Em destaque: Vila Nova se revolta com arbitragem e diz que erros colocam em xeque a credibilidade da Série B
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Consulte formatos e valores disponíveisWhatsapp Telegram Facebook X Foto - Reprodução Vila Nova FC Foto - Reprodução Vila Nova FC O empate por 2 a 2 entre Vila Nova e Juventude, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, continua provocando polêmica. Neste domingo (1º), o Vila Nova divulgou uma nota oficial manifestando indignação com a atuação da arbitragem e cobrando providências da CBF. A principal reclamação do clube colorado envolve um possível pênalti não marcado durante o primeiro tempo, quando o placar ainda estava 0 a 0. A diretoria entende que a decisão prejudicou a equipe em um confronto que poderia ter colocado o Tigrão na liderança da competição.
O lance aconteceu dentro da área do Juventude, quando a bola, após tocar no pé do lateral Igor Cariús, do Vila Nova – atingiu o braço de um defensor da equipe gaúcha. O árbitro pernambucano Rodrigo José Pereira de Lima, integrante do quadro da FIFA, não assinalou a penalidade. A jogada também foi analisada pelo árbitro de vídeo, Emerson de Almeida Ferreira, de Minas Gerais, que não recomendou a revisão da decisão em campo. Para a diretoria e boa parte da torcida colorada, houve uma infração que deveria ter resultado em cobrança de pênalti. A arbitragem, entretanto, não considerou o contato suficiente para caracterizar a penalidade, e a partida teve sequência.
Na nota oficial, o Vila Nova reconheceu os esforços da Comissão de Arbitragem da CBF para melhorar o nível dos profissionais, mas defendeu mudanças profundas na estrutura da arbitragem nacional. “Entretanto, a sequência de erros graves evidencia a necessidade URGENTE de uma reformulação profunda, com revisão de procedimentos, capacitação e reciclagem dos profissionais envolvidos”, destacou o clube. O posicionamento demonstra a insatisfação da diretoria não apenas com o episódio diante do Juventude, mas também com decisões tomadas em partidas anteriores.
O clube afirma que os problemas com a arbitragem se repetiram nos últimos quatro compromissos pela Série B e tiveram consequências diretas sobre os resultados. “Nas últimas quatro partidas, o Vila Nova Futebol Clube foi diretamente prejudicado por decisões da arbitragem que tiveram influência nos resultados dos jogos. Uma situação inadmissível, que compromete o trabalho desenvolvido pelo clube e coloca em xeque a credibilidade da competição”, diz outro trecho da manifestação oficial.
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Ao abordar especificamente o confronto contra o Juventude, o Vila Nova voltou a questionar a ausência de marcação do pênalti e a atuação do árbitro de vídeo. “Na partida deste sábado (31), diante do Juventude, mais uma vez a arbitragem foi protagonista negativamente. Um pênalti evidente deixou de ser assinalado, além de outros lances questionáveis nos quais sequer houve consulta ao VAR”, afirmou a instituição. O confronto terminou empatado por 2 a 2, com os quatro gols marcados no segundo tempo. Janderson e Dudu balançaram as redes para o Vila Nova, enquanto Lucas Alves e Alisson Safira marcaram para o Juventude.
A diretoria colorada também cobrou esclarecimentos formais e medidas efetivas da CBF para evitar a repetição de situações semelhantes nas rodadas decisivas da competição. “O Vila Nova exige respeito, transparência e igualdade de critérios, além de cobrar da Comissão de Arbitragem da CBF esclarecimentos e providências efetivas diante da recorrência desses episódios”, ressaltou a nota. O comunicado foi encerrado com uma cobrança direta: “Exigimos uma arbitragem justa, imparcial e à altura da importância do Campeonato Brasileiro”.
A manifestação oficial reforça as críticas feitas pelo vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, logo após o encerramento da partida. Durante entrevista coletiva, o dirigente apresentou aos profissionais de imprensa imagens do lance gravadas por uma câmera posicionada atrás do gol e acusou a arbitragem de prejudicar deliberadamente o clube. “Não precisamos ser árbitro nem nada para falar que aqui o Vila foi roubado, que o Vila foi prejudicado”, declarou. Bastante indignado, Hugo também afirmou: “Isso não é interpretativo. Isso aqui é prejudicar de forma deliberada”.
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