Em destaque: Quem é o policial investigado por ter favorecido Cariani em inquéritos
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Consulte formatos e valores disponíveisInstagram/Reprodução São Paulo — André Dziuba é um investigador da Polícia Civil do Estado de São Paulo que se tornou alvo de uma investigação da Corregedoria Geral da instituição por suspeita de vazar informações sigilosas e favorecer o influenciador fitness e empresário Renato Cariani.
O caso veio a público quando o Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) apresentou as alegações finais no processo criminal em que Cariani é réu por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
A Promotoria pediu a condenação de Cariani e outros dois investigados, Fábio Spinola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Segundo as alegações finais apresentadas pelo Ministério Público, Cariani e o policial civil trocavam mensagens por aplicativo e demonstravam uma cooperação mútua que ia além do campo profissional.
Para tratamento de seu joelho. Ao mesmo tempo, André recorria a Renato para obter auxílio ou informações relacionadas a fiscalizações realizadas no âmbito de suas atribuições”, aponta o documento do MPSP.
O texto diz ainda que André Dziuba compartilhava com o influencer informações relacionadas a fiscalizações no setor em que ele atuava, o de suplementos. Inclusive, o investigador teria atuado para esvaziar e contribuir para o arquivamento de um inquérito policial anterior, conduzido pela 2ª Vara Criminal de Diadema, contra Renato Cariani, de natureza parecida com a investigação atual.
O Metrópoles não conseguiu localizar a defesa de Dziuba para um posicionamento. O espaço permanece aberto.
Em nota, a Polícia Civil informou que os fatos serão apurados por meio da instauração de procedimento correcional próprio pela Corregedoria Geral, “com a produção técnica de conhecimento, oitivas, análises e diligências, garantindo rigor, precisão e legalidade na verificação dos acontecimentos”.
“A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a transparência, legalidade, integridade e a correta e necessária elucidação dos fatos, permanecendo à disposição para prestar informações necessárias”, disse a corporação.
O MPSP apontou que Renato Cariani, Fábio Spinola Mota e Rodrigo Gomes Pereira foram responsáveis pelo desvio de 12 toneladas de insumos químicos para produzir 15 toneladas de drogas, como crack e cocaína. As apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP revelaram que o esquema envolvia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas para vender produtos químicos, em São Paulo, por meio de “laranjas” — que faziam depósitos em espécie como se fossem funcionários de grandes multinacionais — e vítimas que figuraram como compradoras.
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