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Entenda: Lula precisa de um 'alinhamento de planetas' para virar, diz analista da AtlasIntel

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 20:35
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Entenda: Lula precisa de um 'alinhamento de planetas' para virar, diz analista da AtlasIntel
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Lula precisa de um 'alinhamento de planetas' para virar, diz analista da AtlasIntel Indecisos, abstenção e desempenho no debate da Globo podem influenciar o resultado; analista também aponta capitais do Nordeste como decisivas na disputa AtlasIntel: Flávio Bolsonaro tem 51,1% e Lula, 48,9% dos votos válidos (Renato Pizzutto/Band)

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 17h15 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa ampliar sua votação entre eleitores da terceira via, conquistar indecisos e mobilizar abstencionistas para tentar reverter a vantagem de cerca de 2 milhões de votos de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. Segundo Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, Lula precisaria obter ao menos 60% dos votos dos candidatos eliminados, mas atualmente reúne cerca de 44% desse eleitorado. A pesquisa mais recente do instituto aponta Flávio com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% de Lula. O debate da Globo e a mobilização no Nordeste são apontados como fatores que podem influenciar a reta final da disputa.

Para virar e se reeleger no segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa de uma combinação de fatores para reverter a vantagem de cerca de 2 milhões de votos conquistada por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno. A avaliação é de Yuri Sanches, analista do instituto AtlasIntel, em entrevista ao programa Eleições em Pauta, publicado na última quinta-feira, 22.

“Podemos estar vendo uma virada? Talvez . As chances são reduzidas; precisa haver um alinhamento de planetas para que isso ocorra no domingo”, afirmou Sanches. Na última segunda-feira, 19, o instituto publicou seu levantamento mais recente. Na pesquisa, Flávio Bolsonaro tem 51,1% e Lula, 48,9% dos votos válidos, um resultado semelhante às outras pesquisas divulgadas na última semana.

Segundo o analista, Lula precisaria conquistar pelo menos 60% dos votos dos eleitores que escolheram candidatos da terceira via no primeiro turno para chegar a uma disputa equilibrada. Esse grupo reúne quase 9 milhões de votos, mas, de acordo com os números apresentados por Sanches, o presidente tem atualmente cerca de 44% dessa fatia, contra 56% de Flávio Bolsonaro.

A dificuldade de Lula está em conquistar eleitores que votaram em candidatos como Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) no primeiro turno. Para Sanches, o apoio declarado por lideranças políticas não significa, necessariamente, que seus eleitores seguirão a mesma orientação.

O analista avalia que as bases de apoio desses candidatos têm características diferentes. Renan Santos e Caiado, por exemplo, construíram grupos de eleitores que podem ser mais influenciados por suas posições. Já Augusto Cury tem uma base mais recente, cuja transferência de votos não necessariamente acompanha as recomendações do candidato.

O analista também faz uma comparação com a eleição de 2022. Naquele ano, Lula recebeu o apoio do PDT e de Simone Tebet, que na época era do MDB, mas não absorveu todos os votos dos candidatos que ficaram fora do segundo turno. Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, ampliou sua votação em cerca de 7 milhões de votos entre os dois turnos, enquanto Lula ganhou aproximadamente 3 milhões.

Para Sanches, o histórico reforça que a transferência de votos depende de fatores que vão além dos apoios políticos. O eleitor pode escolher outro candidato, votar em branco ou nulo ou até deixar de comparecer às urnas.

As pesquisas qualitativas realizadas pela AtlasIntel indicam que os eleitores indecisos tendem a definir a escolha no último momento. O comportamento desse grupo pode ser influenciado tanto pela avaliação dos candidatos quanto pela percepção sobre os efeitos de uma eventual vitória de cada um.

Entre os eleitores mais conservadores que rejeitam tanto o PT quanto o bolsonarismo, um dos fatores que poderia favorecer Lula seria a percepção de que a vitória ampla do PL no Congresso, como ocorreu no primeiro turno, daria poder excessivo ao campo político de Flávio Bolsonaro. Na avaliação de Sanches, parte desse eleitorado pode considerar que um novo mandato de Lula, com maior presença de forças de oposição no Legislativo, criaria mais contrapesos institucionais.

O analista também citou preocupações relacionadas à possibilidade de ruptura institucional, ao personalismo político e às investigações envolvendo Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a percepção de honestidade foi importante para a construção da imagem política de Jair Bolsonaro, mas o senador enfrenta questionamentos nesse campo que podem influenciar a decisão de parte do eleitorado.

Do outro lado, as propostas apresentadas por Lula também não garantem mais votos. Sanches citou medidas como o fim da escala 6x1 e o transporte público gratuito aos fins de semana, que, segundo ele, têm avaliações positivas para cerca de 45% da população.

O desafio é conquistar um eleitor crítico, com preocupações econômicas e conservadoras, que pode interpretar essas iniciativas como medidas eleitoreiras ou questionar seus efeitos fiscais. Além disso, parte das propostas ainda não foi implementada, o que limita a possibilidade de gerar uma adesão imediata.

Ao analisar os números da terceira via, Sanches afirmou que Lula ainda não alcançou a proporção de votos necessária para reverter a desvantagem.

O analista também apresentou cenários de probabilidade para a eleição. Segundo ele, o quadro considerado naquele momento apontava uma chance de 50% de vitória de Flávio Bolsonaro por uma margem curta. Havia ainda uma possibilidade estimada entre 25% e 30% de vitória do senador por uma margem maior.

Sanches ponderou que uma eventual virada de Lula dependeria, entre outros fatores, de a mobilização da campanha conseguir ultrapassar a base de eleitores já inclinados a votar no presidente, furar esta bolha, e convencer indecisos ou pessoas que poderiam se abster.

O último debate presidencial, marcado para esta sexta-feira, na TV Globo, também foi apontado como um fator relevante para a reta final. Para Sanches, o desempenho dos candidatos pode influenciar eleitores que ainda não definiram o voto, especialmente aqueles insatisfeitos com a polarização.

O analista lembrou que Augusto Cury cresceu durante a campanha após participar de um debate presidencial do qual Lula e Flávio não fizeram parte. Na avaliação dele, um desempenho percebido como arrogante ou evasivo por parte de Flávio pode afastar eleitores indecisos, enquanto uma atuação convincente de Lula pode ajudar o presidente a conquistar votos.

Sanches também chamou a atenção para a disputa no Nordeste. Segundo ele, a região teve comparecimento elevado no primeiro turno, o que favoreceu Lula, mas o desempenho do presidente ficou cerca de três pontos percentuais abaixo do registrado em 2022.

O analista destacou Salvador e Fortaleza como capitais importantes para o resultado. Para Sanches, o crescimento da preocupação com a segurança pública, em meio à expansão de facções criminosas, contribui para uma dinâmica de maior polarização nessas cidades.

No Centro-Sul, Lula manteve parte do desempenho anterior em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Já no interior, especialmente em municípios menores, o presidente perdeu espaço para Flávio Bolsonaro no primeiro turno.

A abstenção é outro elemento da disputa. O analista observa que a mobilização de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno não significa, necessariamente, que eles votarão em Lula. Esse grupo pode se dividir entre os dois candidatos ou continuar sem votar.

Para o presidente, portanto, a combinação de transferência de votos da terceira via, conquista de indecisos e mobilização de abstencionistas será decisiva para tentar reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro.

Segundo Yuri Sanches, analista da AtlasIntel, Lula precisa conquistar uma parcela maior dos eleitores que votaram em candidatos da terceira via, convencer indecisos e mobilizar pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno. A combinação desses fatores seria necessária para tentar superar a vantagem de cerca de 2 milhões de votos de Flávio Bolsonaro.

O levantamento divulgado na segunda-feira, 19, aponta Flávio Bolsonaro com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% de Lula no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

De acordo com Yuri Sanches, Lula precisaria conquistar pelo menos 60% dos votos dos eleitores que escolheram candidatos da terceira via no primeiro turno para chegar a uma disputa equilibrada. Esse grupo reúne quase 9 milhões de votos. Segundo os números apresentados pelo analista, 44% desse eleitorado atualmente prefere Lula, enquanto 56% apoia Flávio Bolsonaro.

O apoio político não garante a transferência automática de votos. Segundo Sanches, os eleitores de Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Renan Santos e Romeu Zema apresentam comportamentos diferentes e podem seguir ou não as orientações dos candidatos. Parte desse eleitorado também pode optar pelo voto branco, nulo ou pela abstenção.

Na avaliação apresentada por Yuri Sanches, uma virada de Lula exigiria uma combinação de fatores considerados difíceis de ocorrer simultaneamente. O analista estimou uma probabilidade de 50% de vitória de Flávio Bolsonaro por margem curta e de 25% a 30% de vitória do senador por margem maior. Essas estimativas representam cenários de análise, e não resultados eleitorais confirmados.

Segundo Sanches, o último debate presidencial, marcado para sexta-feira, 23, na TV Globo, pode influenciar eleitores indecisos e insatisfeitos com a polarização. O analista avalia que o desempenho dos candidatos pode ajudar a conquistar ou afastar votos, especialmente entre aqueles que ainda não definiram sua escolha.

O Nordeste registrou comparecimento elevado no primeiro turno, o que favoreceu Lula, segundo Sanches. Apesar disso, o desempenho do presidente na região ficou cerca de três pontos percentuais abaixo do registrado em 2022. Salvador e Fortaleza foram destacadas pelo analista como capitais relevantes para a disputa, especialmente diante da preocupação dos eleitores com a segurança pública.

Não necessariamente. Segundo o analista da AtlasIntel, eleitores que deixaram de votar no primeiro turno podem escolher tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro no segundo turno. Por isso, a mobilização de abstencionistas só ajudaria o presidente a reduzir a diferença caso ele conquistasse uma proporção maior dos novos votos.

Lula defende manter a valorização do salário mínimo, que corrige parte das aposentadorias. Flávio nega que vá limitar reajustes.

Diferença entre os candidatos passa de 1,4 para 2,6 pontos percentuais em relação à rodada anterior; levantamento ouviu 15.554 eleitores

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