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Entenda: Subprefeito do Butantã desacata policial durante show do BTS, diz PM

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 1 de novembro de 2026 às 12:44
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Entenda: Subprefeito do Butantã desacata policial durante show do BTS, diz PM
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O subprefeito do Butantã, Gabriel Moherdaui Macedo, foi acusado de desacato a um policial militar durante o esquema de segurança montado para o show da banda sul-coreana BTS, realizado no sábado (31), no estádio MorumBIS, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, o servidor público teria desrespeitado determinações policiais, resistido à abordagem e proferido ofensas contra o agente.

A ocorrência começou quando o policial militar Jorgenaldo Rodrigues Osmundo realizava o policiamento ostensivo nas imediações do estádio. De acordo com o relato registrado na Polícia Civil, o PM flagrou uma motocicleta de grande porte circulando em uma área destinada exclusivamente a pedestres por causa da realização do espetáculo.

O policial afirma que o motociclista se aproximou em velocidade considerada elevada e de maneira agressiva. Ao ser questionado sobre o motivo de estar naquele local, o condutor teria afirmado que era prefeito. Posteriormente, equipes de fiscalização do comércio ambulante confirmaram que ele era o subprefeito do Butantã.

Ainda segundo o boletim, o agente solicitou que o motociclista desligasse o veículo e apresentasse seus documentos. O subprefeito teria se recusado a cumprir as determinações e afirmado que entraria em contato com superiores hierárquicos da Polícia Militar.

O policial relata que, durante a abordagem, Gabriel resistiu à busca pessoal e se recusou a acompanhar a equipe até a delegacia. Mesmo após a chegada de outros policiais e de servidores municipais, o comportamento teria continuado.

Conforme o relato policial, o subprefeito passou a afirmar que era a autoridade máxima naquele local e teria proferido ofensas contra o agente, chamando-o de “um bosta” e dizendo que ele iria “se fod#”.

O boletim também registra que o servidor teria feito referências à própria posição funcional e insinuado que poderia prejudicar profissionalmente o policial.

Durante a ocorrência, Gabriel teria acionado superiores e autoridades para contestar a abordagem. O prefeito também foi chamado ao local, mas, segundo o relato do policial, a intervenção não impediu o prosseguimento da ocorrência.

O agente manteve a abordagem e, diante da resistência relatada, realizou a contenção física e a algemação do subprefeito. O servidor foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Em sua versão apresentada à Polícia Civil, Gabriel Moherdaui Macedo afirmou que estava trabalhando na fiscalização e organização do evento. Ele disse que utilizava a motocicleta particular para acompanhar as equipes municipais e que havia sido autorizado a passar por um bloqueio viário após se identificar como subprefeito.

O servidor negou ter resistido fisicamente à abordagem e afirmou que cumpriu a ordem de parada. Também declarou que teria sido agredido pelos policiais, relatando um soco na boca, golpes na nuca e contenção pelo pescoço.

O subprefeito reconheceu que houve uma discussão verbal, com expressões exaltadas, mas negou a intenção de ofender os agentes públicos. Ele também afirmou que imagens de câmeras de monitoramento poderão esclarecer a dinâmica da abordagem.

O policial militar, por sua vez, negou ter agredido Gabriel e afirmou que a força física foi utilizada para conter a resistência e permitir a condução em segurança.

A Polícia Civil registrou a ocorrência como desacato, previsto no artigo 331 do Código Penal. Por se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, foi elaborado um Termo Circunstanciado, que será encaminhado ao Juizado Especial Criminal.

O boletim informa que imagens de câmeras de segurança de um prédio próximo ao local poderão ser disponibilizadas à autoridade policial para auxiliar na apuração dos fatos.

As versões apresentadas pelo policial e pelo subprefeito são divergentes, e a dinâmica da abordagem deverá ser esclarecida no decorrer do procedimento.

A Coluna procurou a assessoria das subprefeituras de São Paulo e aguarda retorno. Assim que tiver resposta, o texto será atualizado.

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