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Entenda: No agro, o Halloween não acaba em outubro; entenda o motivo

No agronegócio, porém, não é preciso esperar o Dia das Bruxas para levar um susto.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 13:58
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Entenda: No agro, o Halloween não acaba em outubro; entenda o motivo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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No dia 31 de outubro, crianças se fantasiam de bruxas, monstros e fantasmas para celebrar o Halloween. No agronegócio, porém, não é preciso esperar o Dia das Bruxas para levar um susto.

Clima imprevisível, crédito caro e falta de proteção financeira são ameaças que podem assombrar o produtor rural durante o ano inteiro.

A diferença é que, no campo, o medo não vem de histórias de terror, mas de problemas capazes de colocar uma safra inteira em risco. Depois de investir em sementes, fertilizantes, máquinas e preparo da terra, o produtor ainda precisa lidar com fatores que nem sempre consegue controlar.

Uma estiagem prolongada, uma enchente ou uma conta que vence em um momento de baixa receita pode mudar os planos de uma propriedade. E, quando as dificuldades se acumulam, os efeitos podem continuar mesmo depois do fim da colheita.

É justamente essa comparação entre o Halloween e a realidade do campo que dá força à reflexão do comentarista de Economia e Política Miguel Daoud. A ideia é que, no agronegócio, os sustos não duram apenas uma noite: eles podem acompanhar o produtor ao longo de todo o calendário agrícola.

O produtor pode fazer o planejamento, escolher as sementes e organizar os investimentos, mas não tem como controlar a chuva ou impedir a ocorrência de eventos climáticos extremos.

Uma estiagem, uma enchente ou uma geada pode comprometer a produção e reduzir a receita esperada. Mesmo quando a colheita fica abaixo do previsto, parte dos custos já foi assumida e continua pesando nas contas.

O seguro rural pode ajudar a reduzir esse impacto, desde que a cobertura seja adequada e esteja acessível. Sem proteção suficiente, uma perda na lavoura pode comprometer também a capacidade de financiar o próximo ciclo.

Outro susto surge quando chega a hora de pagar as dívidas. O financiamento ajuda a custear a produção, mas os juros e os compromissos financeiros podem pressionar o orçamento quando a safra não entrega o retorno esperado.

Nesse cenário, o produtor enfrenta uma situação difícil: precisa lidar com uma receita menor sem deixar de cumprir as obrigações assumidas.

O terceiro problema está na dificuldade de planejar diante de incertezas sobre recursos, regras e medidas de apoio ao setor. Como muitos investimentos precisam ser feitos antes da colheita, a falta de previsibilidade torna as decisões ainda mais delicadas.

A combinação desses fatores ajuda a explicar por que, no campo, o Dia das Bruxas parece durar muito mais do que uma data no calendário.

#Belém#Agronegócio#Meio Ambiente
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