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Consulte formatos e valores disponíveisTudo o que você precisa saber sobre as eleições de Israel País vai às urnas nesta terça-feira, 27, em votação que pode colocar fim a governo de Benjamin Netanyahu (Jalaa MAREY / AFP)
Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + Os israelenses vão às urnas nesta terça-feira, 27, em uma eleição geral marcada pela disputa entre Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot e pelas críticas às falhas de segurança antes dos ataques de 7 de outubro de 2023. As eleições em Israel devem exigir negociações entre partidos, e o resultado oficial está previsto para 4 de novembro.
Os israelenses vão às urnas, nesta terça-feira, 27, em uma eleição geral que vai decidir quem será o novo primeiro-ministro do país, em meio a críticas ao atual chefe de governo, Benjamin Netanyahu, sobre falhas de segurança que levaram aos ataques de 7 de outubro de 2023. Quase 1.200 pessoas morreram na ação do Hamas.
A eleição será a primeira desde os atentados do grupo palestino e da guerra na Faixa de Gaza. Netanyahu tenta se manter no poder e pesquisas de intenção de voto mostram uma disputa apertada com o concorrente dele, Gadi Eisenkot.
Israel adota um sistema parlamentarista de governo. O parlamento local, chamado de Knesset, tem 120 assentos. Para governar, um partido precisa garantir 61 vagas (metade + 1). Por causa do sistema proporcional de votação, é improvável que uma única legenda detenha a maioria e, por isso, é necessária a coalizão entre políticos de diferentes alas para governar.
As últimas pesquisas de intenção de voto mostram que nenhum dos dois favoritos, Eisenkot ou Netanyahu, deve conseguir atingir uma maioria, o que pode levar a mais tempo de negociações.
Com esse cenário, a definição de um novo governo pode acontecer dias ou até semanas após a votação, já que tudo depende da articulação entre partidos. Se mesmo assim não houver consenso, é possível a formação de um governo minoritário.
Se nem isso acontecer, novas eleições podem ser convocadas, enquanto Netanyahu permanece no poder como chefe de governo interino.
Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot são considerados os favoritos na disputa. Eisenkot integrou o gabinete de segurança do premiê, mas renunciou em 2024, por causa de divergências sobre o andamento do conflito em Gaza.
Ele fundou o próprio partido, Yashar,, de centro, no ano passado, e é considerado um novato na política. Além disso, Eisenkot, que perdeu um filho na guerra, tem construído a campanha com críticas a Netanyahu pelas supostas falhas de segurança que levaram aos ataques de 7 de outubro.
Atualmente, a coalizão que governa Israel é liderada pelo Likud, partido da direita nacionalista de Netanyahu. Para continuar no poder, é provável que o premiê ainda precise do apoio de outras legendas, também da mesma ala política.
As críticas a supostas falhas de segurança por parte do governo Netanyahu desgastaram a imagem do primeiro-ministro, que já responde a inquéritos na justiça israelense sobre suborno, fraude e quebra de confiança. Os casos envolvem o recebimento de presentes caros em troca de favores e negociações ilícitas por uma cobertura favorável na mídia.
Há ainda outros concorrentes, como Naftali Bennett e Avigdor Lieberman, que são de direita e considerados linha dura em questões de segurança. Mais à esquerda, está Yair Golan, um forte crítico de Netanyahu.
A segurança é considerada a principal pauta para os israelenses hoje e o "fantasma" do ataque de 7 de outubro ainda assombra o atual primeiro-ministro. Nos últimos meses, tem crescido o debate sobre se Netanyahu foi avisado ou não sobre a iminência do atentado.
Reportagens recentes do The New York Times e do jornal israelense Haaretz mostraram que, cerca dez dias antes da ação do Hamas, o premiê teria recebido uma ligação do presidente dos Emirados Árabes alertando sobre o perigo iminente. Segundo os relatos, Netanyahu não teria dado importância. O gabinete dele nega veementemente qualquer alerta.
Outro debate que pauta a eleição israelense é sobre a exigência do serviço militar obrigatório. Em 2024, a Suprema Corte do país derrubou uma isenção histórica que dispensava os judeus ultraortodoxos de se alistarem nas Forças de Defesa de Israel (IDF), o que provocou insatisfação de alguns segmentos mais tradicionais do judaísmo.
Como em várias partes do mundo, a população de Israel também está insatisfeita com os altos custos de vida, especialmente moradia e alimentação.
A votação começa às sete horas da manhã, no horário local, duas da manhã, pelo horário de Brasília. As urnas fecham às dez horas da noite, no horário local, cinco da tarde, pelo horário de Brasília. A expectativa é que resultados de boca de urna sejam publicados pela imprensa logo após o término da votação.
Os resultados oficiais devem sair só no dia 4 de novembro. Mesmo assim, por causa do sistema de coalizões de governo, um novo líder só deve se consolidar no cargo dias ou semanas após a eleição.
No sistema parlamentarista de Israel, há um chefe de governo, o primeiro-ministro, e o chefe de Estado, o presidente, cargo hoje ocupado por Isaac Herzog. Será ele o responsável por convidar o candidato mais bem posicionado a formar um novo governo, o que depende de negociação entre partidos.
Israel adota o parlamentarismo, e os eleitores escolhem os 120 integrantes do Knesset, o parlamento israelense. Como um governo precisa do apoio de ao menos 61 parlamentares, partidos de diferentes alas costumam formar coalizões.
Benjamin Netanyahu e Gadi Eisenkot são os favoritos na disputa. Eisenkot, que integrou o gabinete de segurança de Netanyahu e renunciou em 2024, fundou o partido de centro Yashar e critica o primeiro-ministro pelas supostas falhas de segurança antes dos ataques de 7 de outubro.
Segurança, serviço militar obrigatório e custo de vida estão entre as principais preocupações dos eleitores. O debate também envolve a decisão da Suprema Corte de Israel que, em 2024, derrubou a isenção militar concedida aos judeus ultraortodoxos.
Segundo reportagens do The New York Times e do jornal israelense Haaretz, Netanyahu teria recebido, cerca de dez dias antes dos ataques, uma ligação do presidente dos Emirados Árabes com um alerta sobre o perigo iminente. O gabinete do primeiro-ministro nega veementemente que tenha recebido o aviso.
Resultados de boca de urna devem ser divulgados pela imprensa após o encerramento da votação, às 22h no horário local e às 17h no horário de Brasília. Os resultados oficiais estão previstos para 4 de novembro, mas a formação do governo pode levar dias ou semanas por causa das negociações entre partidos.
Os partidos podem negociar uma coalizão ou tentar estabelecer um governo minoritário. Se não houver acordo, novas eleições poderão ser convocadas, enquanto Benjamin Netanyahu permanecerá como chefe de governo interino.
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