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Entenda: USA in Flávio

O enredo é digno de uma trama de espionagem.

Por Redatores da Empire Cidades 29 de outubro de 2026 às 03:12
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Entenda: USA in Flávio
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Dizem que o brasileiro é o rei do drible, mas convenhamos, a Casa Branca atuando na área da Argentina acabou de nos ensinar como se faz um gol de placa com direito a slow motion e comemoração na cara da torcida. O enredo é digno de uma trama de espionagem.

De um lado, a burocracia estatal brasileira; do outro, o secretário Marco Rubio no papel de mestre dos magos e o presidente Donald Trump dando o carimbo de “aprovado” com a precisão de quem não dá nó sem ponta.

Nada ali foi no improviso. Meses antes, o plano já estava traçado nos tapetes de Washington. Aliás, o próprio Eduardo Bolsonaro avisou em uma live, com toda a discrição de fogos de artifício no meio da noite: “Se perder para o Lula, se cuida e vai pros EUA!”. Mas quem é que presta atenção em live quando se está ocupado catando votos?

Aí veio o dia da eleição. Faltavam apenas sete minutos após a lacração das urnas quando o ministro Xandão, em um ímpeto de pura velocidade e eficiência, expediu a ordem para apreender o passaporte do senador. Sete minutos! Um recorde olímpico do Judiciário.

O problema foi a execução. A Polícia Federal foi até a casa do pai, Jair Bolsonaro, mas não para prender nem para recolher o documento na hora. Foi apenas para dar um simpático “bom dia”, avisar que ele precisava entregar o passaporte e que por favor não saísse do país.

Para Flávio, aquilo soou exatamente como: “Senador, a sua mala já está pronta?”. Sem perder tempo, o parlamentar só precisou de uma noite de sono para seguir o roteiro da rota de fuga desenhada pelo time de Rubio. E que rota!

Primeiro, veio o despiste digno de novela: a congressista americana Valentina Gómez (linda como uma atriz) postou uma foto sentada no seu jatinho dizendo que o avião estava à disposição para a travessia na fronteira com a Argentina.

A PF olhou para a terra de Milei, a Interpol olhou para a foto... e Flávio deu meia-volta, desviou para Guaiaquil, no Equador, como num drible de Messi, e de lá pegou outro voo direto para o calor refrescante de Miami.

Enquanto Brasília ensaiava as notas oficiais, preparava os carimbos e consultava a Interpol, o senador já estava voando para tomar água de coco na Flórida. Um drible duplo com direito a ponte aérea e escala internacional.

Resta agora ao Judiciário e à PF guardarem o mandado de apreensão do passaporte como uma singela lembrança de papel. E para o “Xandão”, só restou o aceno do passarinho que voou longe demais para ser alcançado.

Chegada Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami com a esposa Fernanda e duas filhas, além de um agente norte-americano da equipe do secretário Marco Rubio. No saguão se encontrou com o irmão Eduardo e alguns apoiadores.

O vice Palavras de J. D. Vance: “O Brasil acabou de mostrar à América o que acontece quando as regras eleitorais estão soltas o suficiente para se curvar. Um segundo turno decidido segundo regras reescritas no dia da eleição”.

Engorda Dados do TSE cruzados com o Censo do IBGE revelam cidades com números de eleitores divergentes de habitantes. Apenas na Bahia, a terra-berço do esquema Master, existem 23 municípios com mais eleitores que moradores.

Impressões No tempo do jornalismo investigativo, decerto algum grande veículo de imprensa estaria investigando a quantidade de casos em que a digital do eleitor não coincide no primeiro toque e só depois do segundo libera a ida à urna.

Justiça A justiça italiana negou peremptoriamente a extradição do brasileiro Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, por considerar imparcialidade e motivo político na condenação aplicada pelo ministro do STF. Invasão A Europa está sofrendo uma tragédia anunciada: a trama internacional que juntou esquerdistas e ativistas islâmicos numa rede de desestabilização da cultura ocidental. São esperados mais de 200 mil muçulmanos no Brasil.

Renovação Na tática de renovar a militância do PT para os anos pós-Lula, o ex-candidato Renan Santos já abana as asas com claros sinais que quer engordar o cordão onde já estão dependurados João Campos, Janones e Marília Campos.

Estado 51 Calma. O título acima nada tem a ver sobre a cachaça tão lembrada na eleição. É só o número para a Venezuela que poderá ser o quinquagésimo estado americano. Trump vai substituir 32 ministros da Suprema Corte do país.

Sarau Saiu o resultado do Prêmio Jabuti 2026 e cuja cerimônia virou um comício em homenagem ao Stalinácio, coisa trivial no facilmente cooptado ambiente artístico. O escritor Ruy Castro ganhou de novo no quesito “Livro do Ano”.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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