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Entenda: Caixa não espera Minha Casa Minha Vida para famílias com renda de até R$ 21 mil

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 18 de outubro de 2026 às 15:11
Via Exame
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Caixa não espera Minha Casa Minha Vida para famílias com renda de até R$ 21 mil Vice-presidente de Habitação do banco diz que expansão para esse público é improvável no curto prazo, mas vê FGTS capaz de sustentar orçamento já aprovado Caixa avalia que o FGTS tem condições de sustentar o orçamento do MCMV já aprovado no Plano Plurianual, mantendo o programa em trajetória considerada saudável. (Getty Images/Divulgação)

Publicado em 18 de outubro de 2026 às 12h00 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A Caixa não prevê, no curto prazo, ampliar o Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda mensal de até R$ 21 mil, afirmou a vice-presidente de Habitação, Inês Magalhães, em reunião com analistas do banco BTG Pactual. A executiva avalia que o FGTS pode sustentar o orçamento aprovado e que a maior seletividade no crédito não ameaça a meta de crescimento do programa em 2026.

A Caixa não espera, no curto prazo, uma ampliação do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) que inclua famílias com renda mensal de até R$ 21 mil . A possibilidade vinha sendo discutida no mercado e levaria o programa a alcançar uma parcela maior da classe média, mas não está no cenário considerado pelo banco estatal.

A avaliação foi apresentada por Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa, em reunião com analistas do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) . Segundo ela, novas mudanças nas condições do MCMV ainda podem ocorrer, mas uma expansão dessa magnitude é considerada improvável no curto prazo.

Ao mesmo tempo, a Caixa avalia que o FGTS tem condições de sustentar o orçamento do MCMV já aprovado no Plano Plurianual, mantendo o programa em trajetória considerada saudável. A instituição também não vê risco para a meta de crescimento do MCMV em 2026, mesmo diante de uma política de concessão de crédito mais seletiva.

Na avaliação da Caixa, o MCMV passou por uma evolução importante nos últimos anos, com aumento da construção de novas moradias e mudanças nas condições do programa consideradas positivas para os diferentes participantes do mercado.

Para os próximos anos, a principal variável de atenção é a taxa de desemprego, que influencia tanto a capacidade de pagamento das famílias quanto a saúde financeira do FGTS. Magalhães avalia que o balanço do fundo é suficiente para sustentar o orçamento do programa já aprovado no Plano Plurianual.

A Caixa também não descarta novos ajustes nas regras do MCMV. A diferença é que, segundo a avaliação apresentada ao BTG, a ampliação para famílias com renda de até R$ 21 mil não deve acontecer no curto prazo.

A Caixa vem adotando uma postura mais criteriosa na concessão de crédito imobiliário e acompanhando de perto o comportamento de sua carteira. Até agora, porém, a inadimplência permanece em níveis considerados saudáveis, segundo Magalhães.

O banco também trabalha com as incorporadoras em uma agenda para reduzir o risco de inadimplência antes da conclusão das operações.

Entre as medidas estão o aumento das informações disponíveis sobre os compradores antes da venda, a melhoria da qualidade de crédito dos clientes transferidos para a Caixa e a redução do financiamento sem garantia, especialmente o chamado pró-soluto após a entrega das chaves.

Medidas como uma eventual ampliação do comprometimento máximo de renda ou do loan-to-value (LTV), indicador que relaciona o valor financiado ao preço do imóvel, estão em discussão, mas não devem avançar no curto prazo.

Mesmo com a maior seletividade, a Caixa não considera que a política de crédito coloque em risco a meta de crescimento do MCMV em 2026.

A atuação da Caixa fora do MCMV também continua relevante. Para famílias de renda média e alta, o banco trabalha principalmente com o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que utiliza recursos da poupança para financiar imóveis que não se enquadram no programa habitacional.

Segundo Magalhães, as novas regras do SBPE aprovadas no ano passado ajudaram a Caixa a aumentar a originação de financiamentos para construção ao longo de 2026.

A intenção agora é manter o volume de financiamento à construção próximo ao patamar registrado neste ano. Durante a transição das novas regras, porém, uma parcela maior dos recursos deverá ser direcionada ao financiamento dos compradores, e não das incorporadoras.

A inadimplência da carteira de SBPE também permanece em níveis considerados saudáveis.

A estratégia da Caixa, portanto, é manter separados os dois principais mercados de crédito habitacional: o MCMV segue apoiado pelo FGTS e concentrado nas famílias atendidas pelo programa, enquanto o SBPE continua como principal canal para o financiamento da classe média e de imóveis fora das regras do MCMV.

A ampliação é considerada improvável no curto prazo pela Caixa. Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação do banco, afirmou que novas mudanças ainda podem ocorrer, mas a inclusão dessa faixa de renda não está no cenário atual.

O FGTS tem condições de sustentar o orçamento do programa já aprovado no Plano Plurianual, segundo Inês Magalhães. A principal variável de atenção para os próximos anos é o desemprego, que afeta a capacidade de pagamento das famílias e a saúde financeira do fundo.

Não, segundo a avaliação da Caixa apresentada ao BTG Pactual. O banco estatal não vê risco para a meta de crescimento do Minha Casa, Minha Vida em 2026, apesar da maior seletividade na concessão de crédito.

A Caixa trabalha com as incorporadoras para ampliar as informações sobre compradores, melhorar a qualidade de crédito dos clientes transferidos ao banco e reduzir financiamentos sem garantia, especialmente o pró-soluto após a entrega das chaves. Segundo Inês Magalhães, a inadimplência permanece em níveis considerados saudáveis.

Mudanças no comprometimento máximo de renda e no loan-to-value, relação entre o financiamento e o preço do imóvel, estão em discussão. Segundo a avaliação apresentada pela Caixa, essas medidas não devem avançar no curto prazo.

A Caixa utiliza principalmente o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo para financiar imóveis fora das regras do Minha Casa, Minha Vida. Segundo Inês Magalhães, as novas regras do SBPE ajudaram o banco a ampliar os financiamentos para construção em 2026.

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