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Entenda: Apenas 35 mil votos foram registrados depois das 17h, aponta g1

O horário de votação foi prorrogado por duas horas, e a apuração definitiva só foi iniciada às 19h.Para identificar isso, levantamento do g1 analisou os logs de

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 14:50
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Entenda: Apenas 35 mil votos foram registrados depois das 17h, aponta g1
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Um levantamento feito pelo portal g1, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que apenas 35.521 votos foram registrados após às 17h no segundo turno. O horário de votação foi prorrogado por duas horas, e a apuração definitiva só foi iniciada às 19h.

Para identificar isso, levantamento do g1 analisou os logs de urna, que registram os eventos que cada equipamento grava automaticamente durante a votação. É como um "diário de bordo" da urna, no qual é possível saber o momento em que ela foi ligada, os horários dos votos e quando a votação terminou. Nesses arquivos não é possível saber para quem os votos foram dados.

O ponto mais importante disso é selar o fim da narrativa adotada por Flávio Bolsonaro (PL), após a divulgação do resultado oficial. O candidato derrotado não reconheceu a vitória de Lula e disse que a prorrogação foi assinada por um "ex-sócio" do presidente reeleito. Cristiano Zanin atuou como advogado de Lula durante a Operação Lava Jato.

A grande questão é que a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro foi de 4,4 milhões de votos. Enquanto o presidente reeleito teve 64,2 milhões de votos, a votação do senador foi de 59,8 milhões.

Dessa forma, a prorrogação do prazo de votação foi praticamente irrisório para o resultado final e mesmo que todas as urnas tivessem sido fechadas às 17h, como convencionalmente são, o petista ainda venceria por uma margem muito superior a 4 milhões de votos.

Outro ponto importante é que as duas campanhas pediram a prorrogação do prazo de votação em regiões específicas. A de Lula pediu em 10 estados, incluindo a Paraíba, por denúncias de má gestão do transporte público. A de Flávio pediu em Minas Gerais e no Paraná, por conta das condições climáticas. A decisão de Zanin, no entanto, abrangeu todo o país.

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