Voltar para a página inicial

Entenda: MP Eleitoral pede ao TSE que barre candidatura de Márcio Canella no RJ

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 18:50
404 visualizações
Entenda: MP Eleitoral pede ao TSE que barre candidatura de Márcio Canella no RJ
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Publicado em 24 de outubro de 2026 às 15h03 .

O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impeça a candidatura de Márcio Canella, eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro em 2026. O parecer, enviado na sexta-feira, 23, aponta indícios de envolvimento do político com milícias, o Comando Vermelho e um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Preso em 15 de outubro durante uma operação da Polícia Federal, Canella teve sua candidatura autorizada pelo TRE-RJ, mas a decisão será reavaliada pelo TSE. As suspeitas ainda estão sob análise judicial.

O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impeça a candidatura de Márcio Canella , eleito deputado estadual no primeiro turno das eleições de 2026 no Rio de Janeiro. Em parecer enviado na sexta-feira, 23, o órgão aponta indícios de envolvimento do político com organizações criminosas , incluindo milícias e o Comando Vermelho.

Canella foi preso em 15 de outubro, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no estado.

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, pediu ao TSE que reverta a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que havia autorizado a candidatura. Segundo o parecer, a Justiça Eleitoral estadual não teve acesso às provas do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), cujo sigilo foi retirado neste mês.

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, as investigações apontam que Canella teria atuado como articulador político do esquema de lavagem de dinheiro. O parecer também menciona indícios de que ele teria influenciado a indicação de integrantes da cúpula da segurança pública para favorecer o grupo investigado e recebido dinheiro em espécie proveniente do esquema.

Em julho, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal apreendeu R$ 919 mil em dinheiro em endereços do político, além de dólares. Um fuzil de uso restrito também foi encontrado dentro de seu veículo.

O Ministério Público aponta ainda possíveis vínculos com milicianos. Segundo o parecer, Canella empregou no gabinete que mantinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), até 2023, a esposa de um dos líderes do grupo conhecido como Bonde do Jura.

Em 2025, após assumir a Prefeitura de Belford Roxo, ele teria nomeado para duas secretarias pessoas apontadas como lideranças de milícias da região. Uma delas já havia sido condenada por integrar milícia, a outra respondia a processo por extorsão e porte ilegal de arma e também foi condenada posteriormente. Segundo o MP Eleitoral, ambos participaram da campanha de Canella em 2026.

Outra suspeita envolve a Operação Barricada Zero, realizada durante a gestão de Canella em Belford Roxo para retirar barricadas instaladas pelo tráfico de drogas.

De acordo com o parecer, a ação teria envolvido acordos informais com o Comando Vermelho. As negociações permitiriam a liberação temporária de acessos a comunidades para a realização de obras e gravações de vídeos, seguida da devolução do controle territorial à facção.

No parecer, Espinosa afirma que a Justiça Eleitoral pode barrar candidaturas de pessoas ligadas a organizações criminosas armadas sem exigir, necessariamente, uma condenação criminal definitiva . O argumento se baseia no artigo 17 da Constituição Federal, que proíbe a influência de organizações paramilitares nos partidos políticos.

O pedido será analisado pelo TSE, que deverá decidir se mantém ou reforma a decisão do TRE-RJ. As suspeitas descritas no parecer são argumentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e deverão ser avaliadas pela Justiça.

O Ministério Público Eleitoral aponta indícios de envolvimento de Márcio Canella com organizações criminosas, incluindo milícias e o Comando Vermelho. O órgão sustenta que as provas reunidas em investigação da Polícia Federal justificam a revisão da decisão que autorizou sua candidatura a deputado estadual pelo Rio de Janeiro.

Sim. Márcio Canella foi preso em 15 de outubro de 2026, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, há indícios de que Canella teria atuado como articulador político de um esquema de lavagem de dinheiro, influenciado indicações na segurança pública e recebido recursos em espécie. O parecer também aponta possíveis ligações com milicianos e supostos acordos com o Comando Vermelho. As suspeitas ainda dependem de avaliação judicial.

Durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, em julho de 2026, a Polícia Federal apreendeu R$ 919 mil em dinheiro, além de dólares, em endereços ligados ao político. Um fuzil de uso restrito também foi encontrado dentro de seu veículo.

O Ministério Público Eleitoral afirma que a Operação Barricada Zero, realizada durante a gestão de Canella na Prefeitura de Belford Roxo, teria envolvido acordos informais com o Comando Vermelho. Segundo o parecer, integrantes da facção permitiriam a retirada temporária de barricadas para obras e gravações, retomando posteriormente o controle dos acessos às comunidades.

O Ministério Público Eleitoral defende que a Justiça Eleitoral pode impedir candidaturas associadas a organizações criminosas armadas mesmo sem condenação criminal definitiva. O TSE ainda deverá analisar o pedido e decidir se mantém ou reforma a decisão do TRE-RJ que autorizou a candidatura de Canella. O parecer, por si só, não determina a perda do mandato.

O Tribunal Superior Eleitoral deverá analisar o parecer apresentado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa. Os ministros decidirão se mantêm a autorização concedida pelo TRE-RJ ou se reformam a decisão. Até essa análise, as suspeitas apresentadas pelo Ministério Público não representam uma condenação definitiva do político.

Previsão indica chuva forte na capital e na região metropolitana, com risco de alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia

Na véspera do 2º turno, caso Ana Clara e voto contra licença-maternidade expõem Flávio num tema caro às eleitoras

Ato reuniu apoiadores na capital mineira; senador também tem agenda prevista no Rio de Janeiro nesta tarde

Meta deverá restringir recomendações automáticas de conteúdos eleitorais dos investigados a não seguidores; descumprimento das medidas pode resultar em multa de até R$ 500 mil por empresa e por infração comprovada

#Polícia
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas