Voltar para a página inicial

Entenda: Justiça concede liberdade provisória a mulher suspeita de vender passagens aéreas falsas no MA

A mulher ficou 12 dias presa em São Luís.

Por Redatores da Empire Cidades 30 de outubro de 2026 às 18:12
70.972 visualizações
Entenda: Justiça concede liberdade provisória a mulher suspeita de vender passagens aéreas falsas no MA
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Apesar da liberação, Alynne deverá cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. SÃO LUÍS - A Justiça do Maranhão concedeu liberdade provisória a Alynne Pinheiro Ribeiro Trindade, de 41 anos, suspeita de aplicar golpes com a venda de passagens aéreas e pacotes de viagens falsos. A mulher ficou 12 dias presa em São Luís. A decisão foi tomada pelo desembargador Raimundo Neres, que reconsiderou um pedido apresentado pela defesa.

Apesar da liberação, Alynne deverá cumprir medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. Ela responderá às acusações em liberdade.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Maranhão, a suspeita utilizava inteligência artificial para produzir comprovantes falsos de passagens aéreas e cobrava entre R$ 8 mil e R$ 10 mil por pacotes de viagens que não existiam. O prejuízo estimado é de quase R$ 200 mil, e pelo menos 13 vítimas foram identificadas.

Segundo a investigação, Alynne oferecia um benefício que permitiria aos clientes viajar durante um ano, pagando apenas as taxas de embarque. Para isso, os interessados precisavam desembolsar um valor fixo, que poderia chegar a R$ 10 mil.

No entanto, mesmo após receber os pagamentos, as passagens não eram emitidas. Para justificar a impossibilidade de embarque, a investigada alegava problemas de overbooking ou falhas no sistema das companhias aéreas.

Algumas vítimas, incluindo idosos, crianças e mulheres grávidas, chegaram a se deslocar até aeroportos, mas não conseguiram embarcar.

O delegado Victor Machado informou que Alynne já havia trabalhado em uma companhia aérea e utilizava essa experiência para conquistar a confiança dos clientes. Entre as pessoas que teriam sido enganadas estavam conhecidos e frequentadores da mesma igreja que a investigada.

Ainda conforme a Polícia Civil, os pagamentos eram feitos, em alguns casos, em contas bancárias de terceiros. A suspeita teria pedido para utilizar essas contas sob o pretexto de precisar de um favor.

Em manifestação, a defesa de Alynne afirmou que ela sempre esteve à disposição da Justiça e das autoridades responsáveis pela investigação.

Sobre as acusações relacionadas à venda de passagens aéreas e pacotes de viagens, os advogados informaram que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo, com a apresentação das provas pertinentes.

Inicialmente, a investigação identificou 11 vítimas. Durante as apurações, porém, surgiram relatos de outras pessoas que também poderiam ter sido prejudicadas. Informações que embasaram a decisão judicial apontaram que a suspeita poderia ter feito pelo menos 30 vítimas desde 2024.

A Polícia Civil também investiga a possível participação de outra pessoa no esquema.

A orientação é que quem suspeitar ter sido vítima procure a Delegacia de Defraudações para registrar ocorrência e solicitar a apuração dos possíveis prejuízos. A polícia recomenda ainda que consumidores desconfiem de ofertas de passagens e pacotes com condições muito diferentes das praticadas no mercado e confirmem diretamente com as companhias aéreas a existência dos benefícios anunciados.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X,, TikTok e. Curta nossa página no e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.

#São Luís#Belém#Justiça#Turismo
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas