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Entenda: Indecisos dobram na reta final e colocam Flávio em alerta, avalia cientista político

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 09:00
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Entenda: Indecisos dobram na reta final e colocam Flávio em alerta, avalia cientista político
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O aumento do número de eleitores que não declaram espontaneamente um candidato na pesquisa Quaest pode representar um sinal de alerta para Flávio Bolsonaro (PL) na reta final do segundo turno.

A avaliação é do cientista político Murilo Medeiros, professor da Universidade de Brasília (UnB), que vê no movimento um possível efeito da estratégia de Lula (PT) de questionar as propostas do adversário e associá-las a riscos para programas sociais.

Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira (21), o percentual de indecisos na modalidade espontânea passou de 7% para 14%. O resultado contrasta com outro dado do levantamento: cerca de 90% dos entrevistados afirmam que não pretendem mudar de voto.

Debate 2º turno: quando será o próximo embate entre Lula e Flávio Bolsonaro? Em entrevista ao Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney , Medeiros avaliou que a combinação não significa necessariamente uma ampliação do eleitorado disponível para os dois candidatos. Segundo ele, a disputa continua marcada por uma elevada fidelidade das bases, mas parte dos eleitores menos identificados politicamente pode estar reconsiderando sua preferência.

“Esse eleitor que estava mais propenso a votar numa alternativa eleitoral de mudança passa a enxergar agora o futuro com certa desconfiança, com medo de dar um passo além da alternância de poder”, afirmou.

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Para Medeiros, a campanha petista conseguiu explorar uma vulnerabilidade de Flávio, que embora o senador tenha se beneficiado da força política do sobrenome Bolsonaro e do sentimento de oposição ao governo, ainda precisa apresentar suas próprias posições a uma parcela do eleitorado.

Na avaliação do professor, a ofensiva de Lula sobre o futuro de benefícios sociais e outras políticas públicas contribuiu para despertar dúvidas entre pessoas que inicialmente consideravam votar no senador.

“Essa tática de campanha mais agressiva de Lula começa a colher dividendos, e esse número mostra exatamente isso”, disse.

A interpretação de Medeiros é que parte do eleitorado independente passou a enxergar a possibilidade de mudança de governo com maior cautela. Isso não significa, porém, que esses votos tenham migrado para Lula.

A pesquisa Quaest também mostrou uma redução na rejeição dos dois candidatos, mas em intensidades diferentes. A de Lula caiu de 53% para 47%, enquanto a de Flávio passou de 54% para 52%.

Para o cientista político, a diferença reforça a necessidade de o senador reduzir resistências entre eleitores que não se identificam com nenhum dos dois campos políticos.

Medeiros identifica entre os eleitores independentes segmentos como jovens, mulheres de baixa renda e moradores do Sudeste. Segundo ele, são grupos que merecem atenção especial das campanhas nos últimos dias antes da votação.

A concentração de agendas em São Paulo e Minas Gerais faz parte dessa disputa. Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula na região, enquanto o presidente tenta recuperar terreno em colégios eleitorais decisivos.

O professor ressalta, contudo, que a maior indecisão não representa necessariamente uma vantagem para o petista.

“Também não é um cenário de pronto que beneficia Lula, esse número de indecisos, porque ele não conseguiu converter esses votos”, afirmou.

Uma possibilidade, segundo Medeiros, é que parte desses eleitores opte pelo voto branco ou nulo, ou simplesmente deixe de comparecer às urnas.

O comportamento desse grupo pode ter peso especial em uma eleição na qual os levantamentos continuam indicando empate técnico.

Na Quaest divulgada nesta quarta-feira, Flávio aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro.

Para Medeiros, a eleição permanece aberta, mas a margem para conquistar novos votos é cada vez menor. O desafio de Lula é transformar a desconfiança em apoio efetivo. O de Flávio, impedir que a dúvida afaste eleitores que anteriormente estavam inclinados a votar pela mudança de governo.

“Esse comportamento pendular desse eleitor independente vai ser muito decisivo nessa reta final”, afirmou.

Nesta reta final da eleição, o Mapa de Risco terá edições especiais ao vivo, de segunda a sexta-feira, às 18h, no canal do YouTube do InfoMoney .

#Belém#Política#Governo
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