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Entenda: Como o asteroide que extinguiu dinossauros ajudou as formigas a conquistar o mundo

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 31 de outubro de 2026 às 14:50
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Entenda: Como o asteroide que extinguiu dinossauros ajudou as formigas a conquistar o mundo
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Como o asteroide que extinguiu dinossauros ajudou as formigas a conquistar o mundo Cientistas encontraram no DNA uma possível conexão entre a extinção de 66 milhões de anos atrás e a capacidade de comunicação desses insetos Asteroides: impacto ocorrido há cerca de 66 milhões de anos provocou mudanças ambientais associadas à posterior diversificação das formigas (Freepik)

Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Curiosidades Saiba mais O asteroide que provocou a extinção dos dinossauros, há cerca de 66 milhões de anos, pode ter contribuído indiretamente para a expansão das formigas pelo planeta. Um novo estudo identificou mudanças genéticas que coincidiram com a diversificação desses insetos após o impacto.

A pesquisa aponta que fragmentos móveis de DNA, conhecidos como elementos transponíveis ou “ genes saltadores ”, podem ter favorecido a evolução das formigas, inclusive de mecanismos envolvidos na comunicação por sinais químicos.

Os resultados foram divulgados pela Universidade de Münster, na Alemanha, e publicados em setembro na revista científica Science Advances.

O impacto ocorrido há aproximadamente 66 milhões de anos provocou uma extinção em massa e transformou os ecossistemas terrestres. Essas mudanças ambientais abriram oportunidades para a expansão e diversificação de diferentes grupos de animais, incluindo as formigas.

Os pesquisadores identificaram que várias linhagens desses insetos passaram por períodos de intensa atividade de elementos transponíveis no início do Paleógeno, após a extinção dos dinossauros não aviários. Esses episódios ocorreram pouco antes da diversificação de importantes grupos de formigas.

Segundo Lukas Schrader, pesquisador da Universidade de Münster e líder do estudo, os elementos transponíveis representam um possível mecanismo genético que conecta as transformações ambientais daquele período à expansão posterior desses insetos.

Os resultados, no entanto, indicam uma associação evolutiva, e ainda não podem demonstrar que o impacto do asteroide tenha provocado diretamente as alterações genéticas.

Os genes saltadores são sequências de DNA capazes de mudar de posição dentro do genoma e, em determinados casos, produzir cópias de si mesmas.

Durante muito tempo, esses elementos foram considerados principalmente parasitas genéticos, porque podem se multiplicar sem oferecer benefícios evidentes ao organismo. Em algumas situações, sua atividade também pode provocar alterações prejudiciais.

Entretanto, pesquisas mais recentes indicam que esses fragmentos móveis podem participar de processos evolutivos ao modificar a organização e o funcionamento do material genético.

No estudo, os cientistas observaram que linhagens de formigas com maior quantidade desses elementos também tendiam a apresentar maior diversidade de espécies.

A pesquisa identificou uma associação entre a atividade dos elementos transponíveis e a expansão de famílias de genes relacionadas à percepção de odores. Esses genes participam da formação de receptores olfativos, estruturas que permitem às formigas detectar substâncias químicas no ambiente.

A comunicação por odores é importante para a organização das colônias. Por meio de sinais químicos, esses insetos conseguem reconhecer integrantes do próprio grupo, orientar deslocamentos e coordenar atividades coletivas.

Os resultados sugerem que os elementos transponíveis podem ter contribuído para a expansão dos sistemas sensoriais envolvidos nesses comportamentos.

Para chegar nessas conclusões, a equipe internacional analisou os genomas de 163 espécies de formigas, pertencentes a 12 das 16 subfamílias existentes atualmente. A comparação permitiu reconstruir mudanças na atividade dos elementos transponíveis ao longo de aproximadamente 100 milhões de anos.

Os pesquisadores identificaram períodos de maior atividade dessas sequências genéticas associados ao surgimento e à diversificação de importantes linhagens. Atualmente, são conhecidas mais de 15 mil espécies de formigas em diferentes regiões do planeta.

Segundo os autores, os resultados indicam que elementos do DNA antes considerados principalmente parasitas genéticos podem ter contribuído para a diversidade evolutiva desses insetos.

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