Entenda: Justiça de SP concede liberdade provisória a Alessandra Moja, liderança da Favela do Moinho acusada de ligação com o PCC
A decisão foi assinada pelo juiz Antonio Carlos Martins, da 1ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, na última segunda
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Consulte formatos e valores disponíveisAlessandra Moja Cunha, liderança da Favela do Moinho, ao deixar a Penitenciária Feminina de Santana, na Zona Norte de São Paulo, nesta quarta-feira (28) — Foto: Reprodução/Instagram
A Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória a Alessandra Moja Cunha, liderança da Favela do Moinho apontada pelo Ministério Público (MP) como integrante de uma organização criminosa ligada ao PCC. A decisão foi assinada pelo juiz Antonio Carlos Martins, da 1ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, na última segunda-feira (27).
Alessandra estava presa preventivamente desde setembro de 2025, quando foi alvo da Operação Sharpe, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e pela Polícia Militar. Na época, investigadores a apontaram como uma das lideranças de um esquema ligado ao PCC na Favela do Moinho, no Centro da capital. Outras nove pessoas foram presas na ação, entre elas o marido de Alessandra, Roberto Gonçalves da Cruz, e a filha dela, Yasmin Moja.
Na decisão, o magistrado afirmou que, embora o processo ainda esteja em andamento e envolva uma investigação complexa, a prisão preventiva poderia ser substituída por medidas cautelares. O juiz destacou que Alessandra é mãe de uma adolescente e de um filho com transtorno do espectro autista que demanda cuidados específicos. Segundo ele, razões humanitárias ligadas à situação dos filhos justificam, neste momento, que ela responda ao processo em liberdade.
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