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Fique por dentro: A gigante paulista que desafia chineses, vende 12 mil produtos e fatura R$ 2,9 bilhões

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 11:10
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Fique por dentro: A gigante paulista que desafia chineses, vende 12 mil produtos e fatura R$ 2,9 bilhões
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A gigante paulista que desafia chineses, vende 12 mil produtos e fatura R$ 2,9 bilhões Fundada por uma família que fugiu da Segunda Guerra Mundial, a Elgin deixou de depender das máquinas de costura e cresce apostando em diferentes mercados Rafael Feder, da Elgin: "Cada produto tem um ciclo e a empresa precisa ficar atenta às necessidades de mercado e ter a frieza de saber quando entrar e quando sair de um negócio" (Elgin/Divulgação)

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A fabricante paulista Elgin, fundada em 1952, faturou R$ 2,9 bilhões em 2025, alta de 16%, após transformar sua antiga operação de máquinas de costura em um portfólio de mais de 12 mil produtos. A história da Elgin inclui aquisições e investimentos em ar-condicionado, refrigeração e automação comercial. Em 2026, a companhia prioriza eletroportáteis, supermercados e climatização.

Uma fábrica de máquinas de costura que passou a fazer móveis planejados. Uma fundição criada para produzir peças dessas máquinas que depois virou fornecedora de fabricantes de tratores. Uma operação de caixas registradoras que abriu caminho para equipar supermercados.

Ao longo de mais de sete décadas, uma empresa paulista aprendeu a transformar negócios antigos em oportunidades para entrar em novos mercados. E, nesse caminho, chegou até a disputar espaço com gigantes chinesas no setor de ar-condicionado.

Essa é a história da Elgin, fundada em 1952, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, por uma família de imigrantes judeus que fugiu da Segunda Guerra Mundial.

Conhecida pelas máquinas de costura, a companhia hoje reúne mais de 12 mil produtos, de pilhas e lâmpadas a eletrodomésticos, equipamentos de refrigeração e sistemas de automação comercial.

A diversificação aconteceu ao longo de décadas, entre aquisições, investimentos industriais e decisões de abandonar negócios que deixaram de fazer sentido.

O resultado dessa estratégia aparece no faturamento. Em 2025, a Elgin registrou uma receita de 2,9 bilhões de reais, crescimento de 16% em relação ao ano anterior. A companhia também investiu 200 milhões de reais para começar a fabricar motores de ar-condicionado em Manaus, ampliou a capacidade da unidade e fez novas aquisições para ganhar espaço em diferentes mercados.

"Cada produto tem um ciclo e a empresa precisa ficar atenta às necessidades de mercado e ter a frieza de saber quando entrar e quando sair de um negócio", diz Rafael Feder, executivo da terceira geração da família fundadora, em entrevista à EXAME.

Agora, a Elgin quer usar a mesma estratégia para crescer em três frentes: eletroportáteis, automação de supermercados e ar-condicionado.

O desafio é disputar consumidores com multinacionais chinesas, integrar as empresas adquiridas e administrar um portfólio cada vez maior sem perder o controle do caixa. Uma preocupação que acompanha a família desde os tempos em que precisou fechar fábricas de máquinas de costura para manter o negócio de pé.

A história da Elgin começa longe de Mogi das Cruzes. Mais precisamente na Polônia, próximo à fronteira com a Alemanha, onde vivia Davi Feder, avô de Rafael e um dos fundadores da companhia.

Davi era judeu e, ainda jovem, já trabalhava com bicicletas. Quando os nazistas começaram a avançar pela região onde morava, durante a Segunda Guerra Mundial, decidiu fugir com o pai. Os dois deixaram a cidade de bicicleta, acreditando que seriam os primeiros alvos dos soldados alemães.

Davi nunca mais viu a mãe e os três irmãos. Todos foram mortos pelos nazistas.

A fuga levou pai e filho ao leste da Polônia, mas a tentativa de escapar da guerra acabou em outro tipo de prisão. Os dois foram capturados pelos soviéticos e enviados a um campo de trabalhos forçados na Sibéria.

Lá, Davi precisava cortar árvores para conseguir comida. Como o pai não tinha condições de realizar o trabalho, o jovem assumia a tarefa pelos dois. Enfrentava temperaturas que chegavam a 40 graus negativos.

Segundo Rafael, o avô contava que o frio era tão intenso que não podia trabalhar de camiseta. O suor congelava o tecido e tornava a situação ainda pior. Ao fim do dia, o esforço rendia um prato de sopa e um pedaço de pão.

Davi sobreviveu à guerra e, anos depois, conseguiu chegar à Itália, onde reencontrou familiares. Foi ali que conheceu a mulher com quem se casaria.

Ela também carregava uma história de fuga. Sua família vivia em Viena, na Áustria, e havia escapado da perseguição nazista atravessando os Alpes a pé, em direção à Suíça. Antes da viagem, a jovem costurou dinheiro dentro de um casaco de pele para conseguir transportar os recursos da família.

Na Itália, Davi se aproximou de três primos, os irmãos Jack, Paul e Joseph Feder. Os quatro já tinham alguma experiência com a venda de peças para máquinas de costura e decidiram começar um negócio juntos.

Joseph foi o primeiro a vir ao Brasil em busca de oportunidades. Encontrou em Mogi das Cruzes um terreno para instalar uma fábrica. Em 18 de março de 1952, os quatro familiares fundaram a Elgin.

A companhia começou fabricando máquinas de costura, em um mercado que tinha a americana Singer como uma das principais concorrentes.

Nas décadas seguintes, o negócio cresceu. A Elgin passou a produzir internamente praticamente tudo o que precisava para montar seus equipamentos. Tinha fundição de ferro, usinagem, pintura e até fabricação de móveis para os gabinetes das máquinas.

Nas décadas de 1960 e 1970, a companhia chegou a reunir entre 4.000 e 5.000 funcionários, segundo Feder.

A operação também atraiu profissionais estrangeiros. Havia engenheiros japoneses, italianos e alemães trabalhando no desenvolvimento dos produtos. Em alguns departamentos, era necessário contar com tradutores para a comunicação entre as equipes.

A marca ganhou espaço no país e se tornou conhecida pelas máquinas de costura. Uma associação que permanece até hoje, mesmo depois de a empresa entrar em dezenas de outras categorias.

O sucesso das máquinas de costura, porém, não duraria para sempre.

Na década de 1980, o mercado começou a perder força. A Elgin tinha uma estrutura industrial montada para produzir máquinas em grande escala, mas a demanda já não justificava manter todas as operações.

A companhia precisou fechar fábricas, reduzir equipes e procurar outras fontes de receita. O processo ficou principalmente nas mãos do pai de Rafael, representante da segunda geração da família.

O período foi um dos mais difíceis da história da empresa. A Elgin precisava encontrar novos mercados ao mesmo tempo em que desmontava parte da estrutura responsável por seu crescimento.

Uma das alternativas surgiu da própria fabricação das máquinas de costura.

Como produzia os gabinetes de madeira dos equipamentos, a companhia já tinha experiência com móveis. Um fabricante de cozinhas procurou a Elgin para produzir armários. O negócio cresceu e levou a empresa a criar sua própria operação de móveis planejados.

Ao longo dos anos, a companhia teve marcas e lojas voltadas para cozinhas e armários embutidos. A operação durou mais de 25 anos. Até que a família decidiu sair do segmento.

Outro caminho veio da fundição de ferro, criada originalmente para fabricar os corpos das máquinas de costura.

Com a queda da demanda pelo produto original, a Elgin começou a utilizar a estrutura para fornecer peças a fabricantes de autopeças, especialmente empresas ligadas a máquinas agrícolas e tratores.

A mudança trouxe receita, mas também uma nova dependência. Quando o setor agrícola crescia, a operação acompanhava o movimento. Quando enfrentava dificuldades, a demanda pelos componentes diminuía.

A Elgin também decidiu encerrar esse negócio.

As saídas mostram um lado menos conhecido da diversificação da companhia. Ao mesmo tempo em que acumulava novas categorias de produtos, a empresa precisava escolher quais delas ainda justificavam investimentos.

A máquina de costura, produto que deu origem à companhia, permaneceu no catálogo. Segundo Feder, a categoria continua crescendo em 2026. Mas a sobrevivência da Elgin passou a depender de outros mercados.

Uma das mudanças mais importantes na trajetória da empresa começou em 1966. Naquele ano, a Elgin entrou no mercado de refrigeração comercial ao fabricar compressores com tecnologia da americana Westinghouse.

Os equipamentos são utilizados em sistemas que retiram calor de ambientes ou produtos, como câmaras frias, refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado.

A experiência industrial abriu caminho para uma oportunidade na década de 1980.

Na época, a General Electric, a GE, estava se desfazendo de sua divisão de aparelhos de ar-condicionado de janela. A decisão fazia parte de uma estratégia da multinacional americana de concentrar esforços nos mercados em que tinha maior participação.

A Elgin aproveitou a oportunidade para incorporar a estrutura de produção. "A fábrica de ar-condicionado de janela caiu no nosso colo, praticamente de graça", diz Feder.

A companhia também recebeu profissionais de engenharia que trabalhavam na GE. Alguns deles fizeram carreira na Elgin e permaneceram na empresa durante décadas.

A entrada no segmento ajudou a construir uma das principais operações do grupo. Com o tempo, os aparelhos de janela perderam espaço para os modelos split, equipamentos divididos entre uma unidade instalada dentro do ambiente e outra do lado de fora.

A Elgin acompanhou a mudança. Começou importando alguns produtos e depois desenvolveu a própria operação industrial. Hoje, ar-condicionado e refrigeração comercial estão entre as áreas mais relevantes da companhia.

Embora os dois negócios utilizem tecnologias semelhantes, atendem mercados diferentes. Os aparelhos de ar-condicionado chegam ao consumidor por lojas de eletrodomésticos, varejistas especializados e plataformas de comércio eletrônico. Já os sistemas de refrigeração comercial atendem supermercados, fabricantes de equipamentos, instaladores e empresas de alimentos.

A Elgin produz componentes utilizados em câmaras frias, expositores de bebidas, tanques de resfriamento de leite e equipamentos industriais. Também fornece máquinas de sorvete para estabelecimentos comerciais.

A expansão nesse segmento levou a novas aquisições. Em 2018, a Elgin comprou uma operação brasileira de refrigeração pertencente ao grupo americano Lennox. A fábrica ficava em São José dos Campos, no interior de São Paulo, e foi incorporada à estrutura industrial de Mogi das Cruzes.

A aquisição permitiu ampliar a produção e absorver uma concorrente que já atuava no setor.

Em 2025, a companhia também adquiriu a Refril, empresa de Hortolândia especializada na fabricação de equipamentos de refrigeração sob encomenda, incluindo projetos para grandes instalações refrigeradas.

Com isso, passou a atender desde fabricantes de equipamentos menores até empresas que precisam de soluções específicas para armazenar produtos em baixas temperaturas.

A diversificação da Elgin não ficou restrita ao mercado de refrigeração.

Hoje, a companhia organiza seus negócios em quatro grandes divisões comerciais: eletro, refrigeração comercial, automação comercial e bens de consumo.

A primeira reúne ar-condicionado, máquinas de costura e eletroportáteis. A segunda atende empresas que precisam de sistemas de refrigeração. A terceira fornece equipamentos utilizados em lojas e estabelecimentos comerciais. A última inclui lâmpadas de LED, pilhas, baterias e materiais elétricos.

Somadas, as operações formam um portfólio de mais de 12 mil produtos.

Parte desse crescimento aconteceu por oportunidades que surgiram ao longo da história, sem que houvesse um plano inicial para entrar em todos esses mercados. Um exemplo está na origem da divisão de automação comercial.

Feder conta que os quatro fundadores da Elgin tinham divergências frequentes sobre o comando da empresa. Para administrar os conflitos, chegaram a estabelecer um acordo pelo qual um dos sócios ficava temporariamente afastado da operação, em um sistema de rodízio.

Quando chegou sua vez, Joseph Feder decidiu seguir outro caminho. Ele deixou a sociedade e criou a Dismac, companhia que ganhou espaço no mercado brasileiro de informática, calculadoras, máquinas de escrever e caixas registradoras.

Depois disso, Joseph e seus filhos procuraram a Elgin para oferecer parte da operação, incluindo o negócio de calculadoras e caixas registradoras.

Com o passar dos anos, as caixas registradoras foram substituídas por sistemas mais modernos. Surgiram impressoras de recibos, equipamentos fiscais, leitores de códigos de barras e computadores utilizados nos caixas. Foi assim que uma operação herdada de outra empresa da família deu origem à divisão de automação comercial da Elgin.

Em 2019, a companhia ampliou sua atuação no setor ao assumir a operação de equipamentos de automação comercial da Bematech, marca conhecida pelas impressoras utilizadas no varejo.

Os produtos passaram a carregar as duas marcas.

A Elgin também entrou em iluminação, materiais elétricos e pilhas. Na área de bens de consumo, vende desde lâmpadas de LED e disjuntores até baterias e calculadoras. Segundo Feder, a Elgin está entre as maiores marcas brasileiras no mercado nacional de pilhas e baterias.

Em 2026, a Elgin voltou a investir na divisão de automação comercial.

A companhia adquiriu uma empresa italiana com mais de 85 anos de história, especializada em soluções para supermercados. O negócio busca ampliar sua atuação em equipamentos de autoatendimento, como os terminais que permitem ao consumidor registrar e pagar suas compras sem passar por um caixa convencional.

A Elgin já havia tentado entrar nesse segmento cerca de dez anos antes. Na época, desenvolveu uma linha de terminais de autoatendimento, mas os resultados ficaram abaixo das expectativas.

"A linha não decolou como a gente gostaria", diz Feder.

Com a aquisição, a companhia tenta ganhar espaço em um mercado que, segundo o executivo, passa por mudanças no perfil dos compradores. Feder observa o crescimento de redes regionais de supermercados, muitas delas controladas por famílias e concentradas em estados específicos.

Para a Elgin, esses grupos representam uma oportunidade porque podem utilizar diferentes linhas de produtos da companhia. Uma rede de supermercados pode comprar os equipamentos dos caixas, componentes para câmaras frias, iluminação e até produtos para revender nas prateleiras.

A variedade do portfólio permite atender um mesmo cliente em diferentes áreas da operação.

A relação da Elgin com a indústria chinesa tem dois lados. No mercado de ar-condicionado, a empresa disputa espaço com grandes fabricantes asiáticas e investe na produção local de equipamentos e componentes.

Já em eletroportáteis, uma das divisões que mais crescem dentro do grupo, a China é parte importante do modelo de negócios. A Elgin trabalha com fabricantes estrangeiros para selecionar produtos que serão comercializados no Brasil com sua própria marca.

Executivos da companhia visitam feiras e fornecedores chineses para conhecer lançamentos e escolher equipamentos que possam entrar no catálogo. Entre os produtos estão fritadeiras elétricas, liquidificadores, máquinas de café, panelas elétricas, aspiradores de pó e secadores de cabelo.

Para Feder, a linha de eletroportáteis é a que apresenta maior potencial de crescimento dentro do grupo. Mesmo depois de ganhar espaço nas lojas, a companhia vê oportunidades para vender mais produtos e ampliar sua presença em diferentes categorias.

O modelo permite entrar em novos segmentos sem precisar construir uma fábrica para cada produto lançado.

Por outro lado, coloca a Elgin em mercados nos quais diferentes concorrentes também utilizam fabricantes asiáticos e disputam consumidores com produtos semelhantes. Nesse cenário, o preço, a distribuição, a garantia e a confiança na marca ganham importância.

O avanço da Elgin para novos mercados exigiu também uma mudança na gestão. Embora continue sob controle familiar, a empresa passou a trabalhar com executivos especializados em cada divisão.

Rafael Feder está na companhia há 23 anos e acompanhou parte dessa transformação. Segundo ele, a diversificação do portfólio só funciona quando a empresa consegue reunir profissionais que conhecem as particularidades de cada negócio.

A lógica é simples: vender um aparelho de ar-condicionado exige uma estratégia diferente daquela usada para fornecer equipamentos de refrigeração a uma indústria ou vender pilhas em supermercados.

A companhia também precisa administrar fábricas, importações, estoques e canais de distribuição com necessidades distintas.

Para Feder, a contratação de profissionais de mercado foi uma das decisões mais importantes da história recente da Elgin.

Outra prioridade é o controle financeiro. A família carrega a experiência dos períodos em que foi necessário fechar operações e demitir funcionários para preservar a companhia.

"A empresa precisa saber manusear o caixa, ser conservadora", diz Feder.

Essa preocupação ganhou uma dimensão maior conforme a Elgin passou a reunir diferentes operações industriais e comerciais. Hoje, a companhia mantém fábricas em Mogi das Cruzes, Manaus, Diadema e Hortolândia.

Além da produção, precisa lidar com a distribuição de milhares de produtos para diferentes regiões do Brasil.

Por isso, uma das apostas recentes está na logística. A Elgin tem investido em depósitos com sistemas de automação, ferramentas para organizar estoques e tecnologias que ajudam a controlar a separação e o transporte de mercadorias.

O objetivo é reduzir custos e diminuir a quantidade de dinheiro comprometida com produtos armazenados.

"Se você tem uma logística eficiente, você pode salvar muitos milhões", diz Feder.

Os investimentos acontecem em um momento de expansão do faturamento. Feder estima que a Elgin tenha registrado um crescimento médio anual entre 15% e 18% ao longo dos últimos 20 anos.

Manter esse ritmo exigirá que as novas operações contribuam para o crescimento e que os negócios consolidados consigam defender suas posições diante da concorrência. Setenta e quatro anos depois da chegada da família Feder a Mogi das Cruzes, a sobrevivência da empresa continua ligada a uma decisão que seus fundadores precisaram tomar várias vezes: identificar qual será o próximo negócio antes que o atual perca espaço.

A Elgin foi fundada em 18 de março de 1952, em Mogi das Cruzes, por Davi, Jack, Paul e Joseph Feder, imigrantes judeus que chegaram ao Brasil após a Segunda Guerra Mundial. A fabricante começou com máquinas de costura e depois entrou em mercados como refrigeração, ar-condicionado, automação comercial e bens de consumo.

A Elgin registrou receita de R$ 2,9 bilhões em 2025, crescimento de 16% em relação ao ano anterior. A companhia também investiu R$ 200 milhões para iniciar a fabricação de motores de ar-condicionado em Manaus.

A Elgin incorporou, na década de 1980, a divisão de aparelhos de ar-condicionado de janela que a multinacional americana General Electric decidiu vender. A fabricante paulista já atuava em refrigeração comercial desde 1966, quando começou a produzir compressores com tecnologia da Westinghouse.

A Elgin reúne mais de 12 mil produtos em quatro divisões: eletro, refrigeração comercial, automação comercial e bens de consumo. O portfólio inclui máquinas de costura, aparelhos de ar-condicionado, eletroportáteis, equipamentos para lojas, lâmpadas, pilhas, baterias e materiais elétricos.

A Elgin pretende crescer em eletroportáteis, automação de supermercados e ar-condicionado. Em 2026, a companhia adquiriu uma empresa italiana especializada em soluções para supermercados para ampliar a oferta de terminais de autoatendimento e outros equipamentos comerciais.

A Elgin precisa disputar espaço com fabricantes chineses, integrar empresas adquiridas e administrar fábricas, importações, estoques e mais de 12 mil produtos sem comprometer o caixa. Segundo Rafael Feder, executivo da terceira geração da família fundadora, a empresa deve manter uma gestão financeira conservadora e uma logística eficiente.

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