Entenda: Sistema vulcânico 'oculto' por 100 milhões de anos é descoberto no Irã
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisSistema vulcânico 'oculto' por 100 milhões de anos é descoberto no Irã Vestígios encontrados em rochas trazem novas pistas sobre as transformações do oceano Neo-Tétis, que desapareceu após milhões de anos de mudanças tectônicas Oceano Neo-Tétis: descoberta ajuda pesquisadores a reconstruir transformações tectônicas ocorridas durante o Cretáceo Superior (Getty Images)
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Vulcões Saiba mais Cientistas identificaram vestígios de um sistema vulcânico de aproximadamente 100 milhões de anos no noroeste do Irã. A descoberta revela um episódio até então desconhecido da atividade geológica da região e oferece novas pistas sobre o desaparecimento de um antigo oceano.
O sistema, chamado Arco Magmático Continental do Azerbaijão, esteve ativo entre 101 e 97 milhões de anos atrás, durante o período Cretáceo Superior. Suas evidências permaneceram ocultas por processos geológicos posteriores.
A descoberta foi apresentada por uma equipe internacional liderada pela Universidade Técnica de Istambul, na Turquia, em um estudo publicado na revista científica Geoscience Frontiers.
Os pesquisadores analisaram rochas vulcânicas e plutônicas coletadas em diferentes pontos do noroeste do Irã. A investigação se concentrou em formações próximas à Falha de Siah Cheshmeh-Khoy-Misho-Tabriz, uma estrutura geológica da região.
Para determinar a idade e a origem das rochas, a equipe utilizou três métodos: datação de cristais de zircão, análise de isótopos de háfnio e avaliação da composição química das amostras.
Os resultados apresentaram características compatíveis com a formação de um arco magmático continental. Esse tipo de estrutura surge quando uma placa tectônica mergulha sob outra, em um processo conhecido como subducção.
Durante esse movimento, ocorre a formação de magma, que pode subir pela crosta continental e alimentar atividades vulcânicas.
O Arco Magmático Continental do Azerbaijão permaneceu desconhecido devido a diferentes processos modificarem a paisagem ao longo do tempo.
Movimentos tectônicos deformaram as rochas, enquanto a erosão removeu parte dos materiais expostos. Outros fragmentos foram soterrados por sedimentos, dificultando sua identificação.
Além disso, um episódio posterior de atividade vulcânica, ocorrido durante o Eoceno, contribuiu para encobrir os registros mais antigos.
Segundo Ali Mohammadi, pesquisador da Universidade Técnica de Istambul e autor correspondente do estudo, a combinação de análises geológicas permitiu identificar uma estrutura que havia sido obscurecida por transformações posteriores.
O sistema vulcânico se formou durante um período de transformações no Oceano Neo-Tétis, que existia entre antigas massas continentais. Esse oceano desempenhou um papel importante na evolução geológica de regiões que hoje correspondem ao Mediterrâneo Oriental, ao Oriente Médio e à Ásia Ocidental.
Ao longo de milhões de anos, movimentos das placas tectônicas contribuíram para o fechamento de suas bacias oceânicas e para a reorganização dos continentes. A identificação do novo arco magmático acrescenta evidências sobre como esses processos ocorreram no noroeste do Irã.
Os pesquisadores também sugerem que a Falha de Siah Cheshmeh-Khoy-Misho-Tabriz pode representar um limite tectônico relacionado às transformações do antigo oceano.
Segundo o estudo, a formação do arco magmático pode estar relacionada a mudanças na dinâmica de subducção das placas tectônicas.
Uma das hipóteses envolve o recuo da placa em subducção, processo no qual a região onde uma placa mergulha sob outra se desloca à medida que a placa afunda no interior da Terra. Esse movimento pode provocar a migração de arcos vulcânicos para outras áreas.
Os pesquisadores consideram que essa dinâmica pode ajudar a explicar por que o sistema identificado permaneceu ativo durante um intervalo relativamente curto, entre 101 e 97 milhões de anos atrás.
A descoberta também amplia as reconstruções geológicas da região, que anteriormente se concentravam nos arcos magmáticos de Sanandaj-Sirjan e Urumieh-Dokhtar.
Com a identificação de uma terceira estrutura, os cientistas poderão aperfeiçoar os modelos sobre a evolução tectônica do noroeste do Irã e o desaparecimento do Oceano Neo-Tétis.
Neurônios imaturos foram encontrados mesmo após os 80 anos e apresentaram diferenças entre pessoas com demência e indivíduos cognitivamente saudáveis
Modelo alcançou sensibilidade de 73%, ante 39% dos radiologistas, ao identificar alterações sutis associadas à doença em tomografias
Doença pode não apresentar sinais nos estágios iniciais; entenda os sintomas, fatores de risco e quando os exames podem ser indicados
Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região
Consulte formatos e valores disponíveisMatérias Relacionadas
Em destaque: Binance retoma saques enquanto persistem dúvidas sobre maior hack já registrado
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Panorama: Carla Madeira e Fernando Morais participam de evento literário gratuito em Santos neste domingo
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.
Fique por dentro: Grupo do Paraná investe R$ 50 milhões em data centers para alcançar primeiro bilhão
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.



