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veja 10 músicas de trap que podem ajudar na redação — Enem 2026

Matuê, artista cearense | Foto: Reprodução/Instagram O trap brasileiro pode ser um aliado dos estudantes na preparação para a redação do Exame Nacional do Ensin

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 15:50
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veja 10 músicas de trap que podem ajudar na redação — Enem 2026
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Matuê, Foto: Reprodução/Instagram. Matuê, artista cearense | Foto: Reprodução/Instagram O trap brasileiro pode ser um aliado dos estudantes na preparação para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Com letras que abordam questões sociais, como racismo, desigualdade, violência e representatividade, o gênero musical oferece referências que podem ajudar os candidatos a construir argumentos sobre diferentes problemas da sociedade.

Pensando nisso, o Jornal da Paraíba reuniu 10 músicas de trap que podem ser utilizadas como repertório sociocultural na redação, marcada para o dia 8 de novembro. As canções de artistas como BK’, Djonga, Bixarte, Froid e Major RD apresentam reflexões sobre a realidade brasileira e podem ser relacionadas a temas de interesse social.

No Enem, a Competência 2 avalia a compreensão do tema, a estrutura do texto dissertativo-argumentativo e a aplicação produtiva de conhecimentos de diferentes áreas. Por isso, não basta citar uma música: é necessário contextualizar a mensagem e explicar como ela contribui para a argumentação.

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O trecho questiona a falta de oportunidades educacionais para jovens que vivem em comunidades periféricas e propõe uma reflexão sobre a relação entre educação e violência.

A música pode ser utilizada em temas sobre desigualdade social, acesso à educação, violência urbana e ausência de políticas públicas nas periferias. Na redação, o estudante pode argumentar que o enfrentamento da violência exige não apenas ações de segurança pública, mas também investimentos em educação, cultura, lazer e oportunidades de trabalho.

Para aprofundar a discussão, é possível relacionar a crítica da música a dados sobre evasão escolar ou desigualdade no acesso à educação.

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O trecho destaca a importância da ancestralidade e dos esforços das gerações anteriores para a construção de novas oportunidades. A letra apresenta as conquistas individuais como parte de uma trajetória coletiva.

A canção pode ser usada em redações sobre racismo estrutural, mobilidade social, desigualdade de oportunidades e valorização da população negra.

O candidato pode relacionar a mensagem à história da população negra no Brasil e às barreiras que ainda dificultam o acesso à educação, ao mercado de trabalho e aos espaços de poder. A referência ajuda a discutir como desigualdades históricas continuam influenciando as oportunidades disponíveis para diferentes grupos sociais.

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O verso estabelece uma relação entre a privação de necessidades essenciais e o desejo de conquistar melhores condições de vida. A música também aborda a desigualdade econômica e as expectativas de ascensão social.

O trecho pode ser utilizado em temas sobre pobreza, desigualdade de renda, consumismo e acesso a direitos básicos. Na argumentação, o estudante pode discutir como a falta de moradia adequada, alimentação, educação e outros serviços essenciais limita as possibilidades de desenvolvimento pessoal.

A reflexão pode ser complementada com dados sobre distribuição de renda e acesso a serviços públicos no Brasil.

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O trecho questiona a existência de tratamentos diferentes conforme a condição racial e socioeconômica das pessoas. A música também critica os impactos da política de combate às drogas sobre jovens negros e pobres.

A canção pode ser relacionada a temas sobre racismo estrutural, encarceramento em massa, seletividade penal e segurança pública.

Na redação, o estudante pode discutir como estereótipos raciais e desigualdades sociais podem influenciar a abordagem de determinados grupos pelo sistema de Justiça. Para sustentar o argumento, é importante recorrer a dados sobre o perfil da população carcerária ou a estudos sobre desigualdade racial no sistema penal.

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O trecho explicita um dos problemas sociais abordados na música e pode servir como ponto de partida para uma discussão sobre discriminação e exclusão.

A referência pode ser utilizada em temas sobre racismo, preconceito e desigualdade de oportunidades. O estudante pode argumentar que a existência de leis que garantem a igualdade de direitos não elimina, por si só, as práticas discriminatórias presentes nas relações sociais e nas instituições.

Para aprofundar a análise, é possível relacionar a música ao conceito de racismo estrutural e à necessidade de medidas educativas e políticas públicas de combate à discriminação.

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O trecho reúne referências à desigualdade racial, ao trabalho doméstico e às políticas de ação afirmativa. A letra permite discutir como questões de raça e classe se relacionam na sociedade brasileira.

A música pode ser utilizada em temas sobre desigualdade racial, trabalho doméstico, acesso à educação e políticas de cotas.

Na redação, o candidato pode relacionar a referência à herança da escravidão e à permanência de desigualdades no mercado de trabalho. Também pode discutir o papel das ações afirmativas na tentativa de ampliar o acesso de grupos historicamente excluídos às universidades e a outros espaços sociais.

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O verso sintetiza a percepção de obstáculos enfrentados pela população negra em uma sociedade marcada por desigualdades raciais.

A música pode ser utilizada em temas sobre racismo estrutural, desigualdade profissional, representatividade e mobilidade social.

O estudante pode discutir como a discriminação interfere nas oportunidades de acesso ao emprego, na remuneração e no crescimento profissional. A referência pode ser acompanhada de dados sobre desigualdade salarial ou presença de pessoas negras em cargos de liderança.

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O trecho expressa uma reflexão sobre a trajetória histórica da população negra e as consequências da violência e do racismo. A música aborda a memória coletiva, a resistência e os impactos das desigualdades entre gerações.

A canção pode ser utilizada em temas sobre racismo estrutural, violência racial, memória histórica e valorização da identidade negra.

Na redação, o candidato pode relacionar a mensagem à história da escravidão no Brasil e à permanência de desigualdades raciais. O trecho funciona como ponto de partida para discutir por que o enfrentamento do racismo exige reconhecer suas raízes históricas e combater suas manifestações atuais.

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O verso questiona os estereótipos que associam pessoas negras à criminalidade e destaca o papel do preconceito na construção de julgamentos sociais.

A música pode ser relacionada a temas sobre discriminação racial, estereótipos, violência e desigualdade no mercado de trabalho.

O estudante pode discutir como a cor da pele influencia a maneira como indivíduos são percebidos e tratados socialmente. Também pode abordar a importância de combater práticas discriminatórias em instituições, empresas e espaços públicos.

A argumentação pode ser fortalecida com pesquisas sobre racismo e desigualdade racial no Brasil.

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O trecho reivindica reconhecimento e respeito para moradores das periferias e se conecta à valorização de grupos historicamente marginalizados.

A canção pode ser utilizada em temas sobre desigualdade social, cultura periférica, representatividade e combate à discriminação.

Na redação, o estudante pode discutir a importância de garantir direitos e oportunidades à população periférica, além de combater estereótipos que associam esses territórios exclusivamente à violência. A música também permite refletir sobre o papel da cultura como instrumento de expressão, resistência e visibilidade social.

A escolha de uma música precisa ter relação direta com o tema proposto. Mesmo quando a letra aborda um problema social relevante, a referência só contribui para a redação quando é acompanhada de uma explicação que demonstre sua pertinência.

Se o tema da redação tratar da desigualdade de oportunidades, por exemplo, o candidato pode utilizar um trecho de “Continuação de um Sonho”, de BK’, para introduzir uma reflexão sobre as barreiras enfrentadas por diferentes gerações. Em seguida, deve explicar a relação entre essa mensagem e o problema discutido, recorrendo a conhecimentos que sustentem a análise.

O repertório não precisa aparecer obrigatoriamente na introdução. Ele pode ser utilizado no desenvolvimento, desde que contribua para a construção do raciocínio.

Mais importante do que decorar versos é compreender as questões sociais que eles representam. A música deve funcionar como ponto de partida para uma análise crítica, e não apenas como uma citação inserida para demonstrar conhecimento cultural.

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