Entenda: 3º tri de shoppings deve ter crescimento moderado por juros; veja o que esperar
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Consulte formatos e valores disponíveisAs empresas do segmento de shoppings centers devem apresentar desempenho relativamente favorável no terceiro trimestre. Para o BBA, o o crescimento deve ser mais moderado em vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) e dos aluguéis das mesmas lojas (SSR).
Segundo os analistas, esse desempenho reflete o menor fluxo de visitantes em julho e a inflação mais baixa medida pelo IGP-DI, que deve limitar a expansão da receita total. O fluxo de visitantes também foi negativamente afetado em julho pela realização da Copa do Mundo de 2026, mas se recuperou ao longo do trimestre.
Para o período, os analistas destacam a expansão do lucro líquido da Multiplan ( MULT3 ) e da Allos ( ALOS3 ), além dos ganhos extraordinários com a venda de imóveis que devem impulsionar os lucros da já mencionada Multiplan e do Iguatemi ( IGTI11 ). Considertando esses fatores, o BBA reforçou a Multiplan como a principal escolha do setor.
De acordo com o Goldman Sachs, sob a perspectiva dos múltiplos históricos de Fundos de Operações (FFO, na sigla em inglês), a Multiplan pode ter mais espaço para uma reprecificação positiva, entre os pares.
Estimativas de consenso da FactSet mostram que os múltiplos de FFO dos próximos 12 meses da Multiplan e da Allos aumentaram três vezes desde julho de 2026, alcançando 13 vezes e 12 vezes, respectivamente.
A Multiplan está sendo negociada a um múltiplo 20% abaixo de sua média histórica de 16x, enquanto a Allos está em linha com sua média histórica. As estimativas do banco calculam Multiplan, Iguatemi e Allos sendo negociadas a múltiplos de FFO de 2027 de 12,7x, 12,7x e 11,6x, respectivamente.
Atualmente, o diferencial de retorno do FFO projetado para os próximos dois anos em relação às taxas reais de longo prazo de dez anos está entre 160 e 350 pontos-base, próximo dos menores níveis históricos.
A nova projeção do Goldman Sachs para a Multiplan leva em conta a conclusão da venda de uma participação de 9,33% no ParkShoppingBarigüi no 3º trimestre de 2026 e a captação de R$ 300 milhões em dívida realizada no final de agosto.
Com essa venda, no valor de R$ 250 milhões, as estimativas de receita líquida trimestral aumentam 40% em relação à anterior, passando de R$ 604 milhões para R$ 844 milhões. Para o trimestre, a expectativa de receita líquida aumentou 8%, para R$ 3,247 bilhões, enquanto a estimativa de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) sobe 7%, para R$ 2,410 bilhões, impulsionadas pela transação envolvendo o Barigüi.
A receita de aluguéis deve crescer 6% para a Multiplan.
Para o 3º tri do Iguatemi, o banco reduziu as estimativas trimestrais de outros custos para refletir melhor as tendências recentes. Com esses ajustes, a projeção de Ebitda é de R$ 275 milhões e um FFO de R$ 175 milhões, ambos praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior.
O banco calcula um aumento de 1% na receita de aluguéis do Iguatemi em relação ao trimestre anterior (ante uma projeção anterior de estabilidade), devido à sazonalidade. Para o BBA, o Iguatemi deverá apresentar uma queda de 2% na mesma comparação, em razão das vendas de ativos.
A projeção banco ainda prevê que a receita de aluguéis cresça 4% em relação ao mesmo período do ano anterior para a Allos.
A previsão calcula, para a Allos, que a receita líquida permaneça inalterada em R$ 726 milhões, representando um aumento de 7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 1% em relação ao trimestre anterior.
A estimativa de Ebitda também diminuiu 3%, para R$ 508 milhões, mas ainda representa um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 7% em relação ao trimestre anterior.
Em relação ao FFO, a projeção do Goldman cai 4%, para R$ 314 milhões, o que representa uma queda de 4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 5% em relação ao trimestre anterior.
As ações das empresas de shopping centers subiram de 35% a 40% desde meados de agosto. O desempenho esteve acima dos 20% alcançados pelo Ibovespa, refletindo uma visão mais otimista do cenário macroeconômico no Brasil e o ciclo das taxas de juros, segundo analistas do Itaú BBA.
Para o Goldman Sachs, as empresas do setor de shoppings centers devem ser um dos destaques do trimestre com a forte alta das ações.
De acordo com os analistas, a queda de 200 pontos-base nas raxas de juros nominais e de 100 pb nas taxas reais desde agosta, justifica a decisão. Além disso, as novas estimativas refletem as operações de fusões e aquisições e as tendências do setor. Esse movimento motivou o banco a elevar os preços-alvos, em média, a cerca de 20%.
Para o BBA, a tendência é de bom desempenho dos papeis, caso o ambiente de taxas de juros reais siga em queda. Os analistas destacam, no entanto, que o espaço parece limitado para revisões das estimativas de lucro, tanto positivas quanto negativas das companhias.
Com esse cenário, as ações se tornam boas alternativas de investimento caso o crescimento econômico continue desafiador, mas menos atraentes em um cenário de maior apetite por risco.
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