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Entenda: Confusão, resistência e bate-boca marcam tentativa de reintegração de posse em Manaus

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 23:30
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Entenda: Confusão, resistência e bate-boca marcam tentativa de reintegração de posse em Manaus
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Operação no bairro Santa Etelvina chega à quarta tentativa de negociação sem acordo; durante entrevista coletiva, procurador do município foi confrontado por mulher que questionou decisão judicial sobre a área

Manaus (AM) – Uma tentativa de reintegração de posse de um terreno localizado na avenida 7 de Maio, no bairro Santa Etelvina, zona norte de Manaus, foi marcada por momentos de tensão, resistência de famílias e divergências sobre uma decisão judicial nesta quarta-feira (28). A operação mobilizou equipes de segurança e representantes da Prefeitura de Manaus, mas terminou sem consenso sobre a desocupação da área.

Esta é a quarta vez que autoridades municipais comparecem ao local para negociar a saída das famílias que ocupam o terreno. Desde as primeiras horas da manhã, equipes de diferentes órgãos municipais acompanharam a operação, buscando uma solução pacífica para a liberação do espaço.

De acordo com a Procuradoria-Geral do Município (PGM), a área deverá ser cedida ao Governo Federal para a construção de unidades habitacionais vinculadas a um programa de moradia popular.

Em meio à operação, o procurador do município, Thiago Calandrini, foi confrontado por uma mulher durante uma entrevista coletiva realizada no local.

A mulher chamou o procurador de mentiroso e afirmou possuir uma decisão judicial favorável às pessoas que ocupam o terreno. Segundo ela, o documento garantiria direitos aos moradores em relação à permanência na área.

Calandrini contestou a afirmação e declarou que a decisão judicial seria contrária à ocupação. O procurador também ressaltou que outras tentativas de reintegração de posse já haviam sido realizadas no terreno.

O episódio evidenciou as divergências entre os ocupantes e os representantes do município quanto à situação judicial da área. O conteúdo integral da decisão mencionada pelas partes não foi apresentado nas informações divulgadas.

Apesar da presença das equipes de segurança e dos representantes municipais, não houve entendimento sobre a retirada das famílias.

As autoridades continuaram tentando negociar a liberação pacífica do terreno, enquanto os ocupantes manifestaram resistência à desocupação.

A situação permanece indefinida, sem confirmação sobre quando uma nova tentativa de retirada poderá ocorrer ou quais medidas serão adotadas para solucionar o impasse.

Outro ponto que ainda não foi esclarecido diz respeito ao futuro das famílias que atualmente ocupam o terreno.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis medidas de reassentamento, oferta de moradias alternativas ou inclusão dos ocupantes em cadastros de programas habitacionais.

Embora a Prefeitura de Manaus informe que o terreno será destinado a um projeto habitacional do Governo Federal, ainda não foram apresentados detalhes sobre o cronograma de implantação das moradias.

O caso segue sem definição quanto à desocupação e à situação das famílias que vivem na área.

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