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Região: Ibovespa afunda 2,68% com temor fiscal após reeleição de Lula; dólar volta a cair

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 21:35
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Região: Ibovespa afunda 2,68% com temor fiscal após reeleição de Lula; dólar volta a cair
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Ibovespa afunda 2,68% com temor fiscal após reeleição de Lula; dólar volta a cair Em Wall Street, os principais índices encerraram o pregão no campo positivo Ibovespa: principal índice da B3 caiu 2,68%, aos 171.006,10 pontos ( bushko/Freepik)

Última atualização em 28 de outubro de 2026 às 17h52.

Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, 28, e voltou à faixa dos 171 mil pontos, com investidores ainda ajustando posições após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à espera de sinalizações sobre os rumos da política econômica e fiscal do próximo mandato. O principal índice da B3 caiu 2,68%, aos 171.006,10 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 170.162,48 pontos e a máxima de 175.711,22 pontos. O volume financeiro somou R$ 41,8 bilhões.

A pressão veio principalmente das blue chips, as ações de grandes empresas como bancos, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4), em um pregão marcado também pelas repercussões da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota nas urnas e pela decisão de juros do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos.

A falta de indicações sobre um eventual ajuste fiscal e a possibilidade de mudanças na tributação de investimentos também mantiveram os investidores cautelosos. Mais cedo, diversos veículos divulgaram que agentes do governo federal estariam novamente estudando a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre títulos isentos como as Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA).

O dólar comercial, que chegou a subir durante o pregão, também encerrou em leve queda de 0,19%, cotado a R$ 5,340. A moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,311 e a máxima de R$ 5,399.

Entre as ações de maior peso no índice, os bancos concentraram parte importante das perdas. Bradesco (BBDC4) caiu 6,68%, BTG Pactual (BPAC11) recuou 6,52%, Santander Brasil (SANB11) perdeu 5,88%, Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 3,42% e Banco do Brasil (BBAS3) recuou 3,39%.

O desempenho do Santander também ocorreu após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. O banco registrou lucro 28% menor na comparação anual, acompanhado de queda na rentabilidade.

A Vale (VALE3) caiu 2,57%, enquanto as ações da Petrobras tiveram perdas mais moderadas, apesar da alta do petróleo no mercado internacional. O papel ordinário Petrobras (PETR3) recuou 1,02% e o preferencial da Petrobras (PETR4) caiu 0,53%. A companhia divulga nesta quarta-feira, após o fechamento do mercado, seu relatório de produção e vendas do terceiro trimestre.

Para Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, a ausência de sinalizações sobre as contas públicas mantém o mercado pessimista e reduz o apetite por ações brasileiras.

"Sem dar sinais nesta direção, é natural que os investidores fiquem pessimistas e reduzam as posições em renda variável brasileira. Inclusive, já vem sendo discutido possibilidades de imposto em títulos isentos, o que definitivamente foge do gosto do mercado. Em um mundo que era esperado menos gastos, a resposta vem em formato de tributação de renda fixa até então isenta", afirmou o especialista.

Xavier também destaca que empresas mais endividadas e alavancadas, como Cosan e Vamos, ficam mais vulneráveis ao cenário de juros elevados. Parte dessas ações havia se valorizado antes do segundo turno eleitoral diante da expectativa de melhora nas condições econômicas e de redução do endividamento.

Na avaliação do executivo, uma sinalização concreta de ajuste fiscal poderia funcionar como catalisador para a recuperação da bolsa. Enquanto isso não ocorrer, a demora em apresentar medidas nessa direção tende a manter a pressão sobre os ativos brasileiros.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juros no intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. A decisão foi tomada na penúltima reunião do ano e representa uma pausa no ciclo de aperto monetário.

O comunicado destacou a resiliência da atividade econômica americana, sustentada por investimentos robustos, e a persistência de incertezas geopolíticas. O Fed também passou a descrever o ritmo de crescimento como “forte”, em vez de “sólido”, reforçando a avaliação de que a economia segue resistente.

Para Yihao Lin, economista da Genial Investimentos, a principal surpresa esteve na votação: Lisa Cook e Beth Hammack defenderam a continuidade das altas de juros, enquanto Neel Kashkari e Lorie Logan acompanharam a decisão de manutenção.

Na avaliação de Lin, a comunicação reforça a preocupação do Comitê com a inflação e mantém a possibilidade de novas altas no horizonte. “A comunicação como hawkish”, avalia o economista sobre uma indicação mais propensa à alta de juros, que mantém a projeção de elevação de 0,25 ponto percentual da taxa em dezembro.

Em Wall Street, os principais índices encerraram o pregão no campo positivo, com investidores avaliando a decisão do Fed e acompanhando os resultados corporativos.

A temporada de balanços segue no radar, com resultados de Microsoft, Alphabet e Amazon entre os destaques corporativos acompanhados pelos investidores.

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira, diante de preocupações com a oferta no Oriente Médio. A alta ocorreu após informações publicadas pelo Wall Street Journal, com base em fontes do governo americano, de que os Estados Unidos orientaram países do Golfo a se prepararem para uma possível campanha militar contra o Irã, descrita como breve, mas intensa, após as eleições de meio de mandato americanas, no início de novembro.

O presidente Donald Trump afirmou, em um comício no Texas, que uma eventual guerra com o Irã poderia terminar caso as exigências americanas fossem aceitas, e voltou a defender que Teerã seja impedida de desenvolver armas nucleares.

Presidente do Fed evitou responder aos ataques de Trump contra integrantes do Banco Central dos EUA e sobre a próxima reunião, em dezembro

#Economia#Agronegócio
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