Atualização: Justiça nega pedido de prisão preventiva de vice-presidente do Corinthians
Em decisão proferida na noite desta quinta-feira, a juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal da Barra Funda, também negou o afastamento de Armando do cargo
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Consulte formatos e valores disponíveisSão Paulo — Conforme acompanhado na região, voz do Setorista: Julio Cesar assume funções de executivo demitido no Corinthians A Justiça negou o pedido do Ministério Público de prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no processo que apura suspeitas de irregularidades envolvendo materiais esportivos fornecidos pela Nike.
O caso chamou atenção recentemente no município de São Paulo e região. Em decisão proferida na noite desta quinta-feira, a juíza Amanda Eiko Sato, da 25ª Vara Criminal da Barra Funda, também negou o afastamento de Armando do cargo estatutário no Corinthians, a proibição de acesso às dependências do clube e a restrição de contato com dirigentes e testemunhas. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp O pedido do Ministério Público foi apresentado na sexta-feira, após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do clube e testemunha considerada importante para a acusação. O promotor Cássio Conserino sustentava que o desligamento de Munhoes, às vésperas de uma audiência de instrução marcada para 10 de novembro, pode configurar uma tentativa de intimidar testemunhas e interferir na produção de provas. Armando Mendonça é vice-presidente do Corinthians Emilio Botta Segundo o promotor, Munhoes foi responsável por apresentar elementos técnicos que contribuíram para a identificação de indícios de apropriação indevida de materiais esportivos. Ele sustenta que a demissão do ex-diretor pode afetar não apenas seu depoimento, mas também o de outros funcionários do clube que deverão ser ouvidos pela Justiça. Porém, a juíza entendeu que não foram apresentadas evidências de que Armando tenha determinado, solicitado ou influenciado o desligamento de Munhoes. A magistrada também afirmou que não havia notícia de contato do dirigente com a testemunha com o objetivo de constrangê-la ou interferir em seu depoimento. Para a Amanda Eiko, a proximidade entre a demissão e a audiência, por si só, não comprova risco à investigação. + Leia mais notícias do Corinthians Vice alega suspeição, Justiça nega Na mesma decisão, a juíza rejeitou um pedido da defesa de Armando para reconsiderar a decisão anterior que havia afastado a alegação de suspeição do promotor responsável pelo caso. Os advogados apontaram como fatos novos uma nota oficial divulgada pelo Corinthians, o pedido de prisão preventiva, a comunicação do representante do Ministério Público com a testemunha e manifestações jornalísticas juntadas ao processo. A magistrada considerou, entretanto, que os elementos apresentados não demonstram interesse pessoal do promotor no resultado da ação, inimizade ou parcialidade. Também ressaltou que a apresentação de um pedido de prisão faz parte das atribuições do Ministério Público e está sujeita ao controle judicial. Entenda o caso Armando Mendonça se tornóu réu em junho deste ano. O dirigente é acusado de apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada continuada, furto qualificado pelo abuso de confiança e coação no curso do processo. Relatório de uma auditoria interna conduzida pelo diretor de tecnologia, a pedido do presidente Osmar Stabile, identificou uma série de irregularidades na gestão dos materiais esportivos fornecidos pela Nike e colocou o vice-presidente no centro de parte das ações classificadas como inconformidades. O vice-presidente negou irregularidades, alegou que o descontrole na retirada dos materiais esportivos ocorria durante a gestão de Augusto Melo, mas que, na nova administração, tinham sido realizadas correções. Ele sustentou ainda que o relatório tem uma série de falhas. Segundo o Ministério Público, Armando se apropriou de 131 itens de material esportivo da Nike, tentou obter 19 camisas especiais com patch da NFL, subtraiu para si oito unidades dessa edição comemorativa e ameaçou duas testemunhas durante a investigação. 🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧 + Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge
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