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Consulte formatos e valores disponíveisBTS na Era ARIRANG em 2026 Imagem: HYBE/Divulgação Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Live Nation Brasil afirma que a estrutura de telões dos shows do BTS em São Paulo segue o padrão adotado na etapa latino-americana da turnê.
Com apresentações marcadas para começar em dois dias, a produtora publicou um comunicado após uma semana de pressão de fãs e órgãos de defesa do consumidor. O Procon-SP notificou a empresa na quinta-feira (22) e deu prazo para resposta até sexta (23), depois de receber 518 reclamações ligadas à turnê na capital.
Maioria das queixas registradas pelo Procon-SP trata da estrutura anunciada para o show. Do total de reclamações, 460 mencionam especificamente a configuração das apresentações, tema que ganhou força com comparações feitas nas redes sociais.
Diferenças entre o material de venda e a planta técnica também entraram no radar do Ministério Público de São Paulo. A Promotoria do Consumidor pediu explicações sobre divergências entre o mapa divulgado na venda dos ingressos e a planta aprovada pelos órgãos municipais.
Fãs reclamam principalmente da redução no número de telões em relação a outras etapas da turnê. Em apresentações na Coreia do Sul, nos EUA, no México e na Europa, a estrutura descrita por fãs tem 12 painéis de LED em 360°, enquanto na América do Sul são quatro telões integrados a uma torre central.
Em nota, a Live Nation sustentou que a configuração anunciada para a capital paulista segue o modelo regional. "os telões utilizados para a apresentação de São Paulo seguem o padrão definido para a turnê na América Latina".
Criação dos setores PIT 1 e PIT 2 virou um dos principais pontos de contestação dos consumidores. As áreas próximas ao palco não constavam no mapa original divulgado quando as vendas começaram, em abril de 2026, e apareceram em uma planta publicada no Diário Oficial.
Procon-SP pediu que a empresa apresente documentos para comprovar a configuração técnica e o que foi divulgado ao público. O órgão solicitou materiais de divulgação, o projeto técnico submetido aos órgãos municipais e informações sobre medidas para garantir visibilidade adequada, inclusive para pessoas com deficiência ou limitação visual.
Ministério Público também cobrou esclarecimentos da Prefeitura de São Paulo, da Ticketmaster Brasil e da Live Nation Brazil Concerts. O despacho pede que a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento explique por que um mapa diferente foi divulgado e envie a versão definitiva entregue ao poder público.
Promotoria recomendou que eventuais mudanças relevantes sejam comunicadas de forma clara e antecipada. A orientação é que o mapa e as condições anunciadas na venda sejam mantidos sempre que possível.
Se a alteração for inevitável por razões técnicas, operacionais ou de segurança, consumidores que não aceitarem a mudança devem ter direito a reembolso integral. O MP citou que o reembolso deve ter atualização monetária, além de outras alternativas previstas no Código de Defesa do Consumidor.
Fãs também questionaram a existência de áreas VIP próximas ao palco fora do que foi colocado à venda. O Soundcheck Pacote VIP, com ingresso na pista, entrada antecipada e passagem de som, foi vendido por R$ 4.303 (inteira) e R$ 3.678 (meia-entrada), conforme valores citados pela Exame.
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