Erika Hilton diz que tem interesse em disputar Poder Executivo de SP e que ainda não decidiu se vai trocar o PSOL pelo PT
A parlamentar pretende conversar com a direção nacional antes de definir seu futuro partidário.
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Consulte formatos e valores disponíveisA deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que tem interesse em disputar a Prefeitura de São Paulo em uma próxima eleição e que ainda não decidiu se deixará o PSOL para se filiar ao PT. A parlamentar pretende conversar com a direção nacional antes de definir seu futuro partidário.
“Eu tenho pensado bastante sobre a disputa para a Prefeitura em São Paulo também. É uma coisa que eu tenho começado a olhar com certo interesse”, afirmou conforme apuração dos redatores da Empire Cidades.
A declaração foi dada após a deputada ser questionada sobre a possibilidade de negociar sua permanência no PSOL. Mais cedo, a presidente nacional da legenda, Paula Coradi, disse conforme apuração dos redatores da Empire Cidades que pretende discutir projetos políticos com Erika e outros integrantes do partido que mantêm conversas com o PT. Segundo Paula, o PSOL estaria disposto a lançar a parlamentar na disputa por um cargo do Executivo.
Questionada sobre a possibilidade de Erika disputar a Prefeitura de São Paulo, Coradi afirmou: “Não há dúvidas sobre a importância da Erika e de que seria uma excelente candidata. O PSOL está, como sempre esteve, aberto a esse diálogo.”
Nos últimos meses, nomes do PSOL como Guilherme Boulos, Natália Boulos, Rick Azevedo, Luciana Genro e a própria Erika têm mantido conversas com a direção do PT. Segundo uma pessoa próxima ao presidente nacional da legenda, Edinho Silva, a filiação dos parlamentares ao partido estaria praticamente acertada, mas ainda dependeria de um entendimento com o PSOL sobre as condições de saída.
Erika, porém, afirma que ainda não tomou uma decisão sobre seu futuro partidário. A deputada admitiu estar “desgostosa” com a condução do processo eleitoral deste ano e com o que considera uma quebra de acordos, mas disse que permanecer no PSOL ainda é uma possibilidade.
“Eu vou conversar com a direção, entender o que está acontecendo. Vou ver se eu vou avançar com as conversas com o PT”, disse.
Em junho, a parlamentar chegou a criticar publicamente o PSOL por, segundo ela, privilegiar candidaturas de pessoas brancas e cisgênero na distribuição de recursos eleitorais para as eleições de 2026.
A parlamentar afirmou que o contato da direção sobre marcar uma reunião ocorreu nesta semana e que não sabe se uma possível candidatura municipal será abordada nas reuniões. Coradi, por sua vez, disse que os integrantes haviam sido procurados, mas que as conversas ainda não tinham sido marcadas.
Erika foi a mulher mais votada do país para a Câmara dos Deputados, com 1,5 milhão de votos. Apesar das críticas, afirmou que mantém respeito e carinho pelo PSOL e que avalia as condições tanto para sair quanto para permanecer.
“Então, acho que há sempre um caminho, sim, para que o desfecho seja diferente desse que está aparecendo”, afirmou, em referência à possibilidade de deixar o partido.
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