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Entenda: Dólar sobe a R$ 5,03 com incertezas eleitorais e pressão externa sobre moedas emergentes

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 22 de outubro de 2026 às 01:46
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Entenda: Dólar sobe a R$ 5,03 com incertezas eleitorais e pressão externa sobre moedas emergentes
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Após três sessões consecutivas de queda, o dólar voltou a subir nesta quarta-feira (21), avançando 0,18% e fechando cotado a R$ 5,0279. O movimento foi influenciado pela cautela dos investidores diante de uma disputa eleitoral acirrada no Brasil e pelo cenário internacional desfavorável às moedas de países emergentes.

A moeda americana chegou a atingir R$ 5,0433 durante o dia, após acumular recuo de 1,33% nos três pregões anteriores. Apesar da recuperação, o dólar registra queda de 0,90% na semana, de 2,84% em outubro e de 8,40% no acumulado do ano.

As pesquisas eleitorais contribuíram para a cautela do mercado. Levantamento da Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 45% das intenções de voto, ante 46% na pesquisa anterior, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu com 44%. Os números indicam empate técnico entre os candidatos.

Segundo analistas, a expectativa de alternância de poder havia favorecido a queda recente do dólar, mas a proximidade entre os candidatos reduziu o otimismo dos investidores. Outras pesquisas, como a Meio/Ideia, apontaram vantagem de dois pontos percentuais para Flávio Bolsonaro, reforçando a percepção de incerteza sobre o resultado eleitoral.

Além do cenário político, a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também pressionou as moedas emergentes. Juros americanos mais altos tendem a tornar os investimentos em dólar mais atrativos, reduzindo o apelo relativo de mercados como o brasileiro.

Apesar da estabilidade recente da cotação em torno de R$ 5,00, especialistas alertam para a possibilidade de maior volatilidade após o segundo turno. Uma oscilação de aproximadamente 2,5%, para cima ou para baixo, não está descartada, dependendo da reação dos investidores ao resultado das eleições.

No mercado cambial, os dados divulgados pelo Banco Central mostraram entrada líquida de US$ 1,933 bilhão no país entre os dias 13 e 16. Desse total, US$ 1,889 bilhão veio do comércio exterior e US$ 44 milhões do segmento financeiro. Na primeira semana após o primeiro turno, o fluxo financeiro havia registrado entrada líquida de US$ 4,127 bilhões.

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