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Panorama: Produção da Petrobras bate recorde no 3º trimestre

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 23:53
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Panorama: Produção da Petrobras bate recorde no 3º trimestre
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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A Petrobras (PETR4) nunca extraiu tanto petróleo e gás quanto no terceiro trimestre de 2026. Segundo o relatório de produção e vendas divulgado nesta quarta-feira (28), a produção própria média chegou a 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), unidade que soma o petróleo e o gás natural convertido em barris.

O volume é 11,7% maior que o de um ano antes e 5,3% superior ao do segundo trimestre, que já tinha sido recorde.

O pré-sal sustentou o avanço, com produção própria de 2,96 milhões de boed. Somando a parte dos sócios nos campos operados pela estatal, a produção total passou pela primeira vez de 5 milhões de boed.

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Siga no Google Discover O que explica o recorde de produção da Petrobras O fator que mais pesou foi a eficiência operacional, a maior em oito anos. As plataformas ficaram menos tempo paradas e a empresa perdeu menos produção com manutenções. "Superamos as nossas metas!", afirmou Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção, no relatório.

Também contribuiu o ramp-up (aumento de produção) das plataformas P-78 e P-79, no campo de Búzios.

No campo de Mero, o FPSO Alexandre de Gusmão, navio-plataforma que produz, armazena e transfere petróleo, atingiu em agosto os 180 mil barris diários previstos no projeto. Depois de receber aval para ampliar a capacidade, chegou a 190 mil barris em setembro. Mero já é o terceiro maior campo produtor do país, atrás apenas de Búzios e Tupi.

Em Búzios, o FPSO Almirante Tamandaré segue como a plataforma que mais produz no Brasil, com média recorde de 263 mil barris por dia em julho.

O pós-sal, camada mais rasa onde estão campos mais antigos, foi na direção contrária. A produção caiu 4,2% em relação ao segundo trimestre, por causa de paradas para manutenção na Bacia de Campos e do declínio natural de campos maduros.

Nas refinarias, a Petrobras produziu 769 mil barris de diesel por dia, recorde para um trimestre. Em julho, o volume chegou a 792 mil barris diários, o maior já registrado em um único mês.

A demanda andou ainda mais rápido. As vendas de diesel no mercado interno cresceram 14,4% sobre o segundo trimestre e chegaram a 849 mil barris por dia, puxadas pelo plantio da safra de verão e pela maior atividade da indústria.

Considerando todos os combustíveis, as vendas no Brasil somaram 1,85 milhão de barris diários, o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021.

Como a procura superou o que saiu das refinarias, a estatal recorreu ao mercado externo. A importação de diesel saltou de 18 mil para 110 mil barris por dia entre o segundo e o terceiro trimestre.

A comparação parte de uma base baixa, já que no segundo trimestre as importações de derivados ficaram no menor nível da história da companhia. Em relação ao mesmo período de 2025, a compra de diesel no exterior caiu 8,8%.

As refinarias também trabalharam um pouco menos. O fator de utilização, que mede quanto da capacidade foi de fato usada, ficou em 99%, ante 101% no trimestre anterior, por causa de paradas programadas na refinaria RPBC, em Cubatão (SP).

Para priorizar o diesel, algumas unidades reduziram a fabricação de querosene de aviação, que caiu 19,3% no trimestre.

Nos postos, a gasolina teve vendas 0,7% menores. A Petrobras atribui o recuo ao aumento da mistura de etanol anidro, que passou de 30% para 32% em 1º de agosto e reduz a quantidade de gasolina em cada litro vendido.

Com mais petróleo saindo do pré-sal, a Petrobras exportou 1,25 milhão de barris por dia entre petróleo e derivados, outro recorde. Em agosto, os embarques de petróleo somaram 37,8 milhões de barris, a maior marca mensal da empresa.

O número poderia ter sido maior. Cargas equivalentes a cerca de 140 mil barris por dia não foram concluídas até o fim de setembro e devem entrar na conta do quarto trimestre.

O mapa dos compradores também mudou. A China voltou a ganhar espaço e recebeu 40% do petróleo exportado, ante 35% no segundo trimestre. A participação dos Estados Unidos subiu de 2% para 12%.

A Índia foi na direção oposta e caiu de 22% para 8%. Segundo a companhia, a divisão acompanha a demanda e os preços oferecidos em cada mercado.

Nos derivados, a estatal fechou a primeira venda de óleo combustível com baixo teor de enxofre para a PetroChina, retomando as vendas desse produto para o país, interrompidas desde fevereiro de 2025.

Mesmo com exportações recordes, o saldo entre o que a Petrobras vende e compra lá fora caiu 14,6% no trimestre, para 918 mil barris por dia, porque as importações mais que dobraram. Na comparação com um ano antes, o saldo ainda cresceu 27%.

A produção maior também aparece no gás. A entrega de gás nacional subiu 10,5%, para 42 milhões de metros cúbicos por dia, e a Petrobras reduziu em 28,6% a importação da Bolívia.

Pela primeira vez, as plataformas de Búzios enviaram ao continente uma média superior a 11 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

A companhia ainda assinou contratos de compra de gás natural liquefeito (GNL) com as americanas Sempra Infrastructure e Cheniere. O objetivo é depender menos do mercado spot, em que o combustível é comprado para entrega imediata e os preços oscilam mais.

As plataformas P-80 e P-82 deixaram o estaleiro em Singapura em 30 de setembro e 18 de outubro, rumo a Búzios, o maior campo do Brasil em reservas e produção. Cada uma pode produzir até 225 mil barris por dia, e as duas devem começar a operar em 2027.

O crescimento também elevou as emissões. As operações de óleo e gás emitiram 37,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente nos nove primeiros meses do ano, 2,5 milhões a mais que em igual período de 2025.

Por barril produzido, porém, a área de exploração e produção ficou menos poluente. A intensidade de emissões caiu de 14,7 kg de CO₂ equivalente por barril em 2025 para 14,1 kg em 2026.

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