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ADRs desabam 20% em NY com reeleição de Lula — Petrobras, Itaú, Bradesco e mais

Acompanhe os detalhes e principais informações apuradas sobre este caso.

Por Redatores da Empire Cidades 26 de outubro de 2026 às 10:10
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ADRs desabam 20% em NY com reeleição de Lula — Petrobras, Itaú, Bradesco e mais
Foto: Divulgação / Redação Empire Cidades
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As ações de empresas brasileiras listadas nos Estados Unidos se desvalorizavam no pré-mercado após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistar o quarto mandato.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), que havia vencido o primeiro turno das eleições no início deste mês, se recusou a reconhecer a derrota.

Analistas e mercados apostavam na vitória de Flávio Bolsonaro, precificando reformas enquanto o Brasil se debate com a deterioração das finanças públicas e o aumento das taxas de juros.

A Petrobras PBR (equivalente às ações ordinárias PETR3 ) caía cerca de 25,25%, enquanto o maior banco privado da América Latina, o Itaú Unibanco ITUB ( ITUB4 ), registrava tombo de mais de 27%. O banco Bradesco BBD ( BBDC4 ) desabava 28,01%.

Mercado teme deterioração fiscal após reeleição do presidente e projeta queda da Bolsa, alta do dólar e avanço dos juros, com investidores atentos às primeiras sinalizações da equipe econômica e à relação do governo com o Congresso

As ações da empresa de comércio eletrônico e fintech Mercado Livre MELI (BDR: MELI34 ) e do Nubank NU (BDR: ROXO34 ) se desvalorizavam cerca de 24% e 10,3%, respectivamente.

O ETF iShares MSCI Brasil EWZ caía mais de 26%.

“A vitória do presidente Lula não era o nosso cenário base. Trabalhávamos com um leve favoritismo de Flávio Bolsonaro, e o mercado via a possibilidade de mudança de governo e de uma agenda mais liberal. Essa expectativa se traduziu na melhora da Bolsa, principalmente após o resultado do primeiro turno”, avalia Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

Com a vitória do presidente Lula, aponta Sung, é provável que o mercado faça uma correção nesta semana. “Isso deve gerar uma volatilidade bastante grande no câmbio e na curva de juros futura, com possível estresse no mercado de títulos públicos. A segunda-feira pode ser bastante volátil, porque haverá uma correção de rota e de ânimo do mercado”, avalia o especialista.

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