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Em destaque: Os possíveis cúmplices da fuga de Flávio

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 15:11
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Em destaque: Os possíveis cúmplices da fuga de Flávio
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto Foi uma bagunça. E funcionou. A fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil foi recheada de versões contraditórias, informações antecipadas sobre seu paradeiro e possíveis conexões internacionais. Enquanto aliados anunciavam sua chegada aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro. A cronologia dos acontecimentos levanta dúvidas sobre quem conhecia o plano e quem pode ter contribuído para sua execução.

O principal articulador político da operação teria sido Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado, também fugindo da Justiça. Em conversas com integrantes do governo Donald Trump, ele defendia a necessidade de acolher Flávio caso a disputa eleitoral terminasse em derrota. O próprio Eduardo fez uma declaração a favor da viagem na última sexta-feira – o que embasou o pedido da PF para reter os passaportes do senador.

Conforme apuração dos redatores da Empire Cidades, na tarde de ontem, o ex-policial militar André Porciuncula disse a jornalistas que o senador estava em um voo para Miami. Horas depois, confirmou que a aeronave havia pousado na cidade. A informação falsa foi fornecida pelo próprio Eduardo.

A participação americana aparece na sequência. Durante a tarde de terça-feira (27), fontes ligadas ao governo Trump afirmaram à imprensa que ele já havia chegado aos Estados Unidos. Às 17h39, interlocutores americanos reiteraram a informação. O advogado ligado ao presidente norte-americano Simón Levy também confirmou que Trump já estaria em território estadunidense na tarde de terça. E ainda disse que “o cérebro da operação é o secretário de Estado Mark Rubio”. Mais tarde, um conselheiro de Trump disse que o presidente havia autorizado sua entrada e que autoridades americanas conheciam, desde segunda-feira, a situação envolvendo os passaportes do senador.

Os registros migratórios, porém, contam outra história. Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio entrou no país por via terrestre às 22h50, acompanhado da mulher, Fernanda, e das filhas, Carolina e Luiza. Às 23h30, embarcou em uma aeronave particular da empresa Baires Fly, com destino ao Equador, conforme o comunicado oficial. O dia todo a imprensa noticiou a viagem de Flávio enquanto ele ainda estava no Brasil. Flávio e família chegaram agora há pouco em Miami.

Na Argentina, as suspeitas alcançam o entorno do presidente Javier Milei. Segundo o jornal La Nación, Santiago Caputo, assessor presidencial, estava em Misiones no momento da decolagem. A coincidência alimenta questionamentos sobre eventual conhecimento ou colaboração de integrantes da Casa Rosada. Deputados da oposição exigem que o governo explique a situação.

A atuação de outros aliados também merece esclarecimento. Maurício Marcon (PL-RS) afirmou que Flávio teria utilizado a Venezuela como rota, versão divergente dos registros argentinos. Michelle Bolsonaro confirmou inicialmente a saída e a intenção de pedir asilo nos Estados Unidos, mas depois negou ter sido a fonte da informação. Nikolas Ferreira publicou uma mensagem sobre a suposta fuga e, em seguida, acrescentou a ressalva de que ela ainda não estava confirmada.

Enquanto Eduardo ironizava as notícias sobre a travessia, autoridades brasileiras buscavam informações junto ao governo argentino. A Polícia Federal também enfrentava dificuldades para confirmar o destino final do senador.

Quem sabia antecipadamente de seus movimentos, quem facilitou os deslocamentos, houve cooperação entre agentes políticos de diferentes países? A PF terá que fazer uma investigação rigorosa.

#Brasil#Política
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