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Entenda: Lula pede que Mendonça cobre de Flávio a abertura de sigilos

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 23 de outubro de 2026 às 01:13
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Entenda: Lula pede que Mendonça cobre de Flávio a abertura de sigilos
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Petista entregou autorizações, exigiu divulgação pública simultânea e quer que a Justiça valide informações financeiras dos candidatos

--> copiar link --> Luiz Inácio Lula da Silva (PT), à direita, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), à esquerda. As campanhas discutem a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos: Lula entregou autorizações ao TSE e pediu que o ministro André Mendonça determine a obtenção e a divulgação simultânea dos dados oficiais Sérgio Lima/Poder360 Lara Brito de Brasília 22.out.2026 (quinta-feira) - 22h13 Priorize o Poder no Google A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral, nesta 5ª feira (22.out.2026), as procurações de familiares e aliados para abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico. O pedido é que o ministro André Mendonça, relator do caso, exija que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faça o mesmo. Leia a íntegra da petição (PDF – 84 KB).

A equipe petista também solicitou ao TSE que requisite os dados ao Banco Central, a bancos, à Receita Federal e a operadoras de telefonia. A campanha quer a divulgação integral e simultânea das informações no DivulgaCand , sistema de candidaturas do tribunal. Se Mendonça não aceitar o pedido, recorrerá ao plenário da Corte.

Em decisão nesta 5ª feira (22.out), Mendonça disse que a renúncia ao sigilo independe de ordem judicial. Segundo ele, divulgar os dados é “escolha de cada um” .

A defesa de Lula afirma que o acordo entre os candidatos estabelecia outra coisa. Pela petição, os 2 pediram que o tribunal, e não cada campanha, requisitasse os dados às fontes oficiais.

A campanha petista quer que o ministro atue como “árbitro” do acordo e determine a obtenção e a publicação simultânea dos registros. Para a campanha, só a requisição judicial garante dados completos e divulgados ao mesmo tempo. Sem isso, diz o texto, a divulgação seria “escolhida” por cada lado.

A petição informa que Lula apresentou autorizações fiscais, bancárias e telefônicas relativas às seguintes pessoas e entidades:

A campanha informou ainda ter apresentado procurações de familiares indicados anteriormente no processo. Os documentos autorizam a obtenção dos dados pelas vias previstas no acordo, mas não significam que todos os extratos e registros já tenham sido divulgados publicamente.

Depois de protocolado o pedido, a campanha de Lula falou com a imprensa na saída do TSE, em Brasília.

Edinho Silva , presidente do PT, afirmou que o eleitor tem o direito de saber quem são os candidatos. “Nós vimos compras de imóveis, sem justificativas, sem lastro financeiro. Pior, nós vimos relações estranhas, relações com milicianos” , afirmou. Citou ainda “volumes de milhões e milhões movimentados por alguém que é senador” .

Guilherme Boulos (Psol) cobrou que o eleitor saiba quem tem renda compatível com o patrimônio e defendeu que o tribunal valide os dados. “O Poder Judiciário é quem vai arbitrar o que é verdade e o que não é verdade” , afirmou. Segundo ele, “informações oferecidas sem arbitragem, sem validação, se enfraquecem diante da sociedade ”.

Camilo Santana (PT-CE) cobrou transparência de Flávio. “Nós queremos saber o que tem na conta conjunta dele no Banco Santander, lá na Ilha da Madeira” , disse, em referência à conta da Alcazar Holdings. A offshore é controlada pelo advogado Willer Tomaz de Souza, amigo de Flávio e alvo de investigação da PF.

Na 4ª feira (21.out), Flávio apresentou 19 exigências para aceitar a abertura de seus próprios sigilos. A lista inclui informações financeiras de familiares de Lula, empresas ligadas ao presidente, registros de visitas ao Planalto e à Alvorada, dados sobre o Banco Master e despesas da Presidência.

A campanha petista declarou ter aceitado integralmente as 19 condições. A petição apresentada nesta 5ª feira (22.out) formaliza a entrega das autorizações que a equipe afirma ter conseguido reunir e pede que o TSE requisite os registros que ainda estão sob posse de órgãos e instituições.

O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), escalado pela campanha de Flávio para analisar os documentos, disse que a campanha de Lula “não trouxe nada” ao TSE. A campanha de Lula diz que isso não é verdade e que as procurações estão anexadas à petição. A equipe de Flávio afirma que só abrirá os sigilos dele depois de analisar o material de Lula.

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