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Entenda: Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026 revela vencedores; veja quem são

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 21 de outubro de 2026 às 01:25
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Entenda: Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026 revela vencedores; veja quem são
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026 revela vencedores; veja quem são Estudantes de cinco regiões do Brasil foram premiados por projetos de impacto em áreas como saúde, inteligência artificial e sustentabilidade; vencedor nacional é aluno de Medicina da USP Giovanna Vargas Barbosa, João Luiz Freitas, Rômulo Duarte, Rafael F. Menezes e Marcele Câmara, vencedores do prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026: solução aos desafios do Brasil (Eduardo Frazão/Exame)

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 21h54 .

Última atualização em 20 de outubro de 2026 às 22h21 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Prêmio na Prática Protagonismo Univ Saiba mais Resolver problemas de saúde, reduzir perdas no campo e criar tecnologias para ampliar a acessibilidade são alguns dos desafios que jovens universitários brasileiros já enfrentam antes mesmo de concluir a graduação. Em um mercado de trabalho que exige atualização constante, a capacidade de transformar conhecimento em soluções concretas também se tornou parte da formação de novas lideranças.

É nesse cenário que o Na Prática, organização sem fins lucrativos voltada ao desenvolvimento profissional de jovens , realizou a segunda edição do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário . A cerimônia aconteceu nesta terça-feira, na sede da EXAME Saint Paul, em São Paulo, e anunciou os cinco vencedores regionais, além do campeão nacional.

A premiação reuniu projetos que vão da aplicação de inteligência artificial no diagnóstico de doenças à criação de ferramentas para melhorar a produção agropecuária. Ao todo, a edição de 2026 recebeu cerca de 9 mil candidaturas iniciadas, das quais mais de 2.100 inscrições foram concluídas e analisadas. A seleção passou por testes de raciocínio, painéis regionais, mais de 500 entrevistas individuais e uma etapa final presencial na capital paulista.

“Em um país tão gigante e desigual, a gente pensou em criar exemplos inspiradores para todos os jovens. A melhor forma de inspirar é destacar quem está próximo. A inspiração vem de jovem para jovem: quando o estudante conhece alguém da sua própria região e realidade, percebe que também é capaz”, afirma Anamaíra Spaggiari, CEO do Na Prática.

O desafio agora é levar essas experiências para além das universidades. Os cinco vencedores regionais ganharão uma imersão educacional de cerca de uma semana na China, prevista para o início de 2027, com visitas ao ecossistema local de inovação. Também terão acesso a mentorias executivas, formação em liderança empreendedora e visitas às empresas parceiras.

João Luiz Freitas, estudante de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), foi escolhido o grande vencedor nacional e representante da região Sudeste. Aos 28 anos, ele reúne formação anterior em Ciência de Dados e Engenharia e fundou a Refata Brasil, startup que desenvolveu uma arquitetura para processar mais de 10 terabytes de informações do DataSUS, a base de dados do sistema público de saúde brasileiro, sem a necessidade de um supercomputador.

A ferramenta permite reconstruir trajetórias clínicas e sociais de pacientes. Com isso, pode ajudar a identificar gargalos no acesso à saúde e produzir análises para hospitais e pesquisas.

No Centro-Oeste, a vencedora foi Giovanna Vargas Barbosa, de 23 anos, estudante de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Diagnosticada com autismo, ela criou uma startup que usa visão computacional e inteligência artificial para monitorar rebanhos leiteiros. A tecnologia busca identificar precocemente a mastite bovina, doença que causa prejuízos à pecuária leiteira. Segundo o material do prêmio, a solução reduziu em 60% o uso de antibióticos e aumentou a produtividade em 25%.

O representante da região Sul é Rafael F. Menezes, de 23 anos, estudante de Engenharia de Computação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Natural do Nordeste, ele se mudou para o Paraná para estudar e desenvolveu a Bia Radar, dispositivo que pode ser acoplado a diferentes modelos de bengala. Sensores identificam obstáculos na altura do rosto de pessoas com deficiência visual, ajudando a prevenir acidentes.

No Nordeste, o vencedor foi Rômulo Duarte, de 21 anos, estudante de Ciência da Computação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Ele desenvolveu modelos de inteligência artificial aplicados à mamografia que, segundo as informações do prêmio, elevaram em mais de 15% a precisão na detecção precoce do câncer de mama em mulheres com implantes mamários. Também participou da modernização do sistema de inteligência fiscal da Secretaria da Fazenda da Paraíba.

A vencedora do Norte é Marcele Câmara, de 30 anos, estudante de Agroecologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Primeira pessoa da família a ingressar em uma universidade pública, ela fundou a Casa Verde Itinerante, projeto que reciclou mais de 27 mil garrafas de vidro em Manaus. Também criou o Cine Cult Itinerante, que leva cinema e educação socioambiental a comunidades ribeirinhas, e desenvolveu desidratadores de alimentos de baixo custo para reduzir o desperdício na agricultura familiar.

A proposta do prêmio é complementar a formação universitária com experiências de liderança e contato com o mercado de trabalho. A iniciativa é realizada pelo Na Prática em parceria com a EXAME e conta com o apoio de BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME), Stone e Suzano.

Para Anamaíra Spaggiari, a formação técnica oferecida pelas universidades precisa ser acompanhada de oportunidades para que os jovens desenvolvam confiança e capacidade de execução.

“Valorizamos a formação técnica profunda que as universidades entregam, mas atuamos como um complemento de centro de carreira para dar autoconfiança, ferramentas de execução e conectar o jovem ao mercado. Ser protagonista é ter a coragem de experimentar, a disposição de continuar evoluindo e a vontade de transformar o lugar de onde se vem”, afirma.

A trajetória dos finalistas mostra como essa combinação pode assumir formas diferentes. Há estudantes que desenvolveram negócios, pesquisadores que aplicaram inteligência artificial à medicina e jovens que criaram projetos de extensão para atender comunidades com acesso limitado a serviços básicos.

O desafio está em fazer com que essas iniciativas ganhem escala e encontrem condições para continuar depois da universidade. Uma solução desenvolvida em laboratório, por exemplo, precisa superar etapas de validação, financiamento e implementação para chegar a quem pode se beneficiar dela.

Durante a cerimônia, Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, relacionou a formação de jovens líderes à capacidade de reconhecer oportunidades e desenvolver competências para aproveitá-las.

“Meu pai sempre me dizia que é preciso ter sorte na vida, mas é fundamental ter competência para aproveitá-la quando a chance aparece. O Brasil está cheio de problemas e precisamos de gente qualificada, empreendedora e com o coração no lugar certo para transformá-los. Quem escolhe liderar não é o chefe que manda, mas o líder que inspira”, afirma.

Sallouti também chamou a atenção para quatro transformações que, na avaliação dele, devem influenciar as decisões de empresas e profissionais: a polarização geopolítica, os juros reais mais elevados no mundo, as mudanças climáticas e o avanço da inteligência artificial.

A tecnologia, em particular, tende a exigir novas habilidades de quem está entrando no mercado de trabalho. “A Inteligência Artificial é o novo Excel. Todos os futuros profissionais precisarão dominar essas ferramentas para gerar impacto e eficiência”, afirma.

A mensagem se conecta a parte dos projetos reconhecidos pelo prêmio. Entre os finalistas, a inteligência artificial aparece em soluções para a saúde humana, a pecuária, a pesquisa científica e a gestão de dados. Mas o uso da tecnologia não elimina a necessidade de conhecer o problema que se pretende resolver, testar as soluções e encontrar formas de aplicá-las na prática.

Além da viagem à China, os vencedores participarão da segunda temporada da websérie Mundo Na Prática , realizada em conjunto com a EXAME. O programa também prevê acesso ao curso de liderança empreendedora Execução de Alta Performance, mentoria executiva e visitas imersivas às empresas parceiras.

A seleção de 2026 reuniu 15 finalistas, três de cada região do país. A etapa final presencial em São Paulo incluiu uma formação em liderança, antes do anúncio dos vencedores.

Ao colocar estudantes de diferentes áreas e regiões no centro da premiação, o Na Prática busca ampliar as referências de liderança disponíveis aos jovens brasileiros. O resultado também evidencia uma questão para universidades e empresas: como transformar iniciativas individuais em projetos sustentáveis, capazes de produzir impacto para além da trajetória de seus criadores?

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