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Entenda: Países Baixos vão ampliar uso de IA e cortar 25 mil cargos públicos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 15:38
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Entenda: Países Baixos vão ampliar uso de IA e cortar 25 mil cargos públicos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Priorize VEJA no Google O governo dos Países Baixos planeja reduzir cerca de 25 mil postos de trabalho na administração central como parte de uma reforma para diminuir despesas e aumentar a produtividade dos serviços públicos. O pacote combina redução da burocracia, reorganização de estruturas e uso de inteligência artificial, com uma meta de economia anual de 3,5 bilhões de euros a partir de 2035.

Anunciado na segunda-feira, 26, o plano prevê cortes graduais ao longo de vários anos. Já em 2027, a redução dos custos deverá alcançar 900 milhões de euros. Polícia e defesa estão entre as áreas preservadas, e o ajuste não será distribuído igualmente entre os órgãos.

A inteligência artificial é uma das ferramentas previstas para elevar a produtividade, mas o governo ainda não detalhou quais tarefas serão automatizadas nem quanto da economia dependerá da tecnologia. As metas e os planos específicos para sua aplicação serão apresentados no primeiro trimestre de 2027. Portanto, a estimativa de redução de pessoal não corresponde a um anúncio de substituição direta de 25 mil servidores por IA.

A proposta chega depois de uma expansão do funcionalismo. Segundo a Bloomberg, o número de servidores da administração central atingiu o recorde de 160 mil no fim de 2025, um crescimento de 41% em relação a 2018, apesar de promessas anteriores de redução da estrutura.

O argumento do governo é que simplificar procedimentos e reorganizar o trabalho permitirá prestar serviços com menos recursos. Além da tecnologia, o pacote envolve escolhas sobre quais atividades o Estado deve continuar executando.

“Não podemos continuar fazendo o que fazíamos”, afirmou Eric van der Burg, secretário de Estado responsável pela reforma, no comunicado do governo. Para ele, o excesso de regras, exceções e procedimentos dificulta a solução de problemas de cidadãos e empresas.

Uma das frentes é eliminar ou simplificar pelo menos 500 regras por ano. O governo também estuda exigir que cada ministério demonstre a necessidade de manter as normas sob sua responsabilidade. A intenção é reduzir o tempo e o dinheiro gastos para cumprir exigências burocráticas.

No atendimento, a aposta é integrar serviços para evitar que cidadãos e empresas tenham de apresentar repetidamente informações que o poder público já possui. Isso exigirá facilitar o compartilhamento seguro de dados entre órgãos, como a administração tributária e a Câmara de Comércio.

O ajuste também alcançará a estrutura física. O plano prevê uma estação de trabalho para cada dois funcionários, venda de imóveis excedentes, padronização dos sistemas de tecnologia e mais compras conjuntas entre departamentos.

Os números anunciados são metas, e não economias já obtidas. A distribuição detalhada dos cortes será apresentada na atualização orçamentária da primavera europeia. Antes disso, no início de 2027, o governo deverá mostrar como pretende transformar a aposta em inteligência artificial em ganhos mensuráveis de produtividade.

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