Entenda: Shopping de SP ganha 40 novas lojas após expansão de R$ 400 milhões; veja as marcas
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Consulte formatos e valores disponíveisShopping de SP ganha 40 novas lojas após expansão de R$ 400 milhões; veja as marcas Após três anos de modernização, empreendimento da Multiplan prepara novas inaugurações e reforça sua aposta em moda, gastronomia e bem-estar Mais espaço para crescer: a sexta expansão do shopping acrescentou 13,1 mil metros quadrados de área locável. (Multiplan/Divulgação)
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O MorumbiShopping, empreendimento da administradora de shopping centers Multiplan em São Paulo, inaugurou em março de 2026 sua sexta expansão, após um investimento de R$ 400 milhões em ampliação e revitalização. A nova área recebeu 40 operações, enquanto as vendas dos lojistas do shopping alcançaram R$ 874,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 23,4%.
Inaugurado em 1982, o MorumbiShopping, na zona sul de São Paulo, passou por sua maior transformação recente. Após três anos de modernização, o empreendimento da Multiplan inaugurou neste ano sua sexta expansão, resultado de um investimento de R$ 400 milhões em obras de ampliação e revitalização.
A nova área acrescentou 13,1 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) e espaço para 40 operações (confira a lista completa ao final da reportagem). Mas as mudanças não se limitaram à expansão. Nos últimos meses, o shopping recebeu marcas internacionais, abriu espaço para empresas que nasceram no comércio eletrônico e iniciou mudanças de endereço de lojas tradicionais para acomodar novos formatos de varejo.
Os resultados já aparecem nas vendas. No terceiro trimestre de 2026, os lojistas do MorumbiShopping faturaram R$ 874,1 milhões, crescimento de 23,4% em relação ao mesmo período de 2025. O empreendimento registrou o maior volume de vendas entre os shoppings da Multiplan, enquanto o fluxo de veículos avançou 19,4% na comparação anual.
Para Felix Diez, diretor regional de São Paulo da Multiplan, a renovação é necessária para manter a relevância de um empreendimento que completará 45 anos em 2027.
"O shopping tem 45 anos, mas tem que ter corpinho de 5. Ele tem que estar sempre atual, sempre renovado", afirma o executivo.
A estratégia busca preservar a posição do MorumbiShopping como um dos principais destinos de compras da capital paulista, ao mesmo tempo que incorpora tendências de consumo e atrai clientes interessados em novas experiências.
Uma das principais novidades é a Bershka, rede de moda jovem do grupo espanhol Inditex, dono também da Zara. A marca escolheu a expansão do MorumbiShopping para inaugurar sua primeira loja brasileira, com coleções de roupas e acessórios voltadas principalmente ao público jovem.
A chegada reforça um histórico do shopping como porta de entrada de marcas estrangeiras. Foi ali que a Zara abriu sua primeira unidade no Brasil, em 1999. O empreendimento também abriga a única loja oficial da Apple no estado de São Paulo.
Estreia brasileira: marca de moda jovem do grupo Inditex abriu sua primeira loja no país no MorumbiShopping. (Multiplan/Divulgação)
Na nova área, a H&M, rede sueca de moda, ampliou sua presença com uma operação dedicada ao público masculino. Também chegaram a francesa Veja, conhecida por seus tênis, e a americana Bath & Body Works, especializada em fragrâncias corporais, produtos para cuidados pessoais e velas aromáticas, que estreou no varejo físico brasileiro no empreendimento.
Outra inauguração recente foi a da suíça On Running, que comercializa tênis, roupas e acessórios esportivos, especialmente para corrida. Já a Viviane Furrier, marca brasileira de moda autoral conhecida pelas peças em tricô, abriu em setembro sua primeira unidade dentro de um shopping center.
A relojoaria japonesa Seiko também escolheu o empreendimento para inaugurar sua primeira boutique no Brasil, no Piso Lazer, reunindo coleções de relógios e modelos exclusivos para esse formato de loja.
"É um shopping que é desejo tanto dos clientes quanto de lojistas", afirma Diez.
Segundo o executivo, a baixa disponibilidade de espaços exige uma seleção constante das operações. A administração procura manter uma reserva técnica equivalente a cerca de 1% a 2% das lojas para acomodar marcas consideradas estratégicas.
O interesse está concentrado especialmente em moda, incluindo novas grifes internacionais e operações femininas. Algumas negociações ainda não podem ser divulgadas.
A próxima leva de inaugurações combina marcas de beleza, moda esportiva e empresas que começaram suas atividades pela internet.
Entre as operações previstas estão a Minimal, marca de vestuário que aposta em peças básicas e tecidos tecnológicos, e a Hommy, voltada a produtos de cama, mesa e banho. As duas fazem parte do movimento de negócios digitais que buscam ampliar sua presença no varejo físico.
A Dolce & Gabbana Beauty, divisão de beleza da grife italiana, também prepara uma loja na área de expansão, com abertura prevista para o fim de 2026. A operação reforçará a oferta de perfumes e cosméticos do empreendimento.
Fora da nova ala, uma das transformações mais relevantes envolve a Adidas. A marca esportiva prepara uma flagship, conceito de loja de maior porte que reúne produtos, identidade visual e experiências associadas à marca.
Nova flagship: marca esportiva prepara uma loja de maior porte no espaço antes ocupado pela Livraria da Vila. (Guilherme Gonçalves/Exame)
Para abrir espaço à operação, a Livraria da Vila foi transferida de endereço dentro do shopping. A antiga área da livraria será ocupada pela nova Adidas, em um movimento que ilustra como o MorumbiShopping procura renovar seu portfólio mesmo em espaços já consolidados.
Outras marcas, como Puma e Casa Reserva, integram essa estratégia de trabalhar formatos de loja mais elaborados, que vão além da exposição convencional de produtos.
A renovação também beneficia empresas nascidas no ambiente digital. A Insider, conhecida por roupas básicas produzidas com tecidos tecnológicos, testou inicialmente o mercado físico com uma loja temporária no shopping. Após a experiência, inaugurou uma unidade permanente.
A LA's Clothing, marca de moda feminina, abriu uma operação temporária no empreendimento, outro formato utilizado para avaliar o potencial de vendas e a aceitação dos consumidores antes de uma eventual expansão.
"Estamos correndo para abrir elas todas até final de novembro, início de dezembro", afirma Diez, referindo-se às operações em preparação para o período natalino.
As transformações também acompanham uma mudança no papel dos shopping centers, que procuram oferecer alternativas às compras tradicionais para ampliar a frequência e o tempo de permanência dos visitantes.
No MorumbiShopping, essa estratégia ganhou força com a inauguração de um rooftop gastronômico, localizado no pavimento superior da expansão, com teto de vidro, iluminação natural e áreas de convivência.
O espaço reúne sete restaurantes: Tasca do Zé Maria, de culinária portuguesa; Oléa, de inspiração mediterrânea; Tuy Bar, de cozinha espanhola; Cocina, com proposta gastronômica contemporânea; Fuoco & Farina, de culinária italiana; Margaux; e Le Thomaz por Charlô. No térreo da expansão, o restaurante japonês SU completa a nova oferta gastronômica.
A aposta tem relação com a própria história do empreendimento. Em 1989, o MorumbiShopping criou uma ala gourmet, levando restaurantes de maior porte a um ambiente até então dominado por praças de alimentação e operações de fast-food.
"O grande movimento também nos trouxe a necessidade de expandirmos a área gastronômica", afirma Diez.
A modernização alcançou ainda o entretenimento. A HotZone, espaço de jogos e diversão, passou por uma reforma com renovação dos equipamentos. O Teatro Multiplan MorumbiShopping também ganhou um novo espaço, com capacidade para 250 espectadores.
Na frente de bem-estar, a Companhia Athletica permanece como uma das operações tradicionais. Segundo Diez, a academia praticamente dobrou seu número de alunos nos últimos anos, acompanhando a maior procura por atividades físicas.
O desempenho do shopping acompanha o crescimento dos resultados da Multiplan. No terceiro trimestre de 2026, a companhia registrou lucro líquido de R$ 383,2 milhões, alta de 73,3% em relação ao mesmo período de 2025, e receita líquida de R$ 846 milhões, avanço de 37%.
Para o MorumbiShopping, o desafio agora é aproveitar a expansão e a renovação das operações para consolidar o crescimento. Com pouca vacância e uma localização próxima ao eixo corporativo Berrini–Chucri Zaidan, a administração aposta na atualização contínua do mix para manter o empreendimento competitivo.
A estratégia mostra que, mesmo depois de quatro décadas, a expansão física é apenas uma parte da transformação. A outra acontece na troca de lojas, na chegada de novos negócios e na reinvenção dos espaços que o consumidor já conhece.
A Multiplan investiu R$ 400 milhões na ampliação e revitalização do MorumbiShopping. Inaugurada em março de 2026, a nova área acrescentou 13,1 mil metros quadrados de área bruta locável e espaço para 40 operações.
A expansão recebeu marcas como Bershka, H&M, Veja, Bath & Body Works, On Running, Viviane Furrier e Seiko. Bershka, Bath & Body Works e Seiko escolheram o empreendimento para estrear lojas ou boutiques físicas no Brasil.
Minimal, Hommy, Dolce & Gabbana Beauty e uma flagship da Adidas estão entre as operações previstas. Segundo Felix Diez, diretor regional de São Paulo da Multiplan, a administração pretende concluir as inaugurações até o fim de novembro ou início de dezembro.
O rooftop reúne Tasca do Zé Maria, Oléa, Tuy Bar, Cocina, Fuoco & Farina, Margaux e Le Thomaz por Charlô. No térreo da expansão, o restaurante japonês SU completa a nova oferta gastronômica.
A HotZone passou por uma reforma e recebeu novos equipamentos, enquanto o Teatro Multiplan MorumbiShopping ganhou um espaço com capacidade para 250 espectadores. Segundo Felix Diez, a Companhia Athletica praticamente dobrou seu número de alunos nos últimos anos.
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