URGENTE
Voltar para a página inicial

Por que o tomate está tão caro? Preço sobe 60% no ano e oferta tem queda 33%

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 6 de novembro de 2026 às 12:20
86.286 visualizações
Por que o tomate está tão caro? Preço sobe 60% no ano e oferta tem queda 33%
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
Compartilhar:WhatsAppX / TwitterFacebook
Espaço Publicitário · topo

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Por que o tomate está tão caro? Preço sobe 60% no ano e oferta cai 33% Temperaturas mais baixas atrasaram a maturação dos frutos, e a Ceagesp aponta recuperação gradual com a chegada de novas colheitas Tomate: Em outubro, o preço do tomate subiu 24,54%no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador da inflação oficial do Brasil. (Freepik)

Última atualização em 6 de novembro de 2026 às 12h07.

Priorizar nos meus resultados Google Contexto 23s O preço do tomate aumentou drasticamente, subindo 60% em relação ao ano anterior, com uma redução de 33% na oferta do produto. Principais causas incluem problemas climáticos e diminuição da área plantada, resultando em preços elevados tanto para o consumidor quanto para os produtores.

O preço de R$ 19,90 pelo quilo do tomate chamou a atenção de Maria das Neves, moradora da Chácara Santo Antônio, na zona sul de São Paulo. Na feira livre realizada todas as sextas-feiras no bairro, ela encontrou o fruto R$ 5 mais caro do que na semana anterior, quando havia pago R$ 14,90.

O susto da consumidora reflete uma alta que vai além das bancas da feira. Em outubro, o preço do tomate subiu 24,54% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador da inflação oficial do Brasil.

Em setembro, o fruto já havia registrado aumento de 37,76%. No acumulado de janeiro a outubro, a valorização chegou a 58,70%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pressão sobre os preços está relacionada, principalmente, à redução da oferta nas regiões produtoras. Embora o abastecimento tenha apresentado alguma recuperação em outubro, o volume disponível ainda permaneceu abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

“Em outubro de 2026, a oferta em relação a setembro de 2026 se recuperou, mas ainda continua inferior à de outubro de 2025, com uma redução na ordem de 33%. Sequer o aporte do tomate rasteiro, usado principalmente pela indústria, foi suficiente para suprir a demanda”, informou a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) à EXAME.

Mesmo com a recuperação parcial do abastecimento em outubro, a oferta de tomate permaneceu cerca de 33% abaixo da registrada um ano antes.

A sequência de altas reforça o comportamento atípico dos preços do tomate neste ano, que contrariou o padrão histórico de comercialização.

Tradicionalmente, os preços do fruto tendem a recuar no segundo semestre, com a entrada da safra de inverno e a melhora das condições de oferta. Em 2026, porém, a combinação de fatores climáticos e redução da área plantada contribuiu para manter a pressão sobre as cotações.

A explicação começa no campo. A menor oferta de tomate ao longo de setembro elevou os preços recebidos pelos produtores e reduziu o volume disponível para comercialização, pressionando os valores cobrados nos diferentes elos da cadeia.

No Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), os preços variaram segundo a variedade comercializada. Em outubro de 2026, o tomate Carmem registrou preço médio de R$ 7,59 por quilo, alta de 30% em relação a setembro e de 134,3% na comparação com outubro de 2025.

O tomate Pizzadoro chegou a R$ 7,19 por quilo, avanço mensal de 24,4%, enquanto o Débora atingiu R$ 6,02 por quilo, aumento de 6,5%.

Os dados mostram que, embora as três variedades tenham registrado valorização, a intensidade dos aumentos foi diferente. O Carmem apresentou a maior alta mensal entre os produtos citados e mais que dobrou de preço em relação a outubro do ano passado.

Na semana encerrada em 30 de outubro, o tomate longa vida registrou preço médio de R$ 242,66 por caixa no atacado de São Paulo, alta de 34,8%. Em Belo Horizonte, a cotação chegou a R$ 224 por caixa, avanço de 40,7%.

No Rio de Janeiro, o produto foi comercializado, em média, a R$ 254,66 por caixa, aumento de 39,1%, enquanto Campinas registrou R$ 247,66 por caixa, valorização de 41,7%, segundo dados da Hortifrúti/Cepea.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa disponibilidade de tomates nas regiões produtoras está associada às temperaturas mais baixas, que desaceleram a maturação dos frutos e impulsionam as cotações nos mercados atacadistas acompanhados.

A preocupação do mercado agora se volta para os próximos meses em razão do El Niño. O fenômeno deve alterar os padrões de chuva e temperatura nessas regiões, com consequências para o desenvolvimento das lavouras, a produtividade e o ritmo de colheita.

No caso do tomate, cuja comercialização depende de um abastecimento regular e da qualidade dos frutos, as oscilações na oferta tendem a se refletir rapidamente nos preços.

O principal risco para os próximos meses é que a pressão sobre os alimentos não fique restrita ao tomate, mas alcance outros produtos agrícolas sensíveis às condições climáticas.

Apesar das incertezas, a Ceagesp aponta que o ciclo de produção relativamente curto do tomate pode favorecer uma recuperação do abastecimento à medida que novas colheitas chegam ao mercado.

“Por se tratar de hortaliça de ciclo curto, a tendência natural do mercado é de estabilização de preços e volumes, à medida em que as novas colheitas entrem no fluxo de comercialização. Em resumo, sazonalidade e clima são os fatores preponderantes”, afirma a Ceagesp.

Para Sérgio Quiroga, da Eurocâmaras, o desafio do Brasil é transformar a abertura comercial em negócios de maior valor e ir além das commodities

Vitória democrata no Congresso pode limitar agenda doméstica do presidente e coloca exportações brasileiras de soja sob atenção, diz Rabobank

O 4º Congresso Cerealista Brasileiro receberá empresários, parlamentares e especialistas de 11 a 13 de novembro para debater crédito, logística e o futuro do setor

#Economia
Espaço Publicitário · meio texto

Anuncie sua marca e alcance milhares de leitores na região

Consulte formatos e valores disponíveis

Matérias Relacionadas

No Ar · Ao Vivo

TV Empire — Programação ao Vivo

Acompanhe nossa programação exclusiva em tempo real: jornalismo regional, coberturas especiais, política, economia e entrevistas com grandes personalidades.

Dica de reprodução: Se o vídeo não iniciar automaticamente, dê 1 clique sobre a tela do player para liberar a transmissão e o áudio.
Transmissão oficial Empire Magazine & Empire Cidades
Dica: clique no botão de tela cheia no canto inferior direito do player para expandir
EMPIREFLIXApresentadores & Programas

Catálogo de Estrelas da EmpireFlix

Clique na capa para assistir aos episódios e conteúdos exclusivos de cada apresentador