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Em destaque: Itaú (ITUB4) entrega novo tri sólido e reforça “favoritismo” do mercado; ação sobe 3%

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 4 de novembro de 2026 às 18:17
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Em destaque: Itaú (ITUB4) entrega novo tri sólido e reforça “favoritismo” do mercado; ação sobe 3%
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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O Itaú Unibanco ( ITUB4 ) registrou mais um resultado considerado robusto pelo mercado, reforçando a percepção de que segue sendo a instituição financeira mais bem posicionada para atravessar um ambiente de crédito mais desafiador. Com isso, e também com a sessão de maior ânimo do mercado nesta quarta-feira (4), ITUB4 subiu 3,17%, a R$ 39,71.

O banco reportou lucro líquido recorrente de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de cerca de 2% na comparação trimestral e de 6% a 13% em relação ao mesmo período do ano passado, dependendo da metodologia utilizada pelos analistas, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 23,6%. Os números ficaram próximos ou ligeiramente acima das estimativas do consenso.

Entre os principais destaques do trimestre estiveram o crescimento saudável da carteira de crédito, a geração de capital e, principalmente, a manutenção da qualidade dos ativos. A carteira avançou 10,2% em 12 meses, puxada por linhas consideradas mais seguras, como crédito imobiliário, consignado e pequenas e médias empresas apoiadas por programas com garantia do governo.

O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu de 1,9% para 2,0%, movimento que foi amplamente atribuído à normalização da carteira de pequenas e médias empresas após o encerramento de períodos de carência em programas governamentais.

Enquanto isso, o indicador mais importante para acompanhar tendências futuras, a inadimplência entre 15 e 90 dias, caiu de 1,8% para 1,7%, sugerindo que uma deterioração mais forte não está se formando.

A percepção de resiliência da carteira foi um dos pontos mais enfatizados pelos analistas: a Genial Investimentos destacou que o Itaú continua apresentando indicadores de atraso significativamente melhores do que os observados no restante do sistema financeiro, mesmo em um ciclo de crédito mais difícil. Para a casa, a combinação de provisões conservadoras, processos rigorosos de concessão e baixa exposição a casos problemáticos no crédito corporativo cria uma importante proteção para os resultados futuros.

O resultado foi impulsionado pelo crescimento das vendas e pela redução das despesas financeiras, embora a companhia ainda enfrente pressões sobre suas margens

Outro ponto positivo foi o desempenho da margem financeira. Embora a margem com clientes continue sofrendo pressão por um mix mais concentrado em produtos de menor spread, o resultado foi compensado pelo forte desempenho das operações de tesouraria. A margem com o mercado somou R$ 1,3 bilhão, crescimento superior a 40% tanto na comparação trimestral quanto anual, impulsionando o resultado consolidado.

Além disso, o banco surpreendeu positivamente ao revisar para baixo sua projeção de alíquota efetiva de imposto para 2026, passando para uma faixa entre 28% e 29%, ante previsão anterior de 29,5% a 32,5%. Segundo analistas, a mudança cria espaço adicional para crescimento dos lucros e ajuda a compensar a fraqueza observada em algumas linhas de receitas.

Os pontos de atenção no trimestre se concentraram nas receitas de serviços e na operação de seguros. As receitas com assessoria e corretagem continuaram pressionadas pelo menor volume de operações no mercado de capitais, enquanto o segmento de seguros foi impactado pelo aumento dos sinistros em algumas carteiras. Tanto o Morgan Stanley quanto o JPMorgan apontaram que a retomada dessas linhas de receita será importante para sustentar uma aceleração dos lucros nos próximos trimestres.

Para o Morgan Stanley, o balanço reforça a capacidade do Itaú de manter rentabilidade elevada mesmo em um ambiente menos favorável. O banco americano destacou a disciplina na concessão de crédito, o controle de custos e a qualidade dos ativos, mas ponderou que o principal desafio segue sendo o crescimento. A instituição manteve recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra), e preço-alvo de US$ 10 para os ADRs (recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York). Segundo o banco, a questão central para os investidores passa a ser por quanto tempo o Itaú conseguirá justificar sua avaliação mais alta em relação aos pares se o crescimento de receitas permanecer moderado.

Já o JPMorgan classificou os números como neutros à primeira vista, mas ressaltou que estabilidade se tornou um diferencial em um ambiente de maior incerteza econômica. O banco afirmou que o Itaú segue entregando indicadores superiores aos dos concorrentes em qualidade de ativos, margem financeira e capitalização, razões pelas quais mantém recomendação overweight para o papel. A instituição destacou ainda que investidores focados em resiliência de resultados e força de balanço devem continuar privilegiando o banco dentro do setor.

Na mesma linha, o Bradesco BBI avaliou que o trimestre veio ligeiramente melhor do que o esperado, impulsionado principalmente pelos ganhos de tesouraria e pela manutenção de indicadores de crédito saudáveis. A equipe de analistas do banco vê conforto na capacidade do Itaú de enfrentar um cenário econômico mais exigente, especialmente por conta da qualidade da carteira e do elevado índice de cobertura das provisões.

A Genial reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 54,70 para ITUB4, destacando potencial de valorização superior a 40%, além do elevado retorno esperado via dividendos.

A Genial também manteve o Itaú como sua principal escolha entre os bancos, argumentando que a instituição combina rentabilidade acima de 23%, controle de risco superior ao da indústria e geração consistente de capital. Para a casa, enquanto outros bancos enfrentam piora mais evidente na inadimplência, o Itaú continua ampliando sua vantagem competitiva no ciclo atual.

A XP também reiterou recomendação de compra, preço-alvo de R$ 50 e manteve o Itaú como sua top pick no setor bancário, citando a combinação de rentabilidade elevada, crescimento disciplinado, forte geração de capital e maior previsibilidade de resultados em comparação aos concorrentes.

Assim, o 3T26 não foi um trimestre de forte aceleração, mas reforçou a principal característica da tese de investimento do Itaú: enquanto os concorrentes enfrentam piora de crédito e maior volatilidade nos resultados, o banco continua entregando rentabilidade próxima de 24%, qualidade de ativos superior e forte geração de capital, mantendo assim o papel como uma das principais escolhas dentro do setor bancário brasileiro.

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