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Em destaque: 'Governo destruiu poder de compra dos eleitores', diz Flávio Bolsonaro em debate

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 24 de outubro de 2026 às 04:39
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Em destaque: 'Governo destruiu poder de compra dos eleitores', diz Flávio Bolsonaro em debate
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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Durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23/10), Lula (PT) questionou o candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre o valor salário mínimo:

"[Você] tem noção de quanto custaria um salário mínimo em São Paulo e no sudeste se não fosse o governo do PT?"

Em resposta, o candidato se dirigiu ao eleitor, olhando para a câmera: "Hoje é dia 23 de outubro, o mês ainda não acabou. O seu salário já acabou?".

Flávio disse que o poder de compra da população foi destruído pelo governo Lula, acusou o petista de ter jogado os juros "lá em cima" e o questionou sobre o endividamento do país.

Na réplica, Lula diz que Flávio "não tem noção quanto era o salário mínimo sem governo do PT":

"Se a gente não tivesse reajustado o salário acima da inflação, sabe quanto seria? 900 reais, por conta de seu pai [Jair Bolsonaro] e Temer."

A política de valorização real do salário mínimo foi uma marca dos dois primeiros governos Lula. Ela deixou de ser aplicada durante o governo Jair Bolsonaro e foi retomada em 2023, no terceiro mandato do petista.

O plano de governo apresentado por Lula ao TSE prevê a continuidade dessa política caso ele seja reeleito.

Já o plano de governo de Flávio Bolsonaro propõe um "tesouraço" nas contas públicas, com "corte para todos os lados".

Reportagens da Folha de S.Paulo apontaram que interlocutores da campanha estudavam um pacote de medidas fiscais para economizar cerca de R$ 250 bilhões, com medidas como a desvinculação dos reajustes da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) dos ganhos reais do salário mínimo.

Após repercussão negativa, Flávio disse que não vai desvincular esses benefícios do salário mínimo e que vai manter os reajustes acima da inflação.

Economistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam, no entanto, que é inviável conciliar as duas promessas.

Segundo eles, para alcançar a economia anunciada pela campanha, Flávio teria de incluir as despesas previdenciárias entre os alvos dos cortes, já que elas representam uma das maiores rubricas do orçamento federal.

Leia mais sobre as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro sobre reajuste do salário mínimo e aposentadorias aqui.

#Política#Governo
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