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Entenda: O que é Split Payment ?

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 13:40
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Entenda: O que é Split Payment ?
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O que é Split Payment? Por Redação 28 de Outubro de 2026 às 10:14 O Split Payment (ou pagamento fracionado) é um mecanismo de arrecadação criado pela Reforma Tributária no Brasil que separa automaticamente os tributos no momento exato do pagamento de uma compra, ou seja, o split payment da Reforma Tributária do Brasil ( que foi instituído pela Lei Complementar nº 214/2025 para cobrar o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que formam o novo IVA (Imposto sobre Valor Agregado)).

Trata- se de um mecanismo em que o próprio sistema de pagamentos separa e recolhe o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) no momento da liquidação financeira da venda, antes de o valor líquido chegar à conta de quem vendeu.

Em vez de o dinheiro da venda cair inteiro na conta da empresa para ela calcular e pagar os impostos dias ou semanas depois, o sistema financeiro (banco, maquininha ou plataforma de pagamento) divide o valor no ato da transação:

A parcela dos tributos (como o novo IBS e a CBS) é enviada direto para o governo ou Comitê Gestor.

O valor líquido vai para a conta do fornecedor.

Não é um imposto novo: Ele não cria uma nova taxa nem altera as alíquotas do IBS e da CBS; ele apenas muda quando e como o imposto é pago.

Combate à sonegação: Impede que o lojista use o dinheiro do imposto como capital de giro ou que emita notas falsas ("noteiras") sem recolher o tributo.

Abrangência de meios: Poderá ser aplicado em transações feitas por Pix, boleto, cartão, TED e TEF.

Split Padrão / Inteligente (Superinteligente): O sistema consulta a nota fiscal eletrônica e a base de dados da Receita Federal em tempo real. Ele verifica se a empresa já possui créditos tributários ou compensações anteriores, separando apenas o saldo real que falta pagar.

Split Simplificado: Usado quando não há como calcular o tributo exato na hora (como em vendas diretas ao consumidor final ou B2C). Aplica-se um percentual fixo e predefinido de retenção, com ajustes posteriores.

Não, o split payment não afeta as notas fiscais emitidas em 2026. A regulamentação do split payment ainda está em andamento, e o efeito prático acompanha o início da cobrança efetiva.

2026: Início da fase de testes e validação dos sistemas (com alíquotas de símbolo de 1% sem cobrança efetiva).

2027 em diante: Implementação gradual, começando de forma opcional em operações entre empresas (B2B).

Perda do "Float" e Redução do Capital de Giro: No modelo tradicional, o imposto cobrado do cliente fica temporariamente no caixa da empresa até a data de vencimento da guia no mês seguinte. Com o split payment os valores referentes ao IBS e à CBS são separados e enviados diretamente ao governo no momento do pagamento (seja via Pix, cartão ou boleto).

Pressão Financeira em Margens Estreitas: Empresas com margens de lucro reduzidas ou que dependiam desse recurso temporário para financiar o dia a dia podem enfrentar sérias dificuldades de caixa

Aumento do Custo de Crédito: Com menos recursos imediatos, muitas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) podem precisar recorrer a empréstimos e antecipações bancárias para honrar compromissos operacionais, elevando os custos financeiros.

Necessidade de Readequação de Sistemas: Os softwares de gestão (ERP), sistemas de faturamento e rotinas contábeis precisarão ser integralmente atualizados para conciliar os valores líquidos recebidos com os créditos tributários.

Revisão de Contratos e Preços: Empresas precisarão renegociar prazos e valores com fornecedores e clientes para reequilibrar o fluxo de caixa.

Redução de Inadimplência e Riscos Fiscais: Como o imposto é recolhido instantaneamente, a empresa deixa de acumular dívidas tributárias por esquecimento ou problemas de caixa, aumentando a segurança jurídica.

Menor Carga Administrativa: Há diminuição de processos manuais na emissão de guias de recolhimento e menor necessidade de auditorias e fiscalizações extensivas pelo governo.

Combate à Informalidade: O mecanismo traz mais transparência às transações, dificultando a atuação de concorrentes que operam fora da legalidade.

À medida que o Brasil se prepara para essa nova etapa, contar com tecnologia robusta e confiável pode ser o diferencial entre o improviso e a preparação.

Vamos esperar, a lei está posta, os testes estão em curso, e as empresas que saem na frente terão mais chances de transformar a mudança em oportunidade.

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