Endividamento das famílias tem queda em outubro, e inadimplência atinge menor nível do ano
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Consulte formatos e valores disponíveisEndividamento das famílias cai em outubro, e inadimplência atinge menor nível do ano Pesquisa da CNC mostra que 81,6% dos brasileiros têm dívidas a vencer; percentual de consumidores com contas em atraso recua pelo segundo mês consecutivo, para 29,3% Peic: endividamento diminuiu de forma mais expressiva entre os consumidores de maior renda (Ilustração gerada pelo ChatGPT/Reprodução)
Última atualização em 6 de novembro de 2026 às 12h15.
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Em outubro de 2026, o endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras recuaram pelo segundo mês consecutivo, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A parcela de endividados caiu para 81,6%, e a de inadimplentes, para 29,3%, menor nível do ano. O tempo médio de atraso diminuiu para 65,1 dias.
O orçamento das famílias brasileiras começa a dar sinais de alívio. Em outubro, o endividamento e a inadimplência dos consumidores recuaram pelo segundo mês consecutivo, enquanto o comprometimento da renda com dívidas e o tempo médio de atraso nos pagamentos também diminuíram.
Os dados são da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O percentual de famílias que possuem dívidas a vencer, como cartão de crédito, cheque especial, carnês de lojas, empréstimos pessoais e financiamentos, caiu para 81,6%. Foi o segundo recuo do indicador em 2026, que retornou ao patamar registrado em junho.
A melhora também aparece na percepção dos consumidores sobre a própria situação financeira. A parcela de famílias que se consideram muito endividadas recuou para 16,8%, o menor nível desde abril, quando havia atingido 16,4%. Em contrapartida, o grupo que se declara pouco endividado avançou para 35,8%.
Os resultados sugerem uma mudança gradual na relação dos brasileiros com o crédito, ainda que o volume de famílias com compromissos financeiros permaneça elevado.
O movimento de melhora também alcançou as contas em atraso. Em outubro, o percentual de famílias inadimplentes caiu para 29,3%, o menor nível desde o início do ano. A parcela de consumidores que afirmam não ter condições de quitar as dívidas vencidas também começou a recuar, após dois meses de alta e estabilidade.
Outro sinal de alívio está no tempo médio de atraso dos pagamentos, que diminuiu para 65,1 dias. A redução ocorreu principalmente entre as dívidas com mais de 90 dias de atraso, que representaram 48,8% do total.
O comprometimento da renda também apresentou uma evolução favorável. Em outubro, 19,3% das famílias afirmaram destinar mais da metade dos rendimentos ao pagamento de dívidas. Ao mesmo tempo, houve avanço na faixa de consumidores que comprometem entre 11% e 50% da renda com obrigações financeiras.
Na avaliação da CNC, a redução da parcela da renda comprometida pode dar mais espaço para as famílias reorganizarem o orçamento e manterem a trajetória de queda da inadimplência.
Apesar dos sinais positivos, o prazo de comprometimento financeiro continua sendo um ponto de atenção. Em outubro, 33,4% das famílias afirmaram estar comprometidas com dívidas por mais de um ano, percentual que apresentou ligeira redução em relação ao mês anterior.
A duração dos compromissos financeiros tem efeitos distintos sobre o orçamento. Dívidas com prazos mais curtos exigem parcelas mensais maiores, o que pode pressionar a capacidade de pagamento dos consumidores. Por outro lado, a amortização mais rápida reduz o período em que os recursos permanecem comprometidos.
A CNC avalia que os resultados de outubro indicam maior controle das famílias sobre as contas, com menor comprometimento da renda e redução do tempo de atraso nos pagamentos.
A entidade projeta que a inadimplência continue recuando no próximo bimestre, enquanto o endividamento deve permanecer relativamente estável. A expectativa é que esse movimento contribua para que os consumidores encontrem um equilíbrio maior entre o uso do crédito e a capacidade de pagamento.
A análise por faixa de renda mostra que o recuo do endividamento não ocorreu de maneira uniforme. Em outubro, as famílias com renda superior a dez salários mínimos registraram a maior redução mensal, de 0,4 ponto percentual. Entre os consumidores que recebem menos de três salários mínimos, a queda foi de 0,1 ponto percentual.
A diferença reflete, em parte, a maior disponibilidade de recursos das famílias de renda elevada, que tendem a depender menos do crédito para manter o consumo.
No caso da inadimplência, porém, o cenário foi diferente. As famílias com renda de até três salários mínimos foram o único grupo a registrar aumento dos atrasos, de 0,1 ponto percentual.
Já os consumidores com renda entre três e cinco salários mínimos apresentaram a maior redução da inadimplência, de 0,7 ponto percentual. Esse grupo também registrou o maior recuo, de 0,5 ponto percentual, na parcela de famílias que declararam não ter condições de quitar as dívidas em atraso.
O resultado evidencia que, embora o endividamento tenha diminuído de forma mais expressiva entre os consumidores de maior renda, a melhora na capacidade de pagamento foi mais significativa entre as famílias que recebem de três a cinco salários mínimos.
O percentual de famílias com dívidas a vencer caiu para 81,6% em outubro, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Foi o segundo recuo do indicador em 2026, que retornou ao nível registrado em junho.
A taxa de inadimplência caiu para 29,3% em outubro, o menor nível desde o início de 2026, de acordo com a Peic. O recuo ocorreu pelo segundo mês consecutivo.
O tempo médio de atraso diminuiu para 65,1 dias em outubro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As dívidas vencidas havia mais de 90 dias representavam 48,8% do total.
Em outubro, 19,3% das famílias destinavam mais da metade da renda ao pagamento de dívidas, segundo a Peic. A CNC avalia que a redução da renda comprometida pode abrir espaço para a reorganização do orçamento familiar.
As famílias com renda acima de dez salários mínimos tiveram a maior queda mensal do endividamento, de 0,4 ponto percentual. Já o grupo com renda entre três e cinco salários mínimos apresentou a maior redução da inadimplência, de 0,7 ponto percentual, segundo a análise da CNC.
A CNC projeta nova queda da inadimplência no próximo bimestre e relativa estabilidade do endividamento. A entidade espera maior equilíbrio entre o uso do crédito e a capacidade de pagamento dos consumidores.
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