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Entenda: NBA tem planos para o Brasil, mas infraestrutura é entrave para volta dos jogos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 20 de outubro de 2026 às 17:15
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Entenda: NBA tem planos para o Brasil, mas infraestrutura é entrave para volta dos jogos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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NBA tem planos para o Brasil, mas infraestrutura é entrave para volta dos jogos Em coletiva, Mark Tatum, vice-comissário e COO da liga, detalhou a rodada tripla de abertura nos EUA, confirmou jogos no México, em Paris e em Manchester e reafirmou outubro de 2027 como meta para a NBA Europe NBA: temporada começa com Boston Celtics e Detroit Pistons nesta semana (Brian Fluharty/Getty Images)

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 13h48 .

Última atualização em 20 de outubro de 2026 às 13h50 .

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre NBA Saiba mais A NBA começa a nova temporada com uma rodada tripla nos Estados Unidos , com Celtics x Pistons, Knicks x 76ers e Thunder x Spurs. Os elencos terão um número recorde de 125 jogadores internacionais, de 43 países.

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 20, o vice-comissário e COO da liga, Mark Tatum, também mandou um recado ao Brasil. Segundo ele, a NBA quer voltar a jogar no país, mas a falta de uma arena coberta de nível internacional em São Paulo segue como obstáculo. No entanto, o executivo não anunciou data nem sede para um novo jogo.

“O Brasil é um mercado enorme para nós. Continuamos a interagir com os mais de 53 milhões de fãs apaixonados pela NBA no país — inclusive garantindo que produtos da NBA estejam tão amplamente disponíveis aqui quanto em praticamente qualquer outro lugar do mundo. A presença de lojas da NBA no varejo brasileiro tem sido incrível”, afirmou.

O dirigente citou a 10ª edição do NBA House , evento para fãs realizado em São Paulo durante as finais do ano passado. “Mais de 35 mil torcedores compareceram ao longo das duas semanas de evento; foi uma experiência realmente fantástica. Posso dizer que o Brasil é um lugar para o qual queremos trazer jogos novamente. É um mercado que valorizamos muito e que sempre levamos em consideração ao planejar partidas internacionais.”

Em seguida, apontou o gargalo: “Um dos desafios, historicamente, tem sido a falta de uma arena coberta de nível internacional em São Paulo.”

Tatum recordou que a liga já jogou no Rio de Janeiro , em partidas pré-temporada (amistosos da NBA Global Games ), e que a cidade pode voltar a receber jogos. “Já realizamos partidas no Rio anteriormente e existe a possibilidade de fazermos isso novamente em algum momento no futuro. No entanto, ressaltamos a necessidade de uma infraestrutura e instalações melhores no Brasil; caso isso ocorra, certamente voltaríamos a levar jogos para lá o quanto antes.”

“Estamos ansiosos para dar o pontapé inicial na nova temporada com uma rodada tripla hoje”, afirmou Tatum. A primeira partida, às 16h, reúne Boston Celtics e Detroit Pistons , “duas das melhores equipes da Conferência Leste da temporada passada”. Segundo o dirigente, o horário é “excelente para nossos torcedores na Europa, no Oriente Médio e na África”.

Na sequência, o New York Knicks “erguerá sua bandeira de campeão e receberá seus anéis no Madison Square Garden”, contra um Philadelphia 76ers “renovado”, que tem LeBron James, “um atleta que, de forma impressionante, segue jogando em nível de All-Star ao iniciar sua 24ª temporada, um recorde absoluto”.

A noite termina com uma reedição das finais do Oeste do ano passado, entre OKC Thunder e San Antonio Spurs, “duas equipes em ascensão na NBA”.

Para Tatum, o nível da liga nunca foi tão alto. “Posso afirmar que o nível de talento e competitividade em toda a liga está no patamar mais alto de todos os tempos, e a dimensão global do esporte é, sem dúvida, um dos principais motivos para isso”, disse. Ele citou o recorde de 125 jogadores internacionais de 43 países e lembrou que “os vencedores dos últimos oito prêmios de MVP nasceram fora dos Estados Unidos ”.

Segundo o executivo, esses atletas “são superestrelas que conquistam bilhões de fãs da NBA ao redor do mundo”.

“Nunca houve um momento melhor para ser um torcedor internacional da NBA. Mesmo com tudo o que estamos fazendo para engajar bilhões de torcedores apaixonados ao redor do mundo, ainda acreditamos que estamos apenas começando a explorar o potencial de popularidade que este esporte e esta liga podem alcançar em escala global”, avaliou.

Questionado sobre o papel dos jogadores que voltam aos países de origem para trabalhar com jovens, Tatum recorreu à história da liga: “Se pensarmos no ‘Dream Team’ de 1992, havia cerca de 30 jogadores internacionais; esse número quadruplicou desde então.” Ele afirmou que o time de 1992 inspirou nomes como Tony Parker, Pau Gasol e Manu Ginóbili, que por sua vez inspiraram uma nova geração, e citou Victor Wembanyama, que “cita Tony Parker como uma de suas inspirações”.

Sobre eventual investimento em uma liga na América Latina, o COO afirmou que a NBA prefere uma conduta mais cautelosa sobre operações internacionais. Mesmo assim, ele reforçou a relevância da parceria com a Liga Nacional de Basquete (LNB) .

"Estabelecemos uma parceria com a LNB que tem se mostrado muito produtiva. Observamos o crescimento do basquete no país e continuamos trabalhando em conjunto com a federação e a liga local. Acreditamos que existem oportunidades no Brasil, na América do Sul e, de modo geral, em toda a América Latina.”

Ele também mencionou o torneio continental da FIBA. “A FIBA organiza um campeonato na América Latina, a BCLA, e estamos acompanhando o trabalho que realizam por lá. Acreditamos que, futuramente, seria interessante estreitar ainda mais os laços — não apenas com a liga brasileira, mas com toda a América do Sul e a América Latina.”

A América Latina terá um compromisso concreto na temporada. “Daqui a algumas semanas, os Nuggets e os Pacers disputarão o nosso 35º jogo no México, especificamente na Cidade do México”, anunciou.

Uma das maiores apostas da NBA para os próximos meses é no desenvolvimento da liga europeia, por meio da FIBA ​​(Federação Internacional de Basquete).

“Continuamos trabalhando com o objetivo de iniciar o projeto em outubro de 2027”, afirmou Tatum. “Vale lembrar que não se trata apenas de uma temporada; estamos falando do lançamento de uma nova liga.”

Sobre o formato, o dirigente disse que haverá “uma liga de elite consolidada: a NBA Europe League ”, com “uma segunda divisão, cujos vencedores conquistarão uma vaga na liga principal”. O modelo, afirmou, dará “a cada torcedor e a cada clube o direito de sonhar”.

No campo financeiro , Tatum prometeu rentabilidade rápida: “Em nossa liga, a previsão é que uma equipe permanente alcance a lucratividade até o terceiro ano.” Ele projetou “bilhões e bilhões de dólares em distribuições ao longo de 10 anos” e disse que “este será o maior investimento na história do basquete europeu”, com recursos para “academias, desenvolvimento de base, operações da liga, marketing e infraestrutura de arenas”.

Questionado sobre o plano de negócios de dez anos anunciado pela EuroLeague, minimizou o impacto: “O plano de negócios de 10 anos da EuroLeague não afeta o nosso plano.” Sobre as negociações com a entidade, que segundo relatos recusou uma proposta da NBA , disse: “Não quero revelar detalhes de conversas privadas com a EuroLeague. Como dissemos anteriormente, continuamos otimistas de que chegaremos a um acordo, mas estamos preparados para seguir em frente de qualquer maneira.” E completou: “Não vamos parar. Estamos avançando o mais rápido possível.”

Sobre os clubes, ainda não há cronograma. “Prevejo que, num futuro não muito distante, anunciaremos quais franquias farão parte do grupo inicial”, disse.

A liga também mira o problema do fuso horário. Tatum afirmou que haverá “cerca de 40 partidas” no horário nobre europeu neste ano, um recorde, mas que a principal resposta será outra: “Nossa principal estratégia para abordar essa questão é a criação de uma liga europeia.”

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