com aproximadamente R$ 42,9 mil, já com correção. A ação envolvia questões como vínculo empregatício, atrasos salariais e indenização por danos morais.

Vale mencionar que o contrato entre o Corinthians e a CDS foi encerrado em agosto de 2025, após problemas relacionados à operação das equipes, incluindo denúncias de atrasos salariais e outras irregularidades. Segundo o clube, houve tentativas de negociação e cobrança para regularizar as pendências antes da rescisão.

O encerramento do acordo, no entanto, não interrompeu as ações trabalhistas relativas ao período em que a empresa administrava a divisão utilizando a marca alvinegra. Os processos continuam discutindo obrigações que teriam sido descumpridas durante a vigência da parceria.

O Corinthians afirma que a responsabilidade pela gestão administrativa, financeira e trabalhista da operação cabia à CDS, conforme os contratos firmados entre as partes. O clube também sustenta que a empresa deveria ressarci-lo por eventuais condenações e despesas decorrentes do projeto.

Em fevereiro de 2026, o Alvinegro formalizou uma cobrança de R$ 439.705,10 contra a antiga parceira, referente a débitos contratuais atualizados até aquele momento. De acordo com o posicionamento do clube, as tentativas de composição não resultaram em uma solução efetiva para as pendências.

Em nota, o Corinthians declarou que respeita as decisões judiciais, mas ressaltou que uma eventual responsabilização subsidiária na esfera trabalhista não elimina as obrigações contratuais da CDS nem o direito de buscar o ressarcimento dos prejuízos.

O clube também afirmou que continuará adotando medidas jurídicas para defender seus interesses nos processos e responsabilizar a antiga parceira pelos danos que atribui à condução da operação.

O Sport Club Corinthians Paulista esclarece que a operação de suas antigas equipes de esportes eletrônicos foi objeto de contratos de parceria comercial e licenciamento de marca celebrados, a partir de 2022, com a CDS E-Sports e Entretenimento Ltda. Nos termos desses instrumentos, a CDS assumiu expressamente a gestão das equipes, a contratação e remuneração de atletas e profissionais, os encargos trabalhistas e os demais custos e riscos da atividade, obrigando-se a manter o Clube isento dessas responsabilidades e a ressarci-lo por eventuais condenações e despesas decorrentes da operação.

Não se trata de mera divergência comercial. A CDS acumulou inadimplementos financeiros e pendências trabalhistas em uma operação que administrava de forma independente, expondo o Corinthians a ações judiciais, despesas e desgaste institucional. Seus administradores e representantes receberam reiteradas cobranças formais, sem que as pendências fossem solucionadas.

O Corinthians, por sua vez, não permaneceu inerte. Durante a vigência contratual, promoveu reuniões, cobranças e renegociações, chegando a formalizar instrumento de reconhecimento e parcelamento de dívida e a apresentar alternativas para regularização das obrigações. Apesar dessas iniciativas, persistiram os descumprimentos e aumentaram os prejuízos relacionados à operação.

A situação se tornou insustentável em 2025, especialmente diante da repercussão pública das denúncias de atrasos salariais, condições inadequadas de trabalho e exclusão de competições, amplamente divulgadas pela imprensa. Após notificação extrajudicial e ausência de regularização dos descumprimentos, o Corinthians declarou, em 27 de agosto de 2025, a rescisão imediata e motivada dos contratos, posteriormente comunicada à imprensa e à torcida por meio de nota oficial.

Mesmo após a rescisão, o Clube manteve abertas as tratativas com representantes legais e procuradores da CDS, buscando uma composição para as pendências financeiras e trabalhistas. As alternativas discutidas, contudo, não produziram solução concreta, e o Corinthians não poderia admitir que negociações indefinidas prolongassem os prejuízos à instituição.

Em fevereiro de 2026, após novas tentativas de composição, o Corinthians reiterou formalmente a cobrança de R$ 439.705,10, conforme apuração dos débitos contratuais atualizados até então, sem prejuízo das obrigações trabalhistas e demais responsabilidades da CDS. Não houve, contudo, solução efetiva para as pendências apontadas pelo Clube.

A gravidade do quadro também se evidencia nas próprias demandas judiciais. Em uma das reclamações trabalhistas ajuizadas em 2026, por exemplo, além da CDS, figuram como reclamados Milson Januário, Ivana dos Santos Araújo e as empresas Mirvana Consultoria em Gestão Empresarial Ltda., MIV Global Trade Ltda. e Custom Serviços em Comércio Exterior Ltda., apontadas pela reclamante como integrantes de um mesmo grupo econômico. Nessa ação, são atribuídas aos referidos gestores e empresas decisões relacionadas à contratação, direção dos trabalhos, pagamentos e administração financeira, além de alegações de confusão patrimonial, cuja apuração compete ao Poder Judiciário.

Todavia, é especialmente preocupante que, diante desse cenário, o Corinthians continue sendo chamado a responder judicialmente por obrigações que, por expressa disposição contratual, competiam à CDS. O Clube respeita as decisões judiciais e os direitos dos trabalhadores, mas ressalta que o eventual reconhecimento de sua responsabilidade subsidiária na esfera trabalhista não afasta a responsabilidade contratual da empresa gestora, tampouco o direito do Corinthians de exigir o ressarcimento integral dos prejuízos que lhe sejam imputáveis.

Não é admissível que a CDS e os responsáveis pela condução de suas atividades, procurem se eximir das obrigações assumidas, enquanto o Corinthians permanece exposto a demandas judiciais, despesas de defesa, cobranças e danos à sua reputação.

O Corinthians considera particularmente grave que sua marca e sua credibilidade sejam associadas às consequências de uma operação cuja gestão administrativa, financeira e trabalhista havia sido expressamente confiada a terceiros. O Clube não aceitará que o descumprimento de obrigações por seus antigos parceiros seja tratado como se decorresse de sua própria gestão, nem que os verdadeiros responsáveis deixem de responder pelos prejuízos causados.

Por fim, o Sport Club Corinthians Paulista reafirma que continuará adotando as medidas jurídicas cabíveis, tanto para defender seus interesses nas reclamações trabalhistas quanto para exigir da CDS e de quem mais venha a ser juridicamente responsabilizado o cumprimento das obrigações assumidas e a reparação dos danos causados. A instituição não se furtará às suas responsabilidades legais, mas tampouco renunciará ao direito de responsabilizar aqueles cuja atuação deu origem a essa situação.

Seleção espanhola e clube catalão se destacam entre os vencedores, com troféus individuais, prêmios para treinadores e reconhecimento no futebol feminino

Itens foram levados de um caminhão da FedEx em frente à sede da PSA; empresa prevê indenizar clientes e compartilhou a lista de peças furtadas

Timão chega a 62,3% de probabilidade de queda, enquanto vitória do Cruz-maltino e resultado do Internacional alteram disputa na parte debaixo da tabela do Brasileirão

#Economia
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas