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Em destaque: Republicanos ampliam gastos com anúncios diante de risco de perder maioria no Congresso dos EUA

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Exame 19 de outubro de 2026 às 09:06
Via Exame
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Republicanos ampliam gastos com anúncios diante de risco de perder maioria no Congresso dos EUA Alta dos combustíveis e insatisfação com o custo de vida pressionam candidatos do partido de Trump, que reforçam campanhas até em estados tradicionalmente republicanos O partido republicano, representado pelo elefante, e o democrata, representado pelo burro, se enfrentarão nas urnas em novembro (Karen Bleier/AFP)

Publicado em 19 de outubro de 2026 às 06h00 .

Priorizar nos meus resultados Google RESUMO + A poucas semanas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, os republicanos acrescentaram US$ 434 milhões aos gastos com anúncios para disputas no Congresso, segundo a empresa de análise eleitoral AdImpact. A ofensiva alcança estados antes considerados seguros, como Kansas e Flórida, diante da insatisfação econômica, da impopularidade de Donald Trump e do avanço democrata nas pesquisas.

Nas últimas três semanas, a legenda aumentou em US$ 434 milhões os investimentos em anúncios para disputas pelo Senado e pela Câmara dos Representantes, segundo o Financial Times (FT), incluindo estados antes não considerados competitivos, segundo dados da empresa de análise eleitoral AdImpact.

O impacto é particularmente acentuado em áreas rurais e em comunidades agrícolas. O diesel está sendo comercializado, em média, por cerca de US$ 6,30 por galão, preço mais de 70% superior ao registrado um ano antes. Apesar da pressão sobre o orçamento das famílias e dos custos de produção, Trump classificou como “farsa” a preocupação com a acessibilidade econômica e minimizou as queixas sobre a alta dos preços dos combustíveis.

A postura do presidente tem aumentado a apreensão entre republicanos, que temem perder suas estreitas maiorias no Congresso. Charles Franklin, professor da Faculdade de Direito da Universidade Marquette e diretor de seu programa de pesquisas eleitorais, afirmou ao FT que Trump enfrenta uma situação especialmente desfavorável em relação ao custo de vida, uma das principais preocupações dos eleitores. Segundo ele, o presidente registra índices de aprovação ainda piores nesse tema do que na avaliação geral.

O desgaste também levou alguns candidatos republicanos a se distanciarem de políticas presidenciais. Mike Rogers, ex-integrante da Câmara que disputa uma vaga no Senado por Michigan, e a senadora Susan Collins, do Maine, criticaram as tarifas impostas por Trump sobre produtos canadenses, que afetam as economias locais em ambos os estados fronteiriços.

A dificuldade em defender a agenda econômica do governo tornou vulneráveis até mesmo os redutos tradicionais do Partido Republicano. No Kansas, onde os democratas não vencem uma eleição para o Senado desde 1932, pesquisas recentes apontam empate técnico entre o senador republicano Roger Marshall e o democrata Adam Hamilton, pastor que tenta se apresentar como um candidato de centro.

Em outras corridas, porém, o cenário levou os republicanos a reverem a distribuição de recursos. O braço do partido responsável pelas campanhas ao Senado retirou investimentos de algumas disputas, incluindo as da Carolina do Norte e da Geórgia. Na Carolina do Norte, Trump venceu por mais de três pontos percentuais em 2024, mas o candidato democrata ao Senado agora aparece com uma vantagem de dez pontos percentuais. O partido também redirecionou recursos de algumas disputas na Câmara dos Representantes.

Mesmo assim, segundo as pesquisas mais recentes compiladas pelo RealClearPolitics, o democrata James Talarico mantém uma vantagem de aproximadamente três pontos percentuais sobre o republicano Ken Paxton, procurador-geral do Texas, que enfrenta controvérsias políticas e recebeu o apoio de Trump em maio.

Os democratas também aumentaram os gastos em disputas que passaram a ser consideradas competitivas. Em Iowa, que não elege um democrata para o Senado desde 2008, o candidato do partido elevou em 79% os investimentos em anúncios nas últimas três semanas. Uma pesquisa da Universidade Suffolk, de Boston, indica que ele conta com o apoio da maioria dos eleitores independentes.

A preferência desse grupo pode ser decisiva para o resultado das eleições. Scott McLean, professor de ciência política da Universidade Quinnipiac, em Connecticut, observa que eleitores independentes indecisos tendem a votar contra quem está no poder, sobretudo em períodos de preocupação econômica. Segundo ele, os democratas têm vantagem sobre os independentes que vivem nos subúrbios.

O resultado, contudo, dependerá da capacidade de cada partido de mobilizar seus próprios eleitores indecisos e de conquistar o voto independente, diz o Financial Times. Para os republicanos, o desafio é convencer o eleitorado a permanecer fiel à legenda apesar da insatisfação econômica e da impopularidade de Trump. A escalada dos gastos publicitários evidencia a preocupação do partido com a disputa e com a dificuldade de preservar sua maioria no Congresso.

Os republicanos acrescentaram US$ 434 milhões aos investimentos em anúncios para disputas pelo Senado e pela Câmara nas últimas três semanas, segundo a empresa de análise eleitoral AdImpact. O aumento foi de 46% nas corridas ao Senado e de 36% nas campanhas para a Câmara.

O partido tenta preservar suas estreitas maiorias no Congresso diante da queda no apoio eleitoral e da insatisfação com o custo de vida. O avanço dos preços e o encarecimento dos combustíveis prejudicam a popularidade de Donald Trump e favorecem os democratas em temas prioritários para os eleitores.

O diesel custa, em média, cerca de US$ 6,30 por galão, valor mais de 70% superior ao registrado um ano antes. A alta afeta especialmente áreas rurais e comunidades agrícolas, por pressionar o orçamento das famílias e os custos de produção.

Pesquisas recentes apontam empate técnico entre o senador republicano Roger Marshall e o democrata Adam Hamilton, apesar de o Kansas não eleger um senador democrata desde 1932. Desde 22 de setembro, os republicanos elevaram de US$ 5 milhões para US$ 21 milhões os gastos com anúncios no estado, enquanto os democratas acrescentaram US$ 20 milhões.

O democrata James Talarico mantém vantagem de aproximadamente três pontos percentuais sobre o republicano Ken Paxton, segundo pesquisas compiladas pelo RealClearPolitics. Paxton, procurador-geral do Texas, recebeu o apoio de Donald Trump em maio e enfrenta controvérsias políticas.

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