Entenda: 3 em cada 10 brasileiros vão bancar a Black Friday 2026 no crédito, diz Serasa
Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

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Consulte formatos e valores disponíveis3 em cada 10 brasileiros vão bancar a Black Friday 2026 no crédito, diz Serasa Até entre os mais ricos, 40% preferem dividir as compras no cartão parcelado Black Friday: mesmo os ricos gostam de parcelar (magnific/Shutterstock)
Priorizar nos meus resultados Google O crédito será uma das principais fontes de recursos dos brasileiros na Black Friday de 2026. Segundo levantamento da Serasa Experian, 29% dos consumidores dizem que vão usar crédito para pagar as compras. Além disso, 36% afirmam já ter recorrido a empréstimos, financiamentos, parcelamento no boleto e cheque especial em edições anteriores da data.
O planejamento financeiro é uma preocupação para boa parte dos consumidores, mas o crédito também faz parte da estratégia para aproveitar as promoções. De acordo com a pesquisa, 81% dos entrevistados estabelecem um orçamento para a Black Friday, e 55% preferem deixar uma oferta passar a assumir uma dívida para aproveitá-la.
O salário ou a renda do mês será a principal fonte de recursos para as compras, citada por 35% dos entrevistados. O crédito aparece na sequência, com 29%, seguido pelo 13º salário, mencionado por 25%.
A renda extra será usada por 20% dos consumidores. Outros 18% afirmam ter dinheiro guardado especificamente para a ocasião, e 11% pretendem recorrer à reserva financeira.
Entre as modalidades de crédito, 22% dos entrevistados pretendem pedir aumento do limite do cartão, e 21% vão usar o cartão de crédito. O empréstimo pessoal aparece entre as alternativas para 14% dos consumidores. Já 13% pretendem parcelar no boleto, e 10% citam o crediário das lojas.
O parcelamento não é uma estratégia restrita a quem tem menos dinheiro. Entre os consumidores de maior poder aquisitivo, 40% preferem o cartão de crédito parcelado, ante 27,6% nas faixas de renda mais baixas.
"O Pix permite concluir uma compra com recursos disponíveis e, às vezes, está associado a um bom desconto à vista. Já o parcelamento oferece a possibilidade de distribuir o pagamento ao longo do tempo", diz Giovana Giroto, CMO e VP de Marketing Solutions da Serasa Experian.
Entre os consumidores mais propensos a comprar na data, a preferência pelo parcelamento é de 62,8% entre quem ganha até um salário mínimo, 67,7% entre quem recebe de um a três salários mínimos e 63,5% entre os que ganham mais de dez salários mínimos.
"O parcelamento não está necessariamente atrelado à falta de dinheiro. Ele também pode ser uma estratégia para organizar o fluxo de caixa e preservar a liquidez", afirma Aline Vieira, coordenadora de comunicação do Serasa.
Na prática, dividir uma compra permite distribuir os gastos ao longo dos meses e manter parte do dinheiro disponível para outras despesas ou investimentos. Isso não significa, porém, que a modalidade esteja livre de riscos. Antes de assumir parcelas, é importante avaliar se elas cabem no orçamento dos próximos meses.
Para a diretora do Serasa, o crédito pode ajudar no pagamento das contas e na compra de produtos que o consumidor deseja, e seu uso, por si só, não leva necessariamente ao endividamento.
"Mas sempre recomendamos cuidado na contratação de crédito. Ao realizar uma compra parcelada, [o consumidor] precisa considerar se aquele gasto foi planejado e se conseguirá arcar com os pagamentos nos próximos meses, para que a compra não contribua para seu endividamento."
Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados dizem que não comprariam um produto em oferta se estivessem endividados.
Apesar da intenção de planejar os gastos, nem todos conseguem seguir o orçamento. A pesquisa mostra que 43% costumam aproveitar ofertas de produtos que não estavam nos planos, 33% têm dificuldade para cumprir o orçamento à risca e 14% afirmam gastar mais do que o previsto.
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