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Em destaque: Metropolitan entra em nova fase para voltar ao topo da hotelaria do DF

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 28 de outubro de 2026 às 09:00
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Em destaque: Metropolitan entra em nova fase para voltar ao topo da hotelaria do DF
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Pedro Iff Hotelaria Brasil | Conteúdo patrocinado 28/10/2026 06:00 Há hotéis que envelhecem. Outros acumulam memória.

Quando o Metropolitan abriu as portas, em agosto de 1996, Brasília, seus hóspedes e a própria ideia de viajar eram diferentes. Trinta anos depois, o prédio continua no mesmo endereço privilegiado do Setor Hoteleiro Norte, próximo à Esplanada dos Ministérios, mas quem entra em um hotel hoje espera muito mais do que uma cama confortável e um café da manhã no dia seguinte.

É justamente essa distância entre o que a hotelaria era e o que o viajante passou a exigir que a nova gestão quer diminuir.

Na noite da última quarta-feira (21/10), executivos, parceiros e convidados se reuniram no Metropolitan Hotel Brasília by HB para marcar oficialmente o novo ciclo do empreendimento sob gestão da Hotelaria Brasil, iniciada em 1º de outubro. A empresa incorporou 320 apartamentos administrados e passou a somar 1.074 unidades habitacionais sob gestão na capital.

O Vice-Presidente da Hotelaria Brasil, César Nunes; o CEO da Hotelaria Brasil, Márcio Lacerda; gerente-geral e desenvolvedor de Negócios Hoteleiros Mid-Upper Scale, Segundo de Almeida; e o gerente-geral do hotel, Wlisses Fernando Santos

O Vice-Presidente da Hotelaria Brasil, César Nunes; o CEO da Hotelaria Brasil, Márcio Lacerda; o responsável pela área de pessoas e cultura da empresa, Valdeli Cunha; e o gerente-geral e desenvolvedor de Negócios Hoteleiros Mid-Upper Scale, Segundo de Almeida

O CEO da Hotelaria Brasil, Márcio Lacerda; a diretora Comercial, Gabriella Spinola; e o Vice-Presidente da Hotelaria Brasil, César Nunes

Mas a mudança planejada vai além da placa na entrada.

A partir de março de 2027, o hotel começa um amplo processo de retrofit, nome dado à modernização de uma construção existente sem necessariamente começar tudo de novo.

Restaurante, lobby, recepção, corredores, elevadores e cobertura estão entre as áreas previstas para reforma, com conclusão das áreas comuns estimada para meados de 2028.

Serão R$ 4,5 milhões destinados às áreas comuns, segundo Márcio Lacerda, CEO da Hotelaria Brasil. Para os apartamentos, a estimativa apresentada durante o evento é de aproximadamente R$ 45 mil por unidade, incluindo itens como decoração, cama e televisão.

César Nunes, vice-presidente e sócio da Hotelaria Brasil, olha para o edifício por um ângulo de “saudosismo”: um empreendimento que ainda é lembrado por pessoas que viveram aqueles anos de maior protagonismo. Os apartamentos amplos e as grandes áreas sociais são exemplos.

“Você já não faz hotel assim”, resume César. Segundo ele, a lógica imobiliária atual tende a pressionar os projetos por maior aproveitamento do espaço enquanto o Metropolitan foi concebido em outra época, com dimensões que agora podem se tornar uma vantagem na transformação.

A intenção é justamente usar essa estrutura como matéria-prima em vez de derrubá-la para começar novamente.

Pedro Iff O CEO da Hotelaria Brasil, Márcio Lacerda, e o Vice-Presidente da Hotelaria Brasil, César Nunes O hóspede mudou e o hotel precisa mudar também Em 1996, a internet comercial ainda dava seus primeiros passos no Brasil. Não existiam avaliações instantâneas em aplicativos, vídeos de quartos nas redes sociais ou dezenas de tarifas comparadas em segundos antes de uma reserva.

Hoje, uma hospedagem começa muito antes do check-in.

Fotos, comentários, reputação digital, café da manhã, academia, localização, internet, áreas de convivência e até a facilidade de trabalhar fora do quarto podem definir uma escolha.

Um levantamento do Hotel Report, da Omnibees em parceria com o Hotelier News, apontou Brasília como o destino mais pesquisado do Centro-Oeste no período analisado, com 171 milhões de buscas. Ao mesmo tempo, o volume de diárias vendidas recuou 1,5% na comparação com 2025. Ou seja, existe interesse, mas transformá-lo em reserva continua sendo um desafio.

O CEO da Hotelaria Brasil enxerga essa mudança também na experiência física. “O mundo mudou muito em 30 anos. E o hotel precisa acompanhar, senão ele perde a relevância. Por mais tradicional que ele seja, ele perde a relevância.”

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