Em destaque: Flávio pode deixar o Brasil após derrota nas urnas? Relembre discurso de Eduardo Bolsonaro
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Consulte formatos e valores disponíveisFlávio pode deixar o Brasil após derrota nas urnas? Relembre discurso de Eduardo Bolsonaro Em podcast nos EUA, ex-deputado também questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas Flávio Bolsonaro (PL): senador não conseguiu votos suficientes para ser eleito Presidente da República (Saulo Cruz/Agência Senado)
Priorizar nos meus resultados Google Tudo sobre Acompanhe tudo sobre Eleições 2026 Saiba mais Flávio Bolsonaro (PL) foi derrotado na disputa presidencial neste domingo, 25, com 59.826.041 votos (48,21%). Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 64.256.232 votos (51,79%) e foi reeleito para seu 4º mandato.
Diante do desempenho do senador nas urnas, seu irmão Eduardo Bolsonaro já havia manifestado a possibilidade do candidato deixar o Brasil.
Em entrevista concedida na sexta-feira, 23, a um podcast americano, o ex-deputado federal declarou apoiar a ideia de Flávio Bolsonaro abandone o país em caso de derrota nas urnas. Na conversa, ele também questionou a segurança do sistema eletrônico de votação do país.
Eduardo esteve presencialmente no estúdio do “Louder with Crowder”, comandado pelo comentarista Steven Crowder. Em 2021, o canal de Crowder no YouTube ficou uma semana suspenso por espalhar informações falsas sobre a eleição presidencial americana de 2020.
Ao responder pergunta de espectador, Eduardo Bolsonaro brincou sobre enviar fuzileiros navais e depois defendeu exílio do irmão. (YouTube/Reprodução)
A manifestação sobre Flávio veio depois de uma pergunta de um internauta no chat do programa, que quis saber se a família teria algum plano para ajudar o pai, caso o irmão não vencesse, ou se decidiria o que fazer apenas se esse cenário se concretizasse.
Eduardo respondeu primeiro que seria o caso de enviar os fuzileiros navais. Crowder, já em tom sério, comentou que a esquerda reagiria com indignação e acusaria os americanos de imperialismo, mas disse que algo precisaria ser feito, a menos que fosse possível organizar uma operação de helicóptero para destelhar a prisão.
Eduardo então citou um episódio de debate em que, segundo ele, Lula teria dito a Flávio que ele perderia a eleição, deixaria de ser senador no ano seguinte, perderia a imunidade e passaria a ser investigado. Para Eduardo, aquilo foi uma ameaça direta ao irmão. Ele concluiu afirmando, com ênfase, que apoia a saída de Flávio do país se ele não vencer.
Antes disso, o ex-deputado havia criticado o sistema eleitoral brasileiro. Segundo ele, o voto não é registrado em papel nem há contagem pública, de modo que o eleitor precisa confiar na máquina. Ele recorreu a uma frase que atribuiu a Stálin, segundo a qual o que importa não é quem vota, mas quem conta os votos, e disse que, assim como ele não consegue provar fraude, os adversários tampouco conseguem provar que ela não ocorreu.
Eduardo também atacou o Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o Congresso aprovou três vezes o voto impresso, e em todas elas o STF considerou a medida inconstitucional.
Neste domingo, o senador Flávio Bolsonaro criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou em duas horas o horário de encerramento e disse que vai pedir anulação das eleições.
"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo, às 17:01 o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil", disse.
E acrescentou: "É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições".
O Brasil usa a urna eletrônica desde 1996, e o TSE sustenta que nenhuma fraude foi comprovada em todo esse tempo. Quando a votação termina, cada urna emite um boletim com a soma dos votos da seção. Uma cópia é fixada na entrada do local, e os fiscais dos partidos recebem as suas. O TSE ainda divulga todos os boletins na internet, o que permite a qualquer pessoa conferir os números e compará-los ao resultado oficial.
Sobre o voto impresso, o Congresso aprovou leis com essa previsão em 2002, 2009 e 2015. A primeira foi revogada pelos próprios parlamentares em 2003. Nas outras duas, o STF derrubou os trechos relativos ao voto impresso, em 2013 e 2020, por entender que a medida punha em risco o sigilo do voto.
Eduardo mora nos Estados Unidos desde 2025. Em dezembro do mesmo ano, a Mesa Diretora da Câmara decretou a perda do seu mandato por faltas em excesso.
Em junho, a Primeira Turma do STF o condenou por unanimidade por coação no curso do processo. De acordo com a denúncia da PGR, acolhida pela Corte, ele articulou com o governo americano a adoção do tarifaço contra produtos brasileiros e a suspensão de vistos de autoridades do governo e do STF. O tribunal entendeu que o objetivo era interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no caso da trama golpista.
A pena é de quatro anos e dois meses de prisão, inicialmente em regime semiaberto. A condenação transitou em julgado em 3 de outubro. Em decisão assinada em 7 de outubro e tornada pública no dia seguinte, o ministro Alexandre de Moraes mandou iniciar o cumprimento da pena, expediu mandado de prisão e determinou o cancelamento de todos os passaportes brasileiros de Eduardo.
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